
*Danilo Saraiva, do portal Terra
Duas cópias, uma em São Paulo, outra no Rio de Janeiro. É o que o diretor Pedro Cézar tem a oferecer de seu novo filme, Só Dez Por Cento é Mentira, a biografia - ou como ele cita, desbiografia - do poeta Manoel de Barros, o cara que mais vende livros no Brasil. Mas seria Manoel, 93 anos, homem de Cuiabá, capaz também de vender ingressos? Pedro e o resto dos exibidores do País acham que não. Em entrevista por e-mail ao Terra, o diretor cita uma frase de Millor para explicar: "No Brasil, cinema quando dá bilheteria é um sucesso e quando não dá público é filme de arte. Tomara que seja um sucesso. Acho que o fracasso subiu à cabeça".
VEJA O SITE OFICIAL DO FILME
A obra de Pedro Cézar é, na realidade, uma extensão da poesia de Manoel, que inventa boa parte de suas memórias, mas afirma que só dez por cento delas é mentira - assim como o documentário, que traz elementos ficcionais. Vencedor no Festival de Paulínia, o filme é obra de arte incomum, rara de ser vista nas telonas. Fruto de um trabalho de três anos, deveria ser muito mais reconhecido do que realmente é. Que bom seria se todos aproveitassem o ócio - comprado, como o de Manoel, ou a simples vagabundagem - para ficar pouco mais de uma hora e 20 minutos na frente das telonas. Perder tempo com a invenção de Pedro Cézar aumenta o mundo, como a poesia de Manoel. Não necessariamente nesta ordem.
Confira a entrevista na íntegra:
Qual a relação de Manoel de Barros com Fabio Fabuloso, outro perfilado com quem você trabalhou?
Fabinho faz um surfe "retrato do artista quando coisa" e, sobre a prancha, atinge o reino da "despalavra". Manoel olha a vida de ponto de vista do horizonte e diz que poesia não é para entender é para incorporar. Existe uma comunhão entre ambos. De todo modo, "as antíteses congraçam"! Os dois são artistas invejáveis; singulares. Cada um em sua onda.
Quando começou a filmar, você já tinha trabalhado com a ideia de fazer seus entrevistados entrarem na estética da poesia de Manoel de Barros, como se fossem uma extensão dela?
Entendo que sua pergunta diz respeito aos segmentos ficcionais. Bem, caso não esteja fazendo confusão, diria que os "entrevistados ficcionais" dão conta dessa estética e de algo que não poderíamos fazer em off. Inventamos o Paulo, criador de desobjetos; O Jaime, biógrafo; e o Salim, guia do Idioleto Manoelês em Corumbá.
Como foi convencer Manoel de Barros a ser entrevistado para um documentário (o poeta é conhecido por só fazer entrevistas por correspondência)? Você acha que ele se convenceu com a frase "era só um sonho", dita por você num momento de raiva?
Todos os argumentos racionais que usei não serviram. Pior do que isso: cada vez mais expunha um cineasta mutilado entre a delicadeza e o propósito. Desisti e usei a palavra sonho apenas como desabafo. Para minha surpresa, Manoel ordenou que trouxesse a câmera no outro dia. "Ao poeta faz bem desexplicar..." A diferença entre sonho e senha é coisa de pouca vogal.
Você tinha dúvidas sobre o potencial comercial da sua obra? Ultrapassar o jornalismo e transformar filme em poesia foi sua intenção desde o começo?
Tinha e tenho. E pra falar a verdade acho que os momentos de "jornalismo" do filme revelam um Manoel que diz coisas absolutamente poéticas: "Poesia não se descreve. Poesia se descobre".
Qual sua relação com o poeta? O que ele representa para você?
Sou leitor apaixonado. Sou fã de sua poesia e de sua linguagem. O que ele escreve me impacta, me mobiliza e me aciona. Seus livros para mim são Bíblia, prazer, almanaque, água, cartilha, onda, palavra, música, despalavra e cinema. Quando leio Manoel confirmo um mundo que sempre suspeitei que existia mas que precisava de uma senha: o idioleto manoelês, a língua dos bocós e dos idiotas.
Manoel chegou a assistir ao filme? O que ele disse?
Vou imitar o Manoel nessa resposta. "Não gosto de contar vantagem mas vou falar isso aqui de brincadeira." Manoel assistiu o filme duas vezes seguidas. Depois beijou minha mão e disse: "Esse filme é uma obra de arte. Você tem que saber disso rapaz". O engraçado é que mesmo contando essa vantagem, lembro inevitavelmente de um aforisma do Millôr que dizia mais ou menos o seguinte: 'No Brasil, cinema quando dá bilheteria é um sucesso e quando não dá público é filme de arte. Tomara que seja um sucesso'. Tô falando demais. Acho que o fracasso subiu à cabeça.
Quanto tempo demorou para filmar? Quantas visitas à casa de Manoel de Barros foram necessárias?
Entre a primeira entrevista "era só um sonho" e o ponto final do último corte foram exatos três anos. Visitei Manoel quatro vezes para reunir todo o material que tem no filme.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
"O fracasso subiu à cabeça", diz diretor de 'Só Dez Por Cento é Mentira'
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Hollywood anuncia filmagem de "O Hobbit" após embate legal

O cineasta mexicano Guillermo del Toro vai dirigir "O Hobbit", que será dividido em duas partes
(Reuters) - Um estúdio de Hollywood por trás da adaptação cinematográfica de "O Hobbit" e representantes do espólio do escritor J.R.R. Tolkien disseram nesta terça-feira ter encerrado um processo que abre caminho para o que promete ser um enorme sucesso de bilheteria.
"O Hobbit" é um livro de Tolkien de 1937 sobre um pequeno ser chamado Bilbo Baggins que se envolve na busca de um tesouro, e arma o cenário para a trilogia "O Senhor dos Anéis", épico de magia e guerra.
A saga "O Senhor dos Anéis" foi transformada em três filmes, lançados entre 2001 e 2003 pelo estúdio New Line, que arrecadaram cerca de 2,9 bilhões de dólares mundialmente, e se espera que "O Hobbit" seja um êxito semelhante.
Mas em fevereiro de 2008 os representantes do espólio de Tolkien entraram com um processo contra o New Line, clamando mais de 150 milhões de dólares de lucros da trilogia dos "Anéis" que diziam lhe ser devidos.
O processo também pretendia evitar a filmagem de "O Hobbit", que agora será transformado em dois filmes por Guillermo del Toro, o cineasta de "O Labirinto do Fauno" e "Hellboy".
Os termos financeiros do acordo não foram divulgados, mas o filho do escritor Christopher Tolkien disse em um comunicado que como resultado do acordo "a New Line agora pode levar adiante as filmagens de 'O Hobbit'".
A editora HarperCollins Publishers Ltd, que publica as obras de Tolkien, se uniu aos curadores no processo. O Fundo Tolkien, uma instituição de caridade ligada ao espólio do autor, doou mais de 8 milhões de dólares nos últimos cinco anos.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Vida e obra do poeta Manoel de Barros é tema de "Só Dez Por Cento É Mentira"

Depois de um longo percurso por mostras e festivais do país, como o Festival do Rio, a Mostra de São Paulo, o É Tudo Verdade a Flip, o documentário "Só dez por cento é mentira", de Pedro Cezar, foi exibido na noite desta terça no 2º Festival de Paulínia. O filme, que tem estreia prevista para setembro, foi um dos mais aplaudidos pelo público na competição de documentários.
O poeta Manoel de Barros é retratado no documentário "Só Dez Por Cento É Mentira"
No começo da projeção, um susto: a imagem sumiu da tela, deixando o público apenas com o áudio por alguns minutos. O problema foi resolvido rapidamente e o filme recomeçou de um ponto anterior ao problema. Foi um pequeno e pouco comprometedor incidente na projeção do Teatro Municipal de Paulínia, cuja qualidade tem sido elogiada quase todas as noites pelos realizadores dos filmes em competição.
"Só dez por cento é mentira" investiga um pouco da vida e muito da obra do escritor sul-mato-grossense Manoel de Barros, o poeta que mais vende livros no Brasil. Avesso a entrevistas, Barros conversou com o diretor Pedro Cezar em quatro oportunidades diferentes. No documentário também estão os depoimentos de artistas envolvidos de alguma forma com o trabalho do poeta, familiares e até mesmo depoimentos ficcionais, no espírito do próprio Manoel de Barros, que escreve: "Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira".
Cezar disse que sua ideia inicial era estrear o filme no aniversário de 90 anos do poeta, mas se deu conta de que seu material resultaria em um filme muito discursivo. "Tinha muita falação. Durante dois anos paramos tudo e fomos vamos buscar o universo visual da poesia de Manoel de Barros", disse o diretor, que citou o próprio autor: "As imagens são palavras que nos faltaram".
Uma das soluções encontradas pelo diretor foi mostrar na tela as poesias curtas de Manoel de Barros. "A partir do momento em que a gente deixa um verso escrito na tela, a gente também está usando imagem", disse Cezar, que se surpreendeu com a recepção que seu filme teve no festival de Paulínia: "Fiquei impressionado com o público reagindo com o texto, dando risada com os versos. Foi uma reação parecida com a da Flip, de um povo que gosta de literatura", comentou.
domingo, 12 de julho de 2009
Filme "O que é isso, companheiro?", de Bruno Barreto.
Um dos grandes filmes do cinema nacional na década de 1990, "O Que é Isso, Companheiro?", dirigido por Bruno Barreto, é uma interessante adaptação do livro homônimo. O diretor, em sua leitura cinematográfica do texto de Gabeira, privilegia a ação, com as ações de guerrilha protagonizadas por militantes de esquerda.
Isso não significa que os conflitos morais decorrentes daquele contexto de violência não sejam explorados. Pelo contrário: o protagonista, vivido por Pedro Cardoso (ator consagrado em comédias como "A Grande Família"), demonstra o drama de um intelectual que se vê envolvido com a luta armada. Como guerrilheiro em ação é patético, mas se impõe como por suas idéias e por seus valores. Fiel ao espírito do livro, o personagem Fernando Gabeira se constrói como um contraponto sensível ao radicalismo de uma esquerda stalinista encarnada por Jonas (Matheus Natchergaele).
Por outro lado, Henrique (Marco Ricca) centraliza o papel do militar, que não pode abrir mão de sua missão. Tem consciência de que persegue e tortura jovens idealistas, mas entende que são manipulados por uma esquerda 'perigosa', e que por isso precisam se destruídos. Revela em dado momento que não consegue dormir à noite.
O filme ainda conta com Fernanda Torres (Maria), Luís Fernando Guimarães (Marcão), Cláudia Abreu (Renée) Selton Mello (César) e Caio Junqueira (Júlio) compondo o MR-8 de Gabeira. Participações especiais de Fernanda Montenegro, Milton Gonçalves e Othon Bastos dão a dimensão do que se pode realmente considerar com um "grande elenco".
Não por acaso essa produção do brilhante diretor Bruno Barreto foi indicada ao oscar de melhor filme estrangeiro em 1998.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Contos de Machado inspiram novo filme de Bressane

Depois de seduzir o Festival de Veneza por sua ousadia, o filme "A erva do rato", de Julio Bressane, livremente inspirado em dois contos de Machado de Assis, "Um esqueleto" e "A causa secreta", está em cartaz no Rio e em São Paulo.
O filme, estrelado por Selton Mello e Alessandra Negrini, é a segunda incursão de Bressane no universo machadiano. Em 1985, ele já havia filmado de maneira personalíssima o "Brás Cubas".
O roteiro incorpora a ironia cinza de Machado, mas segue de maneira apenas alegórica a trama dos dois contos. Segundo Bressane, "o filme tenta recuperar essa qualidade machadiana de reinventar a língua portuguesa, com novas linhas formais e estruturas".
Assista ao trailer.
Leia matéria no IG sobre a estreia em Veneza.
Leia uma crítica da revista CinÉtica.
* Matéria do site O Livreiro
Novo Harry Potter estreia em Londres. No Brasil, dia 15

"O enigma do príncipe", sexto filme da franquia Harry Potter, escrita por J.K. Rowling, teve sua estreia em diversas cidades do mundo nesta terça (7). A nova película, que chega com atraso de alguns meses, traz aventuras de sempre e também um elemento de romance. No Brasil, começa a ser exibido no próximo dia 15.
Harry vai se apaixonar por Ginny, enquanto Ron atrairá a atenção de Lavender Brown - os heróis, definitivamente, cresceram. Os primeiros cinco filmes da série venderam US$ 4,5 bilhões, enquanto os sete livros da série já venderam cerca de 400 milhões de exemplares.
O último livro, "Harry Potter e as relíquias da morte" será transformado não em um, mas em dois filmes, que devem chegar aos cinemas em 2010 e 2011.
Veja o trailer e mais informações no site oficial.
*do site O Livreiro
sábado, 27 de junho de 2009
Literatube: Michael Jackson e Stephen King no cinema
A morte do ícone da cultura pop, Michael Jackson, não poderia passar em branco aqui no blog. Artista multifacetado (em todos os sentidos...), foi um dos inventores do videoclipe e deixou suas marcas também no cinema, com o clipe/filme Ghosts, cujo roteiro foi co-escrito por ninguém menos que Stephen King. Abaixo, algumas (wiki) informações sobre a obra.
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Ghosts é um médio-metragem de Michael Jackson, cujo roteiro foi co-escrito pelo grande mestre de terror, Stephen King. Dirigido por Stan Winston, com dicas de Steven Spielberg, Ghosts possui 45 minutos. O projeto iniciou-se em 1993 e só foi concluído em 1996.
A primeira exibição de Ghosts remonta a 24 de outubro de 1996. Nesse dia, a MJJ Productions, empresa de Jackson, organizou uma exibição VIP exclusiva para a Academia de Cinema de Beverly Hills. Depois disso, o filme começou a ser exibido antes do filme Thinner, de Stephen King - co-roteirista de Ghosts -, em uma dezena de salas de cinema nos Estados Unidos.
Ghosts é certificado pelo Guiness Book como "O Clipe Mais Longo";
O médio-metragem foi exibido no Festival de Cinema de Cannes no ano de 1997, ganhando do juri um Prêmio Especial.
Parte 2
Parte 3
Parte 4
domingo, 24 de maio de 2009
Adaptação do livro de Chico Buarque, 'Budapeste' chega aos cinemas

Misturando idiomas, filme estreiou nesta sexta-feira (22).
No elenco, Leonardo Medeiros e a atriz húngara Gabriella Hámori.
Livro de Chico Buarque, “Budapeste” ganhou das mãos do cineasta Walter Carvalho e da roteirista Rita Buzzar adaptação para os cinemas, que entra em cartaz nesta sexta-feira (22). Para levar às telas a história de um ‘ghost writer’ que cai de amores por uma húngara, o diretor carregou parte da equipe para Budapeste e montou um grupo com profissionais de várias nacionalidades e, o mais difícil –idiomas.
“As filmagens na Hungria foram uma epifania. Eles só falam húngaro, que é uma língua muito difícil. A grande maioria falava inglês também, mas no set tinha de tudo: espanhol, francês, alemão. Era como uma Torre de Babel”, contou Carvalho. E apesar da aparente barreira inicial, a iniciativa de tentar repetir palavras em húngaro do diretor-assistente Rafael Salgado abriu as portas para a comunicação. “Rafa se arriscou, e eles começaram a perguntar também sobre as palavras em português. Sem falar nos palavrões”, brincou o cineasta. “Isso nos uniu.”
Teve até choradeira na despedida da equipe brasileira da Hungria. “Eles nos disseram que mudamos a forma de eles fazerem cinema, porque eram acostumados a trabalhar com os americanos que, dizem, são antipáticos. A gente não se entendia, é verdade, mas havia uma comunicação. Passamos momentos de grande emoção”, contou Carvalho.
Quem mais sofreu com a língua foi o ator Leonardo Medeiros, que tinha muitas falas em húngaro e teve que estudar o idioma e a pronúncia. Aos olhos –e ouvidos– do público brasileiro, parece tudo perfeito e admirável. Mas ele diz que não chegou nem perto de dominar o húngaro. “Quando comecei a estudar, três meses antes das filmagens, percebi que jamais dominaria a língua. Aí me dispus a fazer um mergulho nas falas do personagem e, quando filmamos, me dediquei a aprendê-las. O húngaro é meio lírico, parece que você está dizendo poesia.”
Primeiro encontro
Carvalho afirmou que queria muito improviso no filme, pois acredita que as cenas, feitas espontaneamente, dão um frescor ao filme que, de outra forma, não pode ser conquistado. “O primeiro encontro dos personagens do Léo (Leonardo Medeiros) e da Gabriella (Hámori, atriz húngara que participa do longa), em cena, foi também o primeiro encontro dos dois atores.”
Na história, o “ghost writer” Costa (Medeiros), passeando por Budapeste, conhece Kriska (Gabrielle) ao cogitar comprar um livro para aprender húngaro. Ela diz: “Húngaro não se aprende nos livros”. E se dispõe a colocar o idioma –“o único que o Diabo respeita”– “na cabeça” do protagonista. Os dois vivem uma história de amor, interrompida quando Costa tem que voltar ao Rio de Janeiro, para sua mulher (Giovanna Antonelli) e seu trabalho.
Ao lançar um livro que vira best-seller, e cujo autor parece seduzir sua esposa, Costa se sente traído e ressentido. Decide abandonar tudo e retorna para Budapeste, onde, apesar de não entender perfeitamente o idioma, se sente em casa. Ele retoma sua ligação com o idioma, estudando, se aprofundando e escrevendo muito, ao mesmo tempo em que, pouco a pouco, consegue reconstruir também seus laços com Kriska.
Atriz húngara de teatro e cinema, Gabriella Hámori foi escolhida por Walter Carvalho para “Budapeste” depois de alguns testes. “Meu personagem serve para ajudar Costa a ver ele mesmo, a se encontrar. Kriska também parece ter saído de um sonho. Às vezes, eu sinto como se ela não precisasse fazer nada além de existir”, conta a atriz.
No Brasil para a divulgação do filme, ela se disse orgulhosa de ser húngara, e definiu seu povo como “incrível”. “Eles são mais cautelosos, dificilmente aceitam algo de primeira. “ Talvez por isso a atriz tenha afirmado que, apesar de gostar dos improvisos pedidos pelo diretor, prefere saber exatamente o que tem de dizer e fazer com antecedência.
“Mas procurei atender tudo o que o Walter pediu. Quando ele disse que não queria que eu e o Leonardo nos encontrássemos antes da primeira cena, respeitei e nem busquei a foto dele na internet. Queria que fosse tudo muito real e totalmente livre.”
Gabriella afirmou que o livro de Chico Buarque não foi muito bem recebido pelos húngaros. "As pessoas que leram o livro gostaram, mas não penetrou fundo. Há muitos clichês sobre a Hungria, e talvez isso tenha influenciado", analisa.
O autor -que fez uma participação especial no filme- já afirmou que escreveu "Budapeste" antes de conhecer a cidade. "Tinha uma ideia onírica dela. Quando a conheci, fiquei com medo de encontrar na realidade uma coisa que imaginei tanto, e foi engraçado porque muita coisa que eu tinha sonhado realmente correspondia à realidade -embora o livro nunca tenha tido essa intenção porque não é realista."
*Texto do portal G1
CONFIRA O TRAILER OFICIAL DO FILME:
