Esta obra já foi comentada aqui no blog há alguns dias, dê uma olhada nos posts anteriores. Fizemos uma leitura comparativa entre o lvro e o filme e coloquei também um guia de leitura em Power Point.
Bueno, o Concerto Campestre, do gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil, é um romance obrigatório para os vestibulares da UFRGS e da UFPel, e outras obras do autor já foram exigidos nos vestibulares da FURG. Isso mostra a importância desse escritor no cenário das letras gauchas contemporâneas.
Mais uma leitura obrigatória da UFPel. Trata-se de uma obra de caráter memorialístico em que o autor, Fernando Gabeira, relata episódios da luta contra a ditadura militar no Brasil desde 1964 (golpe), passando por 1968 (AI-5), até meados da década de 1970. Como relato, o texto se articula de maneira informal e não se constitui como uma obra literária convencional. São dezesseis capítulos, sendo que os quatorze primeiros ocupam praticamente a metade da narrativa, sendo o restante, o ápice do livro destinado aos capítulos 15 e 16, em que temos, respectivamente, o seqüestro do embaixador norte-americano e os momentos vividos por Gabeira durante sua prisão.
Vale lembrar que 2009 marca os 30 anos da Lei da Anistia e também da publicação do livro.
Além desses fatos, a leitura é interessante por mostrar um momento tão marcante de nossa história sob um ponto de vista diferente do discurso oficial: o ponto de vista de quem participou dos fatos.
Outra obra selecionada para o vestibular da UFPel. Romance de Mário de Andrade, está inserido na fase heróica do Modernismo brasileiro (Geração de 1922). Questiona, portanto, o romance tradicional, o que se evidencia nas constantes intromissões do narrador-autor, nas inovações no terreno da linguagem (como sugere o próprio título) e em estranhezas como a palavra "fim" antes do término da narrativa. Dentro desse espírito modernista nacional, também promove uma reflexão sobre a brasilidade, a partir da oposição entre os valores nativos e os valores eurpeus representados por "Fraülein".
Já comentamos aqui no blog a obra de Álvares de Azevedo (ver arquivo). Noite na Taverna é uma das leituras obrigatórias para o vestibular da UFPel. Segue o material para estudo.
Nesses dias em que tenho andado pelas ruas, vejo as pessoas errando pelas calçadas e avenidas, olhares perdidos em um horizonte infinito... é o Espírito de Natal que nos invade, que nos transforma.
Então aqui vai um poeminha de José Paulo Paes que sintetiza o nosso momento natalino.
Ao shopping center
Pelos teus círculos vagamos sem rumo nós almas penadas do mundo do consumo.
De elevador ao céu pela escada ao inferno: os extremos se tocam no castigo eterno.
Cada loja é um novo prego em nossa cruz. Por mais que compremos estamos sempre nus.
nós que por teus círculos vagamos sem perdão à espera (até quando?) da Grande Liquidação.
Leitura obrigatória para os vestibulares da UFRGS e da UFPel, a obra do gaúcho Luiz Antonio de Assis Brasil é, além de uma bela história de amor, uma reflexão sobre a própria condição do gaúcho. A leitura propõe a relação dialética entre a natureza bruta e a violência de um lado, e de outro a sensibilidade, a cultura, a possibilidade de transformação.
Uma boa dica para os vestibulandos é o filme Concerto Campestre, de Henrique de Freitas Lima. Com locações nas charqueadas de Pelotas, o filme se destaca pela fotografia e pelo figurino, que levam o espectador à atmosfera das estâncias do século XIX. O elenco global, com Leonardo Vieira e Samara Felippo não compromete, e o veterano Antônio Abujamra se esforça para fazer um sotaque gaudério, protagonizando, intencionalmente ou não, algumas cenas cômicas. Apesar de tudo, o filme é relativamente fiel ao texto de Assis Brasil, cabendo apenas destacar algumas diferenças entre a adaptação cinematográfica e o texto original:
1)No filme, Clara Vitória é filha única, enquanto no livro ela tem dois irmãos: Eugênio (mais velho, administra a charqueada do pai) e Ambrósio (mais moço e confidente de Clara)
2) No filme, o Maestro é representado pelo galã global Leonardo Vieira, que está longe de encarnar a figura do mulato de face marcada pela rubéola, como foiconcebido por Assis Brasil.
3) Como sempre, a Literatura permite uma riqueza maior de detalhes e de subenredos, o que podemos observar no caso do personagem Silvestre Pimentel. No livro, Silvestre, o noivo de Clara, tem um filho 'ilegítimo', que é tratado por ele como "afilhado". É graças à influência de Clara que Silvestre passa a reconhecê-lo como filho. No filme esse episódio não é colocado e o personagem assume o caráter de vilão (tipico de telenovelas) que irá ameaçar a felicidade dos mocinhos com sua sede de vingança. Assim, no final do filme, Silvestre morre tentando perseguir o Maestro, enquanto no livro, o noivo de Clara foge, após ser acusado injustamente de ter engravidado a mocinha.
Ah, não poderia deixar de mencionar os "defeitos especiais". Ao final do filme, a chuva de sangue idealizada pelo autor do livro se converte em um espetáculo digno de holywood (versão cine trash), com uma chuva de Ketchup e um ciclone de desenho animado.
Contudo, o filme não deixa de ser uma boa oportunidade de tomar contato com a obra.
Mas não há nada que substitua uma boa leitura.
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Não poderíamos deixar de comentar neste espaço a adaptação global de Dom Casmurro, obra fundamental da prosa machadiana. Na modesta opinião deste professor que vos posta, foi uma grata surpresa. Não quanto aos aspectos técnicos, pois a forma e o visual sempre têm sido privilegiados nas produções de nossa teledramaturgia, mas quanto ao conteúdo. O elenco, apesar de contar com Maria Fernanda Cândido, reforçou a atmosfera teatral objetivada pela direção. O contraste entre as figuras de Capitu e Bentinho, corroboram a idéia expressa no texto machadiano: "ela era mais mulher do que ele homem". Outro destaque positivo foi a trilha sonora, com a canção tema "Elephant Gun" do ainda não muito conhecido Beirut. O ecletismo ainda passa por Black Sabbath e Tchaikowsky. Mas o que realmente surpreendeu foi o fato de a Globo não ter estraçalhado com seu simplismo habitual o grande romance do Machado. Pelo contrário, o risco era enorme, pois a ambigüidade é essência desafiadora do texto machadiano. A trama foi conduzida pela narração de Bentinho (interpretado brilhantemente pelo versátil Michel Melamed) e, claro "envenenando" o leitor/telespectador em relação a Capitu, sem trair o espírito de Dom Casmurro. Totalmente excelente! Que sirva de estímulo à curiosidade para a (re)leitura desse genial capítulo da literatura brasileira.
Deixe aqui seu comentário e participe da nossa enquete (originalíssima): Capitu traiu Bentinho?
Nossa espera chegou ao fim. Chegou o momento de conquistar a nossa vaga na FURG. Confiança no nosso trabalho, na nossa caminhada, acima de tudo. Estamos juntos nessa!
PS: Acompanhe aqui no blog a resolução e os comentários da prova de Literatura Se houver uma dúvida de última hora, estamos em contato:
As provas de literatura da UCPel costumam enfatizar os autores, suas características temáticas e estilísticas. Saber sobre a 'escola literária' em que se enquadraria o escritor é mais importante do que saber o enredo de um de seus contos ou romances exigidos como leitura obrigatória.
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Literatura Brasileira
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