terça-feira, 7 de abril de 2009

Mudanças no Vestibular: MEC apresenta nova proposta.



Novo modelo de ingresso em universidades públicas é apresentado
Candidatos poderão escolher até cinco cursos diferentes em instituições




A forma do brasileiro ingressar nas universidades federais vai mudar. Ao apresentar ontem aos reitortes a proposta de um novo vestibular, feito com base nas provas do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que os candidatos poderão escolher até cinco cursos diferentes em instituições de sua preferência e concorrer com os demais candidatos do país.

O sistema de inscrição funcionaria da seguinte forma: primeiro os candidatos se inscreverão no novo Enem, farão as provas e receberão as notas. Num segundo momento, informarão ao ministério, por ordem de escolha, os cinco cursos que pretendem frequentar. Pode ser um mesmo curso em cinco instituições diferentes, ou cinco cursos numa mesma instituição.

Ao inscrever-se, o candidato saberá pela internet a nota dos demais interessados, verificando se tem chance de obter a vaga. Se constatar que o número de candidatos com notas mais altas supera o número de vagas, poderá optar por novo curso. O sistema ficará aberto por alguns dias.

Encerrada a matrícula referente à primeira opção de todos os inscritos, terá início a matrícula para a segunda opção.

Na reunião de ontem com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Superiores (Andifes), Haddad explicou que a nota mínima para entrar em um curso – a chamada nota de corte – será determinada pela concorrência entre os alunos. Dessa forma, se mais candidatos com notas altas concorrerem a um determinado curso, a nota de corte será mais alta. O aluno, contudo, poderá mudar suas opções até o penúltimo dia do anúncio do resultado pela instituição.

– Não tem número definido ainda, mas a hipótese mais provável é que o aluno possa se inscrever em até cinco cursos de instituições distintas – disse o ministro.

Entres outros pontos que ficaram acertado, as instituições que aderirem à proposta do MEC de substituir o vestibular pelo novo Enem receberão mais recursos para a assistência estudantil.

O Ministério decidiu dobrar a verba repassada às universidades dos atuais R$ 200 milhões para R$ 400 milhões. A maior parte irá para aquelas que fizerem parte do novo vestibular.


Como é a proposta


A NOVA PROVA
> As questões seriam divididas em quatro grupos: linguagens (língua portuguesa e inglesa), matemática, ciências humanas (com ênfase em história e geografia, podendo conter perguntas de filosofia e sociologia) e ciências da naturais (com ênfase em química, física e biologia)
> Seriam 200 questões (50 itens cada prova) e uma redação. O exame será realizado em um sábado e um domingo, e não apenas em um dia, como é hoje

O QUE MUDA NA SELEÇÃO
> O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) permitirá que os candidatos se inscrevam em até cinco cursos oferecidos pelas instituições que aderirem ao sistema, em qualquer região do país. Diferentemente do que ocorre hoje no vestibular, o candidato só escolherá o curso em que pretende se matricular após a divulgação dos resultados do novo Enem
> O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse aos reitores que o governo quer aplicar o novo Enem já este ano, mas aguarda uma resposta das universidades. Se pelo menos 10 instituições aderirem, o teste já será realizado no segundo semestre, em outubro

*Texto extraído do portal ClicRbs

domingo, 5 de abril de 2009

Surreal: Leitura Dinâmica


Resumos na internet nem sempre podem ser levados a sério...

Leon Tolstoi: Guerra e PazResumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade a Rússia. A mocinha casa-se com outro. Fim.

Marcel Proust: Em Busca do Tempo Perdido
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol.VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos - e pronto. Fim.

Luís de Camões: Os Lusíadas.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas. Fim.

Gustave Flaubert: Madame Bovary
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre. Fim.

William Shakespeare: Romeo e Julieta
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero. Fim

William Shakespeare: Hamlet
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado. Fim.

Sófocles: Édipo Rei
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Fim.

William Shakespeare: Othelo
Resumo: Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho. Fim.

Você economizou a leitura de pelo menos 7.000 páginas e R$ 500,00 em livros !!!


*Texto extraído de e-mail que circula na rede

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Homenagem ao Clube do Povo do Rio Grande do Sul

Se a literatura nos faz romper com os limites do possível, a saga colorada, que completa neste 4 de abril 100 anos, é um épico emocionante. Para celebrar essa história de superação e paixão, trazemos aqui um post especial.




Não me acordem

O passado é prólogo. Certos acontecimentos dão força a esta frase, transformam tudo que veio antes em preliminar, em mero antecedente. Ou, para usar outro termo literário, em prefácio. Você se dá conta de que tudo que houve até ali - toda uma vida, toda uma história - foi simplesmente preparação para aquele certo momento, depois do qual nada será como era. E o passado ganha uma lógica que não tinha. Você passa a entender tudo em retrospecto. Tudo tinha um sentido que você apenas não percebera, na falta do momento máximo. A vitória do Grêmio em Tóquio em 83, os anos medíocres, o quase rebaixamento, as finais desperdiçadas, os vexames, as desilusões - tudo era prólogo para ontem.

Agora ficou claro, agora ficou lógico. O próprio destaque como melhores do mundo conquistado pelo Barcelona e pelo Ronaldinho fazia parte da preparação para o nosso 17 de dezembro, que não teria o mesmo gosto épico se o adversário fosse outro. Tudo era armação para aumentar o brilho e o drama do nosso momento máximo. Tudo se encaixava. Ou você pensa que a saída do Pato e do Fernandão, ontem, foi obra do acaso, esse autor sem imaginação? O resultado de ontem veio sendo construído aos poucos, desde antes da fundação do Internacional, antes de Pedro Álvares Cabral, antes de Homero e das Pirâmides.

E eu sabia que havia uma justificativa histórica para o topete do Gabiru.

Há dias a leitora Poliana Lopes me lembrou de um texto que eu tinha escrito, e esquecido. Ela teve a gentileza de me mandar o texto, e eu peço licença para repeti-lo agora. Era assim:

"Meu caro colorado. Desculpe esta carta a céu aberto, é que não sei nem seu nome nem seu endereço. Na verdade, só vi você na rua, de mãos dadas com seu pai e cercado pelos seus irmãos, que vestiam a camiseta do Grêmio (suponho que fossem seu pai e seus irmãos). Você estava com a camiseta do Internacional. Quase parei o carro para olhar melhor, mas não era miragem. Você tinha uns quatro ou cinco anos e estava de camiseta vermelha! Seu pai vestia uma camisa branca exemplarmente neutra, mas posso imaginar como tem sido a sua vida em casa. As provocações, os petelecos, a flauta, o martírio. E lá estava você de camiseta vermelha, o antigo escudo orgulhosamente no peito, desafiando todas as provações. Não sei se você sabe que vários colorados da sua geração não agüentaram e trocaram de time. Levaram pais e avós ao desespero, mas não suportaram a pressão do sucesso gremista. Você agüentou. Você não sabe, mas é um herói. E fiquei pensando que, quando for a nossa vez de novo, teremos certamente a torcida mais dedicada, fiel, convicta e feliz do Brasil. Porque será a torcida dos que resistiram. Agüente só mais um pouco. Meus respeitos."

Mas isto tudo também pode ser um sonho.

Se for, por favor: não me acordem.

*Crônica de Luis Fernando Verissimo publicada no jornal Zero Hora, em 18 de Dezembro de 2006

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Verdade Sobre o Dia Primeiro de Abril


O ano nem sempre foi como nós o conhecemos agora. Por exemplo: no antigo calendário romano, abril era o segundo mês do ano. E na França, até meados do século XVI, abril era o primeiro mês. Como havia o habito de dar presentes no começo de cada ano, o primeiro dia de abril era, para os franceses da época, o que o Natal é para nós hoje, um dia de alegrias, salvo para quem ganhava meias ou uma Água-de-colônia barata. Com a introdução do calendário gregoriano, em 1564, primeiro de janeiro passou a ser o primeiro dia do ano e, portanto, o dia dos presentes. E primeiro de abril passou a ser um falso Natal - o dia de não se ganhar mais nada. Por extensão, o dia de ser iludido. Por extensão, o Dia da Mentira.

VOCÊ ACREDITOU NESSA?

Há outra. No hemisfério Norte, onde tudo é o contrario do hemisfério sul – inclusive, em muitos países, corrupto vai para a cadeia, imagine! -, a primavera está no auge em abril. “Abril” viria, mesmo, do latim “Aprilis”, que viria de “Aperire”, ou “Abrir”, pois a primavera é a estação em que os botões se abrem, tanto das flores quanto das roupas, e o pólen está no ar, e as abelhas voam, os camponeses correm atrás das camponesas e, como se não bastasse toda essa confusão, os alérgicos espirram e os pássaros cantam. Um dos primeiros pássaros a cantar a chegada da primavera é o cuco, cuja característica é imitar a voz dos outros pássaros, tanto que os assim chamados relógios-cuco não deveriam ter este nome, já que o que o passarinho canta quando sai da janelinha nunca é o seu próprio canto, é plagio. O primeiro dia de abril, na Europa, era, portanto, o Dia do Cuco, que saia do seu ninho para espalhar a discórdia, já que ora imitava um passarinho, ora imitava outro. E a todas essa horas as camponesas voavam, as abelhas perseguiam os camponeses pelo campo e os alérgicos floriam e as flores espirravam e os padres mandavam parar essa pouca-vergonha, já! E matem aquele cuco. Primeiro de abril era o Dia do Cuco. O cuco é um passaro mentiroso. Aliás, até hoje, ninguém, fora alguns parentes mais chegados, sabe como é o canto real de um cuco, já que ele sempre canta como outro. Logo, primeiro de abril ficou como o dia dos mentirosos.

ESSA CONVENCEU?

Aqui vai outra. Na verdade tudo vem da Índia, onde desde tempos imemoráveis existe o Festival de Huli, uma festa que dura um mês e em que tudo é ao contrario, tanto que ela começa no dia 30 de abril e termina no dia primeiro, quando as pessoas entram em suas casas, de costas e começam a se preparar para a festa que já houve. O último dia do Festival de Huli é reservado para o “Vahila”, que em sânscrito quer dizer “Tirar um Sarro”, que é quando as pessoas recebem incumbências absurdas, como – isto já na época do domínio britânico – levantar a saia da estatua da rainha Vitória para ver se a calcinha também era de bronze. Foram, alias, os ingleses que levaram a tradição do Huli para a Europa, junto com o curry e a malaria.
Uma dessas é a verdadeira origem do primeiro de abril. Mas, claro, isto também pode ser mentira...

*Texto de Luis Fernando Verissimo

Vestibular Surreal: MC Serginho e o Pocotismo


Aproveitando as festividades do primeiro de abril, inauguramos uma nova sessão aqui no blog. No vestibular, tudo pode acontecer, até as coisas mais improváveis. O que dizer daquelas interpretações viajantes feitas pelos elaboradores de algumas provas a respeito do significado de determinadas "obras literárias"? Vestibular é mesmo SURREAL.

Imagine a seguinte situação:

VESTIBULAR UNICAMP - ANO 2046
PROVA DE LITERATURA BRASILEIRA

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1. Leia o trecho do poema abaixo e responda as questões:

"O JUMENTO E O CAVALINHO ELES NUNCA ANDÃO SÓ
QUANDO SAI PRA PASSEAR LEVAM A ÉGUA POCOTÓ"
(Eguinha Pocotó, Mc Serginho, 2003)

Eleita como acompanhante nos passeios dos dois protagonistas, a Égua Pocotó rompe a solidão até então predominante no panorama urbano estabelecido. Mais do que um triângulo amoroso convencional, o autor atribui aos personagens um status que transcende a natureza metafísica convencional. Emerge então o caráter feminino, no auge de sua auto-afirmação como contraponto ao pansexualismo. Descreva o papel da Égua Pocotó como elemento de instabilidade no equilíbrio social do início do século XXI.

A forma adotada pelo autor do texto leva o leitor a uma reflexão crítica acerca de alguns elementos do estilo literário da época, ao mesmo tempo em que insere temáticas dotadas de valor universal. Assinale a passagem em que o autor expressa com maior intensidade este dualismo. Identifique a figura de linguagem adotada.

Ao idealizar em um mesmo patamar, personagens que até o momento só haviam sido tratados com a devida separação de classes, coloca o autor o "jumento e o cavalinho" como uma paródia da realidade social do país na época. O brilhantismo desta visão crítica é destacado por expressões que para um leitor menos atento podem parecer erros gramaticais, mas que na verdade geraram uma nova aplicabilidade da língua portuguesa. Identifique estes trechos e as inovações gramaticais por eles introduzidos.

O texto de Mc Serginho, precursor do movimento literário-cultural denominado pocotoismo, propõe uma nova métrica e abordagem ao texto poético. Alguns críticos da época chegaram a compará- lo à "pedra no caminho" de Drummond, um poeta de menor importância no século XX, injustiça revertida mais tarde com a identificação da sua efetiva quebra de paradigma literário. Compare o estilo da obra de Mc Serginho com os autores clássicos do século XX e justifique a relevância de sua obra."


Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

terça-feira, 31 de março de 2009

Novo Vestibular: MEC propõe que Enem substitua vestibular de 55 universidades federais



Prova deve ter 200 questões e ser realizada em dois dias.
Exame também substituiria o Enade para os ingressantes.


*Texto extraído do Portal G1



O Ministério da Educação anunciou nesta terça-feira (31) uma nova proposta para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que substituiria o vestibular das 55 universidades federais e de instituições estaduais que adotarem a medida. Segundo o ministro Fernando Haddad, o exame teria 200 questões de múltipla escolha e uma redação e seria aplicado em dois dias. Atualmente, o Enem tem 63 questões e uma redação.

No novo formato, as questões seriam divididas em quatro grupos: linguagens (incluindo português, inglês e a redação), matemática, ciências humanas e ciências da natureza. No entanto, como a maior parte das universidades aplica vestibular duas vezes por ano, não se descarta a possibilidade de o Enem ser aplicado mais de uma vez no ano.

De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, os critérios do exame ainda serão discutidos. Ele, no entanto, adianta que o resultado obtido pelo estudante em um exame continuará válido mesmo após a aplicação de outro Enem. “Ele só vai refazer [o Enem] para aumentar a pontuação”, explicou.

Fernandes acrescentou que o modelo será usado como uma espécie de “pesca” por parte do estudante, que poderá escolher a universidade onde deseja estudar, de acordo com a nota que obtiver na prova. Para o ministro Haddad, o novo formato do Enem permitirá maior mobilidade dos alunos entre as unidades da Federação.

Segundo ele, apenas 0,04% dos estudantes matriculados no primeiro ano do ensino superior têm origem em estado diferente da unidade da federação onde estudam. “Nos Estados Unidos, 20% dos alunos são oriundos de estados diferentes de onde cursam a universidade”, comparou.

Uma nota técnica com a proposta foi enviada na noite de segunda-feira (30) para análise da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A ideia é unificar o acesso às vagas em universidades federais e estaduais, mas, como têm autonomia, as instituições podem aderir ou não ao novo Enem.


Segundo o ministro, o presidente da Andifes, Amaro Lins, disse que pretende fazer uma reunião com os reitores, provavelmente na semana que vem, para debater o assunto.

"A ideia é superar o vestibular tradicional e que as universidades participem também do processo de realização do Enem. Já temos alguns conteúdos que consideramos necessários para serem cobrados, mas a discussão com as universidades será aberta", disse o ministro.

Haddad, porém, destacou que o Enem não impede a realização de outras etapas de um processo seletivo para ingresso na universidade. Ou seja, o Enem poderia servir como uma primeira fase do vestibular e as universidades teriam a possibilidade de instituir uma segunda fase do processo seletivo por contra própria.

Haddad disse ainda que o novo Enem poderia acabar com a sobreposição de avaliações. "Acabaríamos com o Enade [exame do governo federal para avaliar o aluno do ensino superior] para os ingressantes nas universidades e também o Encceja do ensino médio [exame do governo federal para os cursos de jovens e adultos]", disse o ministro, lembrando que o MEC tem condições de implementar a medida ainda este ano, caso tenha o aval das universidades.


O ministro explicou que o objetivo da unificação do vestibular é reestruturar os currículos do ensino médio em todo o país, que, atualmente, costumam ser focados no vestibular das universidades em cada estado. Ele defendeu que a mudança criará “um novo conceito de ensino” no país, deixando de favorecer os candidatos de maior poder aquisitivo, “capazes de diversificar suas opções na disputa por uma das vagas oferecidas”.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Resumos da Net: Leituras FUVEST 2010


Nova sessão aqui no blog. A gente sabe que a internet tem tudo, é só procurar que se encontra. O problema é encontrar informação confiável... Por isso, selecionei os melhores resumos da net para os livros exigidos nas principais universidades do país.
Começamos pelos resumos das leituras obrigatórias FUVEST 2010.

1- Auto da barca do inferno - Gil Vicente

Resumo 1

Resumo 2

2- Memórias de um sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida;

Resumo 1 (Parte 1) (Parte 2)

Resumo 2

3- Iracema - José de Alencar;

Resumo 1
Resumo 2

4- Dom Casmurro - Machado de Assis;

Resumo 1
Resumo 2

5- O cortiço - Aluísio Azevedo;

Resumo 1
Resumo 2

6- A cidade e as serras - Eça de Queirós;

Resumo 1
Resumo 2

7- Vidas secas - Graciliano Ramos;

Resumo 1
Resumo 2

8- Capitães da areia – Jorge Amado;

Resumo 1
Resumo 2

9- Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.

Poesia não se resume, hehehehe. Mas há quem arrisque uma análise ou tente esquematizar alguma obra poética.

Vinícius de Moraes (Parte 1) (Parte 2)

Nova Antologia Poética

quarta-feira, 25 de março de 2009

Saiu a lista de leituras obrigatórias da UFRGS 2010!


Esta é a nova lista de livros para o vestibular da UFRGS. Os títulos em negrito (1,2,3 e 7)correspondem aos livros novos no programa.

*Faça o download das obras (texto integral), clicando sobre o título

1. Basílio da Gama - O Uraguai
2. José de Alencar - Lucíola
3. Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas
4. Machado de Assis - Contos: O Caso da Vara, Pai contra Mãe e Capítulo dos Chapéus
5. Eça de Queirós - O Primo Basílio
6. Manuel Bandeira - Estrela da Vida Inteira
7. Álvaro de Campos - Poemas: Mestre, meu mestre querido!, Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra, Grandes são os desertos, e tudo é deserto, Lisboa com suas casas, Todas as cartas de amor são ridículas, Ode triunfal, Lisbon Revisited (1923), Tabacaria, Aniversário e Poema em linha reta
8. Cyro Martins - Porteira Fechada
9. José Lins do Rego - Fogo Morto
10. Lygia Fagundes Telles - Antes do Baile Verde
11. Milton Hatoum - Dois Irmãos
12. Luiz Antonio de Assis Brasil - Concerto Campestre

Foram excluídas as seguintes leituras: Os Lusíadas, Iracema, Espumas Flutuantes e Quincas Borba.

Comentário:

1. A expectatica era grande. O que aconteceria com Camões na prova? Tirariam os Lusíadas? Colocariam os cinco últimos cantos no lugar dos primeiros? Substituiriam o épico pelos Sonetos (o que não seria mau)? A saída de "Os Lusíadas" do programa é considerada por muitos vestibulandos um alívio. Mas vale lembrar que a obra ainda pode figurar na prova, mesmo não sendo leitura obrigatória, dentro do tópico "Autores Portugueses", que compõe o conteúdo programático.
Outro poema épico entra na lista: O Uraguai, de Basílio da Gama. De leitura bem mais acessível ao leitor médio, o texto é representativo do Arcadismo brasileiro e antecipa caracteres do indianismo romântico.

2. Sai "Iracema", de José de Alencar, entra "Lucíola", do mesmo autor. Entre estudiosos da Literatura é unânime: em termos de romance romântico brasileiro, José de Alencar é o cara. No lugar de uma narrativa indianista, temos agora um romance urbano, dos 'perfis de mulher' alencarianos. Penso que seja melhor para o vestibulando essa troca. Lucíola é uma história envolvente (um pouco açucarada demais, é verdade), e a linguagem é mais usual do que a empregada em Iracema (em que as notas de rodapé funcionam com Closed Caption para as exóticas expressões em tupi-guarani).

3. "Quincas Borba" dá adeus à lista, sendo substituído por "Memórias Póstumas". Machado de Assis é, certamente, indispensável para qualquer lista de leituras. Memórias Póstumas é um texto mais radical, tortuoso e inquietante, se comparado ao Quincas. Em outras palavras, é mais complicado. Mas não deixa de ser interessante, pela ironia e pelo estilo tipicamente machadiano, de promover seu "jogo" com o leitor, induzindo-o ao erro, pregando-lhe peças, e dirigindo-se a ele com sarcasmo (a famosa metalinguagem machadiana).

4. A poesia romântica perdeu espaço na lista. Espumas Flutuantes, de Castro Alves poderia ser substituída por Álvares de Azevedo, Gonçalves Dias, Casemiro... Mas o que entra na prova é Álvaro de Campos (um dos muitos heterônimos de Fernando Pessoa, que tinha outros por dentro). Acho que saímos ganhando. Sem desmerecer a obra de Castro Alves e de seus contemporâneos, mas Pessoa é gênio inigualável e indispensável. Especialmente Álvaro de Campos, a quem é atribuído o antológico poema "Tabacaria" (incluído no programa). Com isso, temos uma leitura mais próxima do nosso tempo, e mais desafiadora.

AGUARDE: NOS PRÓXIMOS DIAS RESUMOS E ANÁLISES COMPLETAS DAS NOVAS LEITURAS AQUI NO BLOG!

E aí, gostou das mudanças? DEIXE SEU COMENTÁRIO!

MEC quer substituir vestibular de federais por novo Enem


O Ministério da Educação propõe hoje aos reitores das universidades federais que o vestibular seja substituído por um novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O estudante faria, em qualquer Estado, teste com validade nacional e escolheria curso e instituição segundo a nota obtida. Atualmente, cada universidade realiza seu processo seletivo com provas e datas diferentes.

No novo formato, o Enem abordaria mais disciplinas e teria mais questões - hoje são 63 de múltipla escolha e redação. O exame incluiria questões dissertativas e objetivas, além de poder cobrar uma parte específica, direcionada a áreas como ciências, para candidatos a Medicina. Alguns cursos poderiam fazer uma segunda fase. A proposta é semelhante à forma de seleção do Programa Universidade para Todos (ProUni). Nele, o aluno escolhe curso e instituição com base na nota do atual Enem, com mínimo de 45 pontos.

As linhas gerais que o MEC propõe também são semelhantes ao que ocorre nos Estados Unidos. Lá, cada universidade determina a quantidade de pontos no teste, chamado Scholastic Assessment Test (SAT), para que o candidato possa ter chances de ingressar na instituição. O exame é nacional e cobra inglês, matemática e redação. Com a pontuação mínima, o candidato passa por entrevista e envio de currículo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Reforma ortográfica em quadrinhos (1)

Já que temos de nos acostumar com a idéia (ops!), com a ideia (literalmente), rir é o melhor remédio. A cada semana uma nova tirinha do Orlandeli.