
Até o ano passado, o candidato que fizesse o vestibular para a USP, a Unesp ou a Unicamp poderia escolher entre usar a nota das questões objetivas de uma das duas últimas edições do Enem para compor 20% do desempenho da primeira fase --no caso da Unesp, com as atuais mudanças do exame, 10% da nota final.
Agora, se quiser a ajuda do Enem na primeira etapa do vestibular, o aluno vai ter que fazer a nova edição da prova.
A primeira decisão partiu da USP. Depois as outras duas estaduais também afirmaram que não aceitarão a pontuação das provas anteriores do Enem no vestibular de fim de ano.
terça-feira, 23 de junho de 2009
USP, Unesp e Unicamp vão aceitar só Novo Enem
Novo Enem terá sistema antichute

O Ministério da Educação adverte: não adianta chutar no Enem. Será possível identificar, com base no padrão das respostas de cada candidato, quem acertou aleatoriamente uma determinada questão.
Mais: no cálculo da nota, o peso atribuído ao acerto do "chutador" será inferior ao dos que responderam de modo correto por dominar o tema.
O sistema antichute é uma das características da TRI (Teoria de Resposta ao Item), adotada no novo Enem. Criado para substituir o vestibular nas universidades federais, o exame ocorre em 3 e 4 de outubro.
Com a TRI, as perguntas são "inteligentes" --sabe-se o perfil de quem acerta com maior probabilidade as mais fáceis, as intermediárias e as difíceis.
Isso ocorre graças a um banco com milhares de respostas de alunos que atualmente testam as questões do Enem. Além de estabelecer padrões de resposta, o teste também seleciona quais serão as 180 questões que comporão o Enem.
Participam dessa etapa estudantes do segundo ano do ensino médio e universitários primeiranistas. Os alunos do terceiro ano do ensino médio, público-alvo do Enem, ficaram de fora --para não terem acesso a uma pergunta que possam encontrar no exame.
É o padrão das milhares de respostas que revela o chute. Estatisticamente, quem erra questões mais fáceis não acerta as difíceis. Do mesmo modo, os que acertam as mais complexas não erram nas simples.
"É assim que a TRI permite identificar prováveis chutes na hora de calcular a nota do estudante", diz Heliton Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem).
O segredo: coerência
Com um mecanismo que detecta respostas fora do padrão, qual o segredo para ir bem em uma prova como a do Enem? Ter um índice de acertos equilibrado e "coerente", diz Tadeu da Ponte, coordenador do vestibular do Insper (ex-Ibmec-SP). A instituição adotou pela primeira vez a TRI no vestibular de 31 de maio. A vantagem, segundo ele: maior precisão para escolher candidatos --e um vestibular com um número menor de perguntas.
Acertos
Também em razão da TRI, a prova do Enem não será avaliada pelo percentual de acertos, como em um vestibular convencional. Embora também leve em conta quem acerta mais, o exame atribui um peso a cada pergunta ou grupo delas --assim, responder de modo correto oito em dez questões não representa 80% na nota final.
Tavares usa o esporte para comparar os dois mecanismos: o vestibular clássico é o futebol, em que fazer gol vale um; o Enem, o basquete --em que é possível, a depender da distância, fazer dois ou três pontos.
O resultado será específico para cada tema (português, matemática, ciências da natureza e ciências humanas). Não haverá nota, mas sim uma pontuação que, em uma escala, definirá o grau de habilidades e conhecimentos do aluno. O mais provável é que a escala vá de 100 a 500 pontos, diz o Inep.
Sobre a divisão de questões, diz o diretor do Inep, é provável que o exame tenha 25% de fáceis, 50% de intermediárias e 25% de difíceis.
Há necessidade de perguntas mais simples porque o Enem não será usado apenas como vestibular das federais. Servirá também para avaliar o conhecimento dos alunos que deixam o ensino médio, para aqueles que fizeram o antigo supletivo e para quem quer entrar no ProUni -programa que dá bolsas para alunos de baixa renda em universidades particulares.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Humor: Onde fica o W.C.?

Uma família inglesa, visitando num final de semana uma região pitoresca da França, notou que havia uma casa para alugar. Tendo todos gostado da casa, combinaram com o proprietário alugá-la para passarem as próximas férias. De volta à Inglaterra, iniciaram os planos e preparativos para a viagem.
Enquanto discutiam a localização dos cômodos, o filho mais novo perguntou onde se situava o banheiro. Como nenhum membro da família soube responder, a mãe enviou uma mensagem de correio eletrônico ao proprietário, solicitando informações:
"Caro Senhor, Em nome da família que aí esteve a semana passada e alugou sua casa, solicito informar qual a exata localização do WC."
O proprietário, pensando significar WC a abreviatura da Capela da Seita Inglesa White Chapel, respondeu:
"Prezada Senhora,
Recebi sua carta e tenho o prazer de informar que se encontra a dez quilômetros da casa o local a que a senhora se refere. Isso é bastante cômodo, principalmente se a família tem o hábito de freqüentá-lo periodicamente. Quando para lá se dirigirem, é importante levar comida para permanecer o dia todo.
"Alguns costumam ir a pé, outros de bicicleta ou moto. Há lugar para quatrocentas pessoas sentadas e mais cinqüenta em pé. Existe ar condicionado, que sempre funciona. Os assentos são de veludo (é bom chegar cedo, a fim de conseguir um lugar para sentar). As crianças ficam ao lado dos pais e todos cantam hinos de agradecimento ao momento tão glorioso.
"À entrada, é fornecida uma folha de papel para cada um, mas quem por acaso chegar atrasado poderá usar a folha do vizinho. A folha deve ser devolvida na saída, pois será utilizada durante todo o mês. Tudo que for recolhido será entregue às crianças e pessoas pobres da região. Existem fotógrafos que tiram flagrantes para os jornais da cidade.
"Boas Férias"
*Autor desconhecido
domingo, 21 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
A CARTEIRA (Machado de Assis)

...De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo:
- Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.
- É verdade, concordou Honório envergonhado.
Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório, que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia remédio senão ir descontando o futuro. Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer, e os bailes a darem-se, e os jantares a comerem-se, um turbilhão perpétuo, uma voragem.
- Tu agora vais bem, não? dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e familiar da casa.
- Agora vou, mentiu o Honório.
A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, em que fundara grandes esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais.
D. Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia-se tão alegre como se nadasse em um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele, dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente falavam de política.
Um dia, a mulher foi achá-lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro anos, e viu-lhe os olhos molhados; ficou espantada, e perguntou-lhe o que era.
- Nada, nada.
Compreende-se que era o medo do futuro e o horror da miséria. Mas as esperanças voltavam com facilidade. A idéia de que os dias melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com, trinta e quatro anos; era o princípio da carreira: todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar, a esperar, a gastar, pedir fiado ou: emprestado, para pagar mal, e a más horas.
A dívida urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos mil-réis de carros. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; e, a rigor, o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda, com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da tarde. Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada. Ao enfiar pela Rua. da Assembléia é que viu a carteira no chão, apanhou-a, meteu no bolso, e foi andando.
Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando, andando, andando, até o Largo da Carioca. No Largo parou alguns instantes, - enfiou depois pela Rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na Rua Uruguaiana. Sem saber como, achou-se daí a pouco no Largo de S. Francisco de Paula; e ainda, sem saber como, entrou em um Café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede, olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que achasse. Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam-no a ir pagar a cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a tivesse perdido, ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.
Tudo isso antes de abrir a carteira. Tirou-a do bolso, finalmente, mas com medo, quase às escondidas; abriu-a, e ficou trêmulo. Tinha dinheiro, muito dinheiro; não contou, mas viu duas notas de duzentos mil-réis, algumas de cinqüenta e vinte; calculou uns setecentos mil-réis ou mais; quando menos, seiscentos. Era a dívida paga; eram menos algumas despesas urgentes. Honório teve tentações de fechar os olhos, correr à cocheira, pagar, e, depois de paga a dívida, adeus; reconciliar-se-ia consigo. Fechou a carteira, e com medo de a perder, tornou a guardá-la.
Mas daí a pouco tirou-a outra vez, e abriu-a, com vontade de contar o dinheiro. Contar para quê? era dele? Afinal venceu-se e contou: eram setecentos e trinta mil-réis. Honório teve um calafrio. Ninguém viu, ninguém soube; podia ser um lance da fortuna, a sua boa sorte, um anjo... Honório teve pena de não crer nos anjos... Mas por que não havia de crer neles? E voltava ao dinheiro, olhava, passava-o pelas mãos; depois, resolvia o contrário, não usar do achado, restituí-lo. Restituí-lo a quem? Tratou de ver se havia na carteira algum sinal.
"Se houver um nome, uma indicação qualquer, não posso utilizar-me do dinheiro," pensou ele.
Esquadrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas, que não abriu, bilhetinhos dobrados, que não leu, e por fim um cartão de visita; leu o nome; era do Gustavo. Mas então, a carteira?... Examinou-a por fora, e pareceu-lhe efetivamente do amigo. Voltou ao interior; achou mais dois cartões, mais três, mais cinco. Não havia duvidar; era dele.
A descoberta entristeceu-o. Não podia ficar com o dinheiro, sem praticar um ato ilícito, e, naquele caso, doloroso ao seu coração porque era em dano de um amigo. Todo o castelo levantado esboroou-se como se fosse de cartas. Bebeu a última gota de café, sem reparar que estava frio. Saiu, e só então reparou que era quase noite. Caminhou para casa. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns dous empurrões, mas ele resistiu.
"Paciência, disse ele consigo; verei amanhã o que posso fazer."
Chegando a casa, já ali achou o Gustavo, um pouco preocupado, e a própria D. Amélia o parecia também. Entrou rindo, e perguntou ao amigo se lhe faltava alguma cousa.
- Nada.
- Nada?
- Por quê?
- Mete a mão no bolso; não te falta nada?
- Falta-me a carteira, disse o Gustavo sem meter a mão no bolso. Sabes se alguém a achou?
- Achei-a eu, disse Honório entregando-lha.
Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo. Esse olhar foi para Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a necessidade, era um triste prêmio. Sorriu amargamente; e, como o outro lhe perguntasse onde a achara, deu-lhe as explicações precisas.
- Mas conheceste-a?
- Não; achei os teus bilhetes de visita.
Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar. Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu-a, foi a um dos bolsos, tirou um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu-o a D. Amélia, que, ansiosa e trêmula, rasgou-o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
L.I.V.R.O. - um revolucionário conceito de tecnologia de informação (Millôr Fernandes)

Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.
L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!
Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.
Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!
Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.
Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.
Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.
O comando "browse" permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento "índice" instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.
Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.
Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.
Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Juíza bloqueia publicação de sequência de "O apanhador no campo de centeio"
Nova York, 17 jun (EFE)
Uma juíza de Nova York ordenou hoje o bloqueio temporário da publicação nos Estados Unidos de um novo romance que se anuncia como a sequência de "O apanhador no campo de centeio", uma obra escrita por Jerome D. Salinger.
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A juíza Deborah Batts decidiu impedir que "60 Years Later: Coming Through the Rye" ("60 anos depois: passando pelo campo de centeio"), escrito pelo sueco Fredrik Colting, seja publicado, enquanto avalia se o livro atenta contra os direitos autorais de propriedade intelectual de Salinger, como informa hoje o "New York Times" em seu site.
Salinger abriu no último dia 2 uma ação em Nova York contra o autor, a editoria e a distribuidora do romance, que apresenta Holden Caulfield, o famoso protagonista de "O apanhador no campo de centeio", 60 anos mais velho e percorrendo as ruas de Nova York após escapar de um asilo.
Há décadas afastada da cena pública, Salinger se viu envolvido em outras tramas judiciais ao longo de sua carreira e recorreu aos tribunais em 1982 para impedir a publicação de uma entrevista falsa em uma revista dos EUA. Em 1987, lutou para proibir a impressão de uma biografia que não tinha autorizado.
Vestibular de Inverno UFPel: Dicas e Resumos

Fique ligado! Nos próximos dias faremos postagens especiais sobre o vestibular de inverno da UFPel. Confira os resumos das obras literárias e dicas sobre todos os livros exigidos para a prova. Clique aqui e confira o que já foi publicado
terça-feira, 16 de junho de 2009
Caos na UFPel: Reitor tenta a qualquer custo implementar o novo Enem em substituição ao vestibular.

Veja a notícia publicada no site oficial da UFPel:
Consun modifica artigo do Estatuto que legitima ingresso pelo Enem
16 de Junho de 2009
O Conselho Universitário da UFPel, reunido nesta segunda-feira(15), na sede dos Conselhos Superiores (prédio do Lyceu), decidiu, por 44 votos favoráveis, três contrários e duas abstenções, pela aprovação da proposta da Reitoria, de modificação do artigo 71 do Estatuto da Instituição. A alteração legitima o novo sistema de ingresso pela prova do Enem.
Também ficou estabelecido que a aprovação de qualquer outra modalidade de ingresso na Universidade ficará a critério do Cocepe.
A reitoria considera legítima uma decisão arbitrária. Se o estatuto da universodade não permitia a decisão sem consulta ao Conselho Universitário, então o reitor decidiu modificar o estatuto da UFPel.
A legitimidade dos atos da administração de uma universidade pública, diretamente relacionada com a economia e com o desenvolvimento da região depende de um amplo debate com a comunidade. A UFPel não pode estar sujeita ao arbítrio de particulares em flagrante desacordo com o interesse da coletividade.
Quanto à ilegitimidade da mudança repentina no vestibular, ainda persiste o impedimento legal, pois está em questão não apenas o aspecto regimental (estatuto da universidade), mas também a legalidade da medida. Confira um trecho da sentença proferida pelo Juiz Everson Silva:
"(...) a adequação dos calendários, para compatibilização entre a realização do processo seletivo (Enem) (...) e a conclusão da formação intermediária, deve ser reconhecida como direito do estudante de nível médio, por força da diretriz constitucional que visa garantir o acesso igualitário aos níveis mais elevados de ensino. Portanto, a adesão ao Processo Seletivo Unificado (Enem), nos moldes em que foi realizado pela demandada (UFPel), viola, dada a imediatidade da medida, a regra do artigo 51 da LDB, por não permitir a mínima adequação dos potenciais candidatos às novas diretrizes de avaliação e às novas datas de realização do certame".
Não permitir à comunidade estudantil uma adequação ao novo processo em tempo adequado contraria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Mais do que isso, contraria a própria Constituição Federal, no que tange ao princípio da Segurança Jurídica.*
Ademais, esse não é o primeiro episódio revelador do caráter desastroso da gestão do Sr. Cesar Borges na reitoria da UFPel. Problemas com a justiça já surgiram pela contratação irregular de pessoal e isso já prejudicou todo o calendário letivo de 2009 (as aulas começaram em abril!). Agora, surgem novas denúncias do sucateamento da universidade: a Vigilância Sanitária encontrou fezes de ratos em laboratórios da UFPel. Alunos dos cursos de Química e Odontologia reclamam da falta de condições adequadas para o desenvolvimento de suas atividades. (Leia mais sobre o assunto no blog Amigos de Pelotas)
É temerária a gestão do Sr. Cesar Borges.
* Após recurso da UFPel, a decisão final da Justiça acerca do vestibular ainda não foi tomada.
Fuvest 2010 vai aceitar apenas o novo Enem na nota da 1ª fase

A Fuvest divulgou, nesta terça-feira (16), um comunicado no qual afirma que aceitará apenas o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na composição da nota da primeira fase do vestibular 2010. Isso signfica que quem quiser usar os pontos do Enem no vestibular 2010, terá de prestar a prova do MEC (Ministério da Educação) agora em 2009.
De acordo com o coordenador de comunicação da Fuvest, José Coelho Sobrinho, a grande mudança é que a nota do Enem 2008 não será considerada. A nota do Enem 2009 poderá ser utilizada em 20% da primeira fase, caso seja favorável ao vestibulando.
O que achou da Fuvest 2010 aceitar apenas o novo Enem na nota da primeira fase?
Nos processos seletivos anteriores, a Fuvest permitia que o estudante utilizasse a maior nota entre as duas últimas avaliações do MEC. A fundação seleciona os ingressantes da USP (Universidade de São Paulo), da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
A alteração das regras na Fuvest ocorre após mudança no formato do Enem, que passou a ter 180 questões em uma nova tecnologia de elaboração de avaliações - antes a prova tinha 63 testes. O novo Enem também será utilizado para selecionar estudantes para algumas universidades federais.
Diz o comunicado da Fuvest que a nota do Enem 2009 será usada também para compor o bônus para alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas do Brasil. Estes candidatos poderão usufruir até 6% de bônus em ambas as fases do vestibular.
Como é usado o Enem na Fuvest
Se a nota do candidato no novo Enem for superior à sua nota na primeira fase do vestibular 2010 da Fuvest, o cálculo será realizado da seguinte forma:
-multiplica-se a nota da primeira fase da Fuvest por quatro;
-soma-se a nota do novo Enem;
-então, o resultado é dividido por cinco.
Se o estudante tirar 70 pontos em 100 na primeira fase da Fuvest e tirar 80 pontos em 100 no novo Enem, por exemplo, a nota final da primeira fase do candidato seria de 72 pontos. Acompanhe o cálculo: os 70 pontos obtidos na primeira fase são multiplicados por quatro (a conta dá 280). Somam-se os 80 pontos do novo Enem. O resultado (360 pontos) é dividido por cinco, daí surge 72 pontos como nota da primeira fase.
Como as mudanças no vestibular da Fuvest, o valor do novo Enem na seleção perde peso. A primeira fase serve, a partir de 2010, apenas para levar o vestibulando à segunda etapa do processo seletivo.
Inscrições
Pela primeira vez na história dos vestibulares da Fuvest, a inscrição de candidatos será realizada via internet. O período de inscrições ocorrerá de 28 de agosto a 11 de setembro.
O manual do vestibular 2010 começará a ser vendido a partir do dia 3 de agosto. As provas específicas serão realizadas de 11 a 16 de outubro. A primeira fase será no dia 22 de novembro e a 2ª fase ocorre nos dias 3 a 5 de janeiro de 2010.
Em abril, a USP aprovou mudanças para o processo seletivo. O novo formato de vestibular manterá a primeira fase com 90 questões - mas as provas da segunda fase foram alteradas.
