sexta-feira, 30 de março de 2012

Saiu a lista de leituras obrigatórias UFRGS 2013



1. GREGÓRIO DE MATOS GUERRA - Seleta*:
2. ALBERTO CAEIRO (heterônimo de Fernando Pessoa) - O Guardador de Rebanhos;
3. MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA - Memórias de um Sargento de Milícias;
4. MACHADO DE ASSIS - Esaú e Jacó;
5. JOÃO CABRAL DE MELO NETO - A Educação pela Pedra;
6. JOSÉ SARAMAGO - História do Cerco de Lisboa;
7. MOACYR SCLIAR - O Centauro no Jardim;
8. JOÃO SIMÕES LOPES NETO - Contos Gauchescos;
9. GUIMARÃES ROSA - Manuelzão e Miguilim (Campo Geral e Uma estória de amor);
10. DIAS GOMES - O Pagador de Promessas;
11. RUBEM FONSECA - Feliz Ano Novo;
12. CRISTÓVÃO TEZZA - O Filho Eterno.


*Os poemas selecionados de Gregório de Matos são:
1 - A Nosso Senhor Jesus Christo com actos de arrependimento e suspiros de amor (Ofendi-vos, Meu Deus, bem é verdade);
2 - A Jesus Cristo Nosso Senhor (Pequei, Senhor, mas não por que hei pecado);
3 - Inconstância dos bens do mundo (Nasce o sol, e não dura mais que um dia);
4 - À cidade da Bahia (2) (soneto) / (Triste Bahia! ó quão dessemelhante);
5 - A Maria dos povos, sua futura esposa (Discreta e formosíssima Maria);
6 - Epílogos (Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da república...) / (Que falta nesta cidade? ...................Verdade);
7- A uma dama (Vês esse Sol de luzes coroado?);
8 - A instabilidade das cousas no mundo (Nasce o Sol, e não dura mais que um dia);
9 - A certa personagem desvanecida (Um soneto começo em vosso gabo);
10 - Aos principais da Bahia chamados caramurus (Um canção de pindoba, a meia zorra);
11 - À procissão de cinza em Pernambuco (Um negro magro em sufulié justo);
12 - Milagres do Brasil São (Um branco muito encolhido);
13 - Retrato/Dona Ângela (Anjo no nome, Angélica na cara!);
14 - Contemplando nas cousas do mundo (Neste mundo é mais rico o que mais rapa);
15 - E pois coronista sou / Se souberas falar também falaras;
16 - Ao padre Lourenço Ribeiro, homem pardo que foi vigário da freguesia do Passé (Um branco muito encolhido);
17 - Define a sua cidade (De dous ff se compõe);
18 - Descreve a vida escolástica (Mancebo sem dinheiro, bom barrete);
19 - À cidade da Bahia (2) / (A cada canto um grande conselheiro);
20 - Aos vícios (Eu sou aquele que os passados anos);
21 -Descreve a confusão do festejo do Entrudo (Filhós, fatias, sonhos, mal-assadas);
22 - Solitário em seu mesmo quarto à vista da luz...( Ó tu do meu amor fiel traslado);
23 - Aos afetos e lágrimas derramadas (Ardor em firme coração nascido);
24 - Admirável expressão que faz o poeta de seu atencioso silêncio (Largo em sentir, em respirar sucinto);
25 - Definição do amor – romance (Mandai-me, Senhores, hoje);

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Enem ou vestibular tradicional? "É melhor ler com autonomia o Garfield do que decorar clássicos", diz Prof. Edir.

Professor diz que Enem pode prejudicar ensino de literatura

Extraído do Portal Terra - 11 de outubro de 2011 • 14h08 • atualizado às 15h25
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Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com base nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 1998 a 2010 apontou que poesias e letras de canções aparecem em 42% das questões de literatura. Romances estão presentes em cerca de 12% das perguntas, e contos em apenas 3%. Enquanto isso, histórias em quadrinhos ocupam 19% do teste. Para o professor de literatura brasileira da universidade, Luís Augusto Fischer, os resultados são "assustadores e podem prejudicar o ensino nas escolas".

O pesquisador afirma que a prova foca na vertente da linguagem, e não da cultura. "O Enem prestigia mais a literatura enquanto leitura do que a literatura enquanto aprendizagem cultural", afirma. Fischer explica que a primeira vertente - que é a mais utilizada no teste - é mais simples, pois implica somente na leitura direta de um texto, seja ele letra de música, quadrinhos ou um conto. Um exemplo de questão é pedir para o candidato analisar um romance e afirmar se o discurso utilizado é direto ou indireto, por exemplo.

De acordo com Fischer, pensar a literatura como cultura exige mais complexidade, uma vez que um texto será analisado pelo conhecimento da sua história, enredo e características do autor. "As duas são imprescindíveis, mas a prova foca somente em uma. Com esse privilégio à leitura, se perde muita coisa do vasto patrimônio cultural letrado que já existe e ao qual todos devem ter acesso na escola", defende.
O estudo mostra que há, por ano, uma média de 13% de questões que mencionam textos literários e semiliterários. Além disso, a frequência de autores foi considerada baixa ao se avaliar todos os testes, de 1998 a 2010 (inclusive a prova de 2009 que vazou). Carlos Drummond de Andrade apareceu 19 vezes; em segundo lugar, vêm Machado de Assim e Manuel Bandeira, com sete citações. Nenhum outro autor aparece mais de cinco vezes. Graciliano Ramos e João Cabral aparecem três vezes cada, menos do que Jim Davis, do Garfield, e Bob Thaves, da tira Frank e Ernest, com quatro referências cada.

"Acredito no sistema do Enem de desprezar a decoreba de certos vestibulares, mas o caso é que a prova trata o texto literário como um texto qualquer. Um poema de Drummond, por exemplo, é colocado no mesmo nível de uma tira em quadrinhos", afirma o professor.

Na visão de Fischer, o fato pode prejudicar o ensino literário na escola, uma vez que o ensino médio se molda à demanda do processo seletivo de ingresso às universidades. "Na escola brasileira, a literatura tem sido porta de acesso não apenas a livros, mas também a outras artes. Sem isso, me parece que vamos perder esse acesso, além de perdermos parte importante, talvez fundamental, da formação cultural dos alunos nesses campos", completa.

'É melhor ler com autonomia o Garfield do que decorar clássicos', diz educador

Apesar de concordar que o Enem precisa evoluir, o professor de literatura do cursinho Universitário, de Porto Alegre (RS), Edir Alonso defende o uso que a prova faz de textos mais populares. "O modelo de avaliação tradicional, com base na leitura dos clássicos, acaba por enfrentar uma dura realidade: está distante da vida do jovem leitor médio", diz.
Alonso afirma que isso não significa que a academia deva se conformar apenas com a leitura de tirinhas e canções populares, mas ressalta que não se pode negar que elas são uma forma legítima de aproximar a prova do universo cultural da maioria dos candidatos. "A imposição de um rol de leituras obrigatórias que contemple Os Lusíadas ou O Uraguai mostra uma universidade incapaz de dialogar com o jovem leitor. Nesse sentido, presta um desserviço à formação cultural do vestibulando, o qual passa a associar o fenômeno literário a algo enfadonho, distante", completa, dizendo que é melhor ler com autonomia o Garfield do que apenas decorar clássicos para o teste.
"Acho que a prova do Enem precisa evoluir. Pode e deve ampliar o espaço dedicado à leitura e compreensão do texto literário na prova. Mas ainda assim, me parece ser uma proposta avaliativa mais interessante", fala.

Outro defensor da avaliação do exame nacional é Manoel Neves, especialista em Letras de Belo Horizonte (MG) que desenvolve pesquisa para cursos pré-vestibulares em língua portuguesa e literatura. Contudo, Neves discorda do uso de tiras e quadrinhos no teste, mas considera a prova muito bem elaborada. "Ela contempla tanto elementos da teoria quanto da história. Para responder às questões, é preciso ter noções desses dois campos", diz.
Como exemplo, o professor analisa o Enem de 2009. "Naquele ano, apareceram questões que contemplavam conhecimentos específicos de Teoria Literária, como a noção de espaço narrativo na questão envolvendo os textos de Dalton Trevisan e Jorge Amado", explica.
Neves também cita uma pergunta sobre o soneto de Álvares de Azevedo que abordava especificamente os conhecimentos acerca do tratamento dado por esse poeta à desilusão amorosa. "Sem a leitura do poema e o conhecimento de como a decepção amorosa é tratada no Romantismo e nos textos do autor da Lira dos vinte anos, seria impossível resolver a questões", diz.
"O Enem cobra uma compreensão aprofundada dos aspectos técnicos, históricos e temáticos da literatura brasileira. O que a prova demanda dos alunos é a capacidade de perceber tais elementos¿, explica, completando que não se trata de ler um livro e decorar os elementos históricos, temáticos e formais, mas de conferir a capacidade que o aluno tem de perceber esses elementos em qualquer texto.

Posição do Inep

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou, por meio de sua assessoria, que "a prova do Enem não valoriza, em suas questões de literatura, a memorização de características ou periodização descontextualizada". De acordo com o órgão, o objetivo da prova é avaliar a habilidade do candidato em estabelecer relações entre o texto literário e os contextos histórico, social e político; em relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário; e em reconhecer a presença de valores sociais e humanos no patrimônio literário nacional.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MEC adia planos e vai aplicar duas provas do Enem por ano somente em 2012

Fonte: UOL Vestibular

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terá duas edições somente a partir de 2012, com provas em maio e outubro. Conforme o UOL Educação apurou, o MEC (Ministério de Educação) já descartou duas edições da prova neste ano.

A realização de duas provas por ano havia sido apontada pelo ministro Fernando Haddad como uma maneira de reduzir os seguidos problemas que o Enem vem enfrentando. O MEC cogitava a possibilidade de aplicar os dois exames já em 2011. A licitação com a gráfica que imprime o Enem permitia que isso acontecesse agora -já que o contrato foi assinado para a realização de duas provas.


A presidente do Inep, (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, comunicou a novidade a instituições de ensino superior durante reunião no dia 22 de março. O exame deve continuar nacionalizado.

Na última edição, houve erros de impressão em cadernos de prova e as folhas de resposta vieram com os cabeçalhos trocados. Esses erros provocaram uma batalha judicial que só foi encerrada após uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em 2009, a prova vazou e o exame precisou ser cancelado dois dias antes da realização.

Em janeiro, em entrevista ao UOL Educação, Malvina havia dito que uma ampliação do Enem “poderia incluir” os dois exames. Ela afirmou que, nos últimos dois anos, a prova foi utilizada como “projeto piloto”. "O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação", disse.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Divulgada a lista de leituras obrigatórias ufrgs 2012

Foi dada a largada! A UFRGS divulgou hoje as quatro mudanças previstas na lista de leituras obrigatórias.

Os livros retirados do programa foram:

- Contos de Machado de Assis;
- O Primo Basílio;
- Estrela da Vida Inteira;
- Porteira Fechada.

A surpresa fica por conta da exclusão dos contos machadianos (normalmente eram colocados outros contos do mesmo autor). Destaque também para Scliar e Saramago que, definitivamente imortais, foram incorporados à lista, ampliando o espaço da literatura contemporânea na prova.

Veja a lista completa dos livros para o vestibular UFRGS 2012:

sábado, 27 de novembro de 2010

Literatura UCPEL: Relação Candidato Vaga

Informamos aqui, em primeira mão, com exclusividade, a relação candidato/vaga UCPEL 2011 para Medicina:

Candidatos: 1728 (número aproximado, considerando-se também a 2ª opção)
Vagas: 90

C/V= 19,2

(o número oficial será poucos décimos inferior a esse nosso cálculo aproximado)

Boa Prova a todos!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Guia de Leituras Obrigatórias UCPEL 2011

1. Álvares de Azevedo
Escola: Romantismo; 2ª Geração (Ultrarromântica, do Mal-doSéculo ou Byroniana)
Obras: - Lira dos vinte anos (Poesia)
- Macário (Teatro)
- Noite na taverna (Contos)

Características e Temas:
- Amor totalmente idealizado (sublimado)
- Adoração de virgens pálidas e inatingíveis
- Morte como fim do sofrimento (poucas coisas prendem-no à vida)

Atenção: - Em Lira dos vinte anos, observar a dualidade “Ariel” (Poesia ingênua e sentimentalismo exagerado) x “Caliban” (Ironia, humor, ‘satanismo’, mulheres vulgares).

2. Castro Alves
Escola: Romantismo; 3ª Geração (Condoreira, Hugoana ou da Poesia Social)

Obras: - Espumas Flutuantes (Predomínio da Poesia Amorosa)
- Os Escravos (Poesia Abolicionista)
- Gonzaga ou A Revolução de Minas (Teatro)

Características e Temas:
- Linguagem Grandiloquente (Hipérboles, Exclamações, Interrogações, Reticências)
- Plasticidade Dinâmica (Imagens em movimento)
- Sensualidade (Amor concretizado fisicamente, diferente dos poetas anteriores)

Atenção: Observar o poema “Navio Negreiro”, em que há o contraste entre a natureza idealizada (ROM) e a denúncia da realidade brutal (Antecipação do Realismo).

3. Lobo da Costa
Escola: Romantismo (Partenon Literário – RS)

Influências:
- Gonçalves Dias (Nacionalismo)
- Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu (Ultrarromantismo)
- Castro Alves (Poesia Social)

Atenção: Embora tenha alguns poemas nacionalistas no início da carreira, e tenha também tratado de temas sociais, o poeta se identifica mais com a poesia do Mal-do-Século (2ªGeração).

Principais Obras:
O escritor pelotense atuou em todos os gêneros: foi poeta, cronista, contista, romancista, dramaturgo e jornalista. Sua linguagem oscila entre o popular e o erudito; o simples e o sofisticado.
- Rosas Pálidas, Mariposas, Lucubrações (Poesia)
- Heloísa (Novela)
- Espinhos d’alma (Romance)
- O Filho das Ondas (Teatro)

De temática variada, predominam as poesias ultrarromânticas, muitas delas em homenagem à eterna musa Elvira. Desse amor frustrado e da vida boêmia, agravaram-se os problemas com o álcool, o que leva escritor a morrer na pobreza. Sua biografia inspira o decadentismo expresso em seus versos.

Atenção: O poema narrativo Aquele Ranchinho e o ultrarromântico Adeus! mostram a habilidade do poeta em conciliar a linguagem simples, a métrica popular, com a tradição literária mais elaborada do decassílabo e do vocabulário elevado.

4. Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Publicado em 1881, inaugura o Realismo no Brasil, mas apresenta muitos traços que fogem do Realismo tradicional.

O Autor:
Fases:
- 1ª Fase> Imatura (Tendências Românticas): Contos Fluminenses; Histórias da meia-noite; Ressurreição; A mão e a luva; Helena; Iaiá Garcia
- 2ª Fase> Madura (Realista): Memórias Póstumas de Brás Cubas; Quincas Borba; D. Casmurro; Esaú e Jacó; Memorial de Aires.
Atenção: Machado também produziu poesias predominantemente Parnasianas (Crisálidas, Falenas, Americanas, e Ocidentais.
Características e temas:
- Crítica Social
- Pessimismo (Niilismo)
- Humor irônico
- Digressões, Conversa com o leitor, Metalinguagem
- Essência x Aparência
- Abiguidade feminina
- Crítica ao Romantismo
- Temática do Adultério

O Livro:
Gênero: Romance realista com traços de cômico-fantástico
‘Escola’: Realismo Machadiano
Narrador: (1ª Pessoa; N. Protagonista)
Brás Cubas é o narrador-memorando e, portanto, autor (fictício) do livro.
Apresenta-se como defunto-autor (não como autor defunto), dedicando o livro, ironicamente, ao verme que lhe roeu as carnes.
Personagens:
Marcela: Primeiro amor de Brás, era uma cortesã mesquinha e avarenta.
Eugênia: A “Flor da Moita”, nasceu dos encontros furtivos de D. Eusébia com um homem rico. Além de pobre, era ‘coxa’, motivos pelos quais Brás desiste de com ela relacionar-se.
Virgília: Principal figura feminina do livro. Filha de um político influente, chegou a noivar com Brás, mas casa-se com Lobo Neves. Mantém relacionamento adúltero com o protagonista.
Eulália (Nhá Loló): A “Flor do Pântano”, filha do vulgar Damasceno, chega a noivar com Brás, já na maturidade do protagonista. A jovem morre de febre-amarela antes do casamento.
Prudêncio: Escravo dos Cubas, era o brinquedo favorito da infância de Brás. Quando liberto compra escravos e castiga-os em praça pública.
Quincas Borba: Amigo de infância de Brás, empobrece e ao reencontrar o protagonista rouba-lhe o relógio. Devolve-o após descobrir-se rico herdeiro e inventor de uma filosofia (humanitismo).

Atenção:
- Observar que o livro aborda, ainda que não de forma prioritária, a temática da escravidão.
- O desfecho é profundamente cético: “...não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.

5. Olavo Bilac
Escola: Parnasianismo
Obras:
Foi contista, cronista, teórico, e dicionarista, mas sua grande realização é a poesia.
- Panóplias (Temática Clássica)
- Sarças de Fogo (Erotismo e algum lirismo filosófico)
- Via Láctea (Predomínio da lírica amorosa)

Características e temas:
- Culto à forma (a arte pela arte)
- Métrica regular; rimas ricas e preciosas
- “Poesia de dicionário”
- Razão acima da emoção
- Objetividade; impessoalidade; apagamento do eu-lírico
- Descritivismo; plasticidade

Atenção: Alguns poemas, especialmente em Via Láctea, acabam sendo sentimentalistas, apresentando no conteúdo um romantismo tardio, ainda que formalmente rígidos, ao estilo parnasiano.
Curiosidade: Nacionalista convicto, foi patrono do serviço militar obrigatório e autor da letra do Hino à Bandeira.

6. Cruz e Sousa
Escola: Simbolismo
Obras:
- Broquéis (O sofrimento de ser negro)
- Faróis (A dor da condição humana)
- Últimos sonetos (Transcendência: a glória de ser espírito; Maior acabamento formal)
Inspirado em Baudelaire, escreveu poemas em prosa (Missal e Evocação)

Características e temas:
- Poesia Metafísica; Espiritualidade (corpo x alma)
- Sugestão de atmosferas vagas (sinestesia)
- Subjetividade e Ilogismo (inconsciente, loucura, sonho, delírio)
- Musicalidade (rimas, assonâncias e aliterações)
- Iniciais Maiúsculas como forma de enfatizar ideias.
- Caráter metafórico (associações indiretas de ideias)

Atenção: A poesia simbolista, a exemplo do Parnasianismo, também se valia do lema “a arte pela arte”, valorizando o aspecto formal. Mas o conteúdo dessas escolas é totalmente oposto: Simbolismo (Subjetivo, Irracional) x Parnasianismo (Objetivo, Racional).

7. Contos Gauchescos (Simões Lopes Neto)
O autor:
Embora tenha nascido em uma estância, viveu a maior parte de sua vida na paisagem urbana de Pelotas. A cidade considerava-o um excêntrico. Simões empreendeu e fracassou com projetos como fábrica de vidros, olarias e indústria tabagista. Este último projeto foi o mais polêmico: O cigarro da marca Diabo. Empobrecido ao fim da vida, sobreviveu da atividade jornalística.

Período: Pré-Modernismo

Características e temas:
- Regionalismo Universal: registro de usos, costumes, cultura e paisagens gaúchos, mas com dimensão filosófica aplicável a qualquer tempo e espaço.
- Regionalismo de perspectiva ao mesmo tempo nostálgica e crítica
- Passado (heroísmo farroupilha e vida ligada à simplicidade do campo) x Presente (mediocridade e ruptura com os valores e tradições) – ver conto O Boi Velho
- Oralidade estilizada (língua falada incorporada à literatura)
- Exagero que leva à comicidade
Obras:
- Cancioneiro Guasca (1910);
- Contos Gauchescos (1912);
- Lendas do Sul (1913);
- Casos do Romualdo (1914);

O livro:
- O livro se inicia com uma nota do autor apresentando Blau Nunes, narrador de todos os contos.
- Apenas no conto ‘Trezentas onças’ temos narrador-protagonista. Predomina no livro a posição de narrador-testemunha.
- Destacam-se os contos de ‘paixão e sangue’, em que a violência se justifica em nome da defesa da honra (Negro Bonifácio, No Manantial, Jogo do Osso e Duelo de Farrapos).
- Alguns contos tem pano de fundo histórico: O Anjo da Vitória e O Chasque do Imperador (Guerra do Paraguai) e Os cabelos da China e Duelo de Farrapos (Rev.Farroupilha)
- O cômico tem lugar em contos anedóticos como Deve um queijo e O Mate do João Cardoso.
- No conto Melancia e Coco Verde, o gaúcho Costinha (Coco Verde) consegue impedir o casamento de sua amada Siá Talapa (Melancia) com o primo reinol (português). É o triunfo dos valores do gaúcho sobre a mediocridade do estrangeiro.
- A honra do gaúcho está acima da própria vida, como ilustram os contos Trezentas onças e Contrabandista.





8. Manuel Bandeira
Escola: Modernismo (Geração de 1922 / Geração de 1930)
Principais Obras:
Também foi cronista, mas sua maior realização está na poesia.
- Cinza das Horas e Carnaval (Fase de tendências simbolistas)
- Ritmo Dissoluto (Aproximação com o Modernismo)
- Libertinagem e Estrela da Manhã (Adesão definitiva ao Modernismo)
Atenção: O Poema Os Sapos foi publicado na primeira fase, mas já mostra forte crítica à tradição parnasiana. Posteriormente o poema seria lido na Semana de Arte Moderna de 1922, por Ronald de Carvalho.
Características e Temas:
- Leveza, humor, ironia, simplicidade
- Melancolia, nostalgia, desejo insatisfeito
- Autobiografia, evocação da infância
- Confessionalismo, tuberculose, aceitação da morte
- Busca pela liberdade expressiva, crítica às tradições parnasianas
- Temática do cotidiano
- Sensualidade

Atenção: A musicalidade da primeira fase contrasta com o predomínio dos versos brancos e livres na obra modernista.

9. Carlos Drummond de Andrade
Escola: Modernismo (Geração de 1930)
Fases e Obras:
- EU > mundo (Fase gauche): marcada pelo confessionalismo, pelo sentimento melancólico de estar deslocado no mundo e por algum humor irônico e irreverente característico da Geração de 22. Obras: Alguma Poesia e Brejo das Almas.
- eu < MUNDO: fase da poesia social, marcada pelo contexto histórico da 2ª Guerra Mundial e da Era Vargas. Obras: Sentimento do Mundo, José, e A Rosa do Povo.
- EU=MUNDO: Desiludido com o ‘socialismo real’, o poeta resgata a reflexão existencial e temas universais como o amor. Obras: Claro Enigma, Farewell, entre outras.
Atenção: O poeta utilizou muitas imagens do cotidiano em sua poesia e a maior parte de seus versos se aproxima da prosa, sem regularidade formal.

10. Mário Quintana
Escola: Modernismo (Geração de 1930)
Nascido em Alegrete, o poeta radicou-se em Porto Alegre, onde teve uma vida simples até o fim dos seus dias. A poesia da simplicidade, marca registrada do autor, convive com uma lírica melancólica e angustiada.
As duas facetas e as principais obras:
Não são fases, pois não há cronologia. Os estilos se alternam entre as obras.
- Leveza, humor, olhar infantil e simples para a vida: O Sapato Florido e O Caderno H
- Melancolia, passagem do tempo, morte: A Rua dos Cataventos (Sonetos) e Apontamentos de História Sobrenatural.
Atenção:
- Manuel Bandeira apelidou de ‘Quintanares’ os poemas simples, em prosa (epigramas), que constituem aforismos (sentenças de sabedoria).
- Há traços de neosimbolismo em alguns de seus poemas, assim como imagens surreais. Um exemplo dessa poesia de atmosfera insólita é O Mapa, um retrato subjetivo e fantástico da cidade de Porto Alegre.

11. Primeiras Estórias (Contos de Guimarães Rosa)
Escola: Pós-Modernismo (Geração de 45)
Obras: Sagarana, Grande Sertão Veredas, Corpo de Baile
Características e temas:
- Regionalismo Universal (‘O sertão é o mundo’)
- Sertão mineiro – Campos Gerais
- Linguagem inventiva (neologismos)
- Travessia: os personagens passam por uma ‘revelação’ (epifania), que leva a uma profunda reflexão.
- Caráter simbólico, metafórico das narrativas.
Principais contos por tema:
- Infância: As Margens da Alegria; Os Cimos
- Loucura: Sorôco, sua mãe, sua filha; Darandina
- Violência e Anticlímax: Famigerado; Os Irmãos Dagobé
- Amor: Luas de Mel; Substância

12. Morte e Vida Severina (Poema de João Cabral de Melo Neto):
O Autor
Escola: Pós-Modernismo (Geração de 45)
Obras: Pedra do Sono; O Engenheiro; Psicologia da Composição; O Cão sem Plumas; Morte e Vida Severina.
Características e Temas:
- Na primeira obra se observam tendências surrealistas.
- Poesia cerebral, racional, avessa ao confessionalismo
- Rigor estético (ritmo, métrica e rimas toantes)

O Poema
Morte e Vida Severina – Auto de Natal Pernambucano
- Poesia Dramática (Poema para ser encenado)
- Predomínio do verso heptassílabo (redondilha maior) e da rima toante.
- O ‘Auto’ é uma peça teatral de caráter religioso e moralizante, como o teatro medieval de Gil Vicente.
- O Espaço é exclusivamente Pernambuco.
- O protagonista, Severino, representa uma categoria: os nordestinos miseráveis que se vêem obrigados a retirar em busca de melhores condições de vida.
- Percurso de Severino:
Sertão Caatinga Zona da Mata Litoral (Recife)
O personagem encontra a morte por onde passa (seca, velório, funeral de um lavrador, conversa de coveiros). Já no Recife, pensa em suicídio, mas encontra José (Mestre Carpina), que acaba de ter um filho. A morte dá lugar à vida, na celebração do nascimento do filho de Carpina, como num presépio vivo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Literatura UCPEL 2011

Segue a lista de leituras obrigatórias UCPEL 2011:

1.Romance

- Memórias Póstumas de Brás Cubas- Machado de Assis

2.Contos

- Contos Gauchescos – João Simões Lopes Neto

- Primeiras Estórias – Guimarães Rosa

3.Poesias

- Álvares de Azevedo

- Castro Alves

- Francisco Lobo da Costa

- Olavo Bilac

- Cruz e Sousa

- Manuel Bandeira

- Carlos Drummond de Andrade

- Mário Quintana

4.Poema

- Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto

sábado, 2 de outubro de 2010

Plantão tira-dúvidas leituras UFRGS & UFSM

Assuntos: O Uraguai; Marília de Dirceu; Lucíola

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Guia de Leitura: Poemas de Álvaro de Campos

Um guia para facilitar a compreensão dos poemas escolhidos de Álvaro de Campos para o vestibular da UFRGS 2011

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Enem 2010 tem 4,6 milhões de inscritos

Fonte: Agência Estado

Mais de 4,6 milhões de estudantes se inscreveram para participar do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010. Exatamente 4.611.441 candidatos são esperados para fazer as provas nos dias 6 e 7 de novembro.

O número de inscritos em 2010 é o maior desde que o exame foi criado em 1998. O recorde anterior tinha sido registrado no ano passado, quando a prova passou a ser utilizada nos processos seletivos das universidades federais. Cerca de 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o exame em 2009, mas a abstenção foi superior a 30%.

O Estado com mais candidatos inscritos é São Paulo: 827.818. Em seguida vêm Minas Gerais (538 mil), Bahia (428 mil), Rio de Janeiro (314 mil), Rio Grande do Sul (295 mil), Paraná (228,4 mil), Pernambuco (228 mil) e Ceará (208 mil). O Sudeste e o Nordeste concentram quase 70% dos participantes.

Segundo os dados do MEC (Ministério da Educação), a faixa etária dos participantes é variada. Cerca de 70 mil têm menos de 16 anos e mais de 1 milhão têm entre 16 e 17 anos. Pouco mais de meio milhão têm 18 anos, 394 mil têm 19 anos e 304 mil têm 20 anos. Os candidatos entre 21 e 30 anos somam 1,5 milhão e os maiores de 30 são 691 mil.

A maioria dos candidatos - cerca de 2, 7 milhões - já concluiu o ensino médio em anos anteriores. Outros 1,3 milhão estão atualmente cursando o último ano da etapa – desses, 1,1 milhão são de escola pública. Pouco mais de 500 mil só concluirão a etapa depois de 2010 e participam do Enem como treineiros.

O exame terá 180 questões de múltipla escolha e uma redação. No primeiro dia (sábado, 6 de novembro), as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada uma com 45 questões. No domingo (7), os candidatos serão avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45 questões, além da redação.