domingo, 21 de abril de 2013

Lista de Exercícios Humanismo - Gil Vicente

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LISTA 1 - HUMANISMO / GIL VICENTE

1-      O teatro de Gil Vicente caracteriza-se por ser fundamentalmente popular. E essa característica manifesta-se, particularmente, em sua linguagem poética, como ocorre no trecho a seguir, de O Auto da Barca do Inferno.

Ó Cavaleiros de Deus,
A vós estou esperando,
Que morrestes pelejando
Por Cristo, Senhor dos Céus!
Sois livres de todo o mal,
Mártires da Madre Igreja,
Que quem morre em tal peleja
Merece paz eternal.

No texto, fala final do Anjo, temos no conjunto dos versos

(A)     variação de ritmo e quebra de rimas.
(B)igualdade de métrica e de esquemas das palavras que rimam.
(C)ausência de ritmo e igualdade de rimas.
(D)     alternância de redondilha maior e menor e simetria de rimas.
(E)redondilha menor e rimas opostas e emparelhadas.

2-      Considere as seguintes afirmações sobre o teatro vicentino.

I.                    Suas peças são escritas em versos, na medida velha, e revelam boa poesia dramática, ao lado da densidade da crítica social, fundada em uma visão medieval, religiosa e cristã de um mundo em transformação.
II.                  Põe em cena todos os segmentos da sociedade portuguesa de seu tempo, da elite palaciana aos excluídos socialmente, e até mesmo a corte, na qual representava suas peças, é alvo da crítica indireta do dramaturgo.
III.                Não obedece à Lei das Três Unidades (tempo, lugar e ação). Suas peças compõem-se de cenas ou quadros encadeados sem rigidez na sequência temporal e espacial.

Quais estão corretas?

(A)                   Apenas I.
(B)                   Apenas III.
(C)                   Apenas I e II.
(D)                   Apenas II e III.
(E)                   I, II e III.

3-      Gil Vicente escreveu o Auto da Barca do Inferno em 1517, no momento em que eclodia na Alemanha a Reforma Protestante com a crítica veemente de Lutero ao mau clero dominante na Igreja. Nessa obra, há a figura do frade, severamente censurado como um sacerdote negligente. Indique a alternativa cujo conteúdo não se presta a caracterizar, na referida peça, os erros cometidos pelo religioso.

a) Não cumprir os votos de celibato, mantendo a concubina Florença.
b) Entregar-se a práticas mundanas, como a dança.
c) Praticar esgrima e usar armamentos de guerra, proibidos aos clérigos.
d) Transformar a religião em manifestação formal, ao automatizar os ritos litúrgicos.
e) Praticar a avareza como cúmplice do Fidalgo, e a exploração da prostituição em parceria com a alcoviteira.

4-      Leia o texto abaixo pautado para responder ao que se pede:
Frade
Corpo de Deus consagrado!
Pela fé de Jesus Cristo
que não posso entender isto!
Hei de ser eu condenado?
Um padre tão namorado,
tão dedicado à virtude!
Dê-me Deus tanta saúde
quanto estou maravilhado.

Diabo
Deixemos de mais demora.
Embarcai e partiremos.
Tomareis um par de remos.

Frade
No ajuste isto não vigora.

Diabo
Pois vai na sentença, agora.

Frade
Não esperava por ela.
Não vai em tal caravela
minha senhora Florença.
Como, por ser namorado
e folgar com uma mulher
há de um frade se perder
com tanto salmo rezado?

Diabo
Ora, estás bem preparado.

Frade
E tu, bem mais prevenido.

Diabo
Devoto, padre e marido,
aqui serás castigado.

( Gil Vicente - Auto da Barca do Inferno )
 A última fala do diabo, revela-nos que o teatro de Gil Vicente, especificamente este Auto da barca do Inferno, pode ser visto também como uma  espécie de tribunal, onde os homens são julgados segundo o que fizeram em suas vidas. Sendo assim, é possível afirmar que:
a) o teatro vicentino apresenta preocupação político-social, pois seu autor defende as classes menos favorecidas, excitando uma considerável revolta social.
b) Gil Vicente contemplou a sociedade de sua época através de um olhar crítico, que lhe permitiu condenar livremente as pessoas que deveriam ir para o Inferno pagar os pecados cometidos em vida.
c) o diabo é uma figura decisiva nesta peça, pois é ele quem julga as pessoas. Com isso, Gil Vicente queria transmitir ao público a idéia de que só o mal pode julgar o mal, enquanto o papel do bem consistia em apenas contemplar a condenação irreversível de todos os homens.
d) o fato de o diabo atuar como um juiz caracteriza uma crítica à classe dos juízes, dos advogados, dos procuradores e dos corregedores. Gil Vicente defendia a idéia de que só Deus pode determinar o destino dos homens, independentemente das decisões humanas.Pandora Vestibulares, com você em todas as fases.
e) o teatro de Gil Vicente está sustentado pela ética católica medieval. Daí o julgamento dos homens segundo uma perspectiva maniqueísta (anjo e diabo = céu e inferno, respectivamente). Essa interpretação aparece no Auto da barca do Inferno através da crítica ao comportamento e às práticas morais da época.

5-      Sobre o Auto da barca do Inferno, de Gil Vicente, é incorreto afirmar:

a) O autor apresenta severa crítica à prepotência e tirania dos nobres, e à desonestidade e corrupção dos homens da lei.
b) Na luta entre o Bem e o Mal são favorecidos aqueles que em vida pertenceram à classe social privilegiada.
c) O diabo atua como agente crítico, que revela as mentiras e falsidades das personagens.
d) Pelo julgamento do Anjo, o Parvo embarca para o paraíso, uma vez que o céu pertence aos simples.
e) O autor vale-se do tema do Juízo Final para estabelecer uma crítica à sociedade, fazendo desfilar em cena os tipos sociais identificados através de suas qualidades e defeitos.

6-      Sobre o teatro de Gil Vicente e em especial o Auto da Barca do Inferno, são feitas as seguintes afirmações:
I. Uma das características do auto é a rica elaboração de cenários e a retomada dos padrões clássicos do teatro grego.
II. O texto é de fundamental importância, uma vez que toda a carga teatral está no que é dito e não no que é visto.
III. O talento e a intuição lírica trouxeram ao teatro de Gil Vicente uma universalidade nunca antes alcançada na Literatura Portuguesa. Pandora Vestibulares, com você em todas as fases.
Assinale:
a) se todas as afirmações forem corretas.
b) se todas as afirmações forem incorretas.
c) se as afirmações I e II forem corretas.
d) se as afirmações II e III forem corretas.
e) se as afirmações I e III forem corretas.

7-      Leia as proposições abaixo e assinale a alternativa correta sobre o Auto da barca do Inferno.
I. O Frade é condenado ao Inferno somente porque é brincalhão e excelente dançarino.
II. O Judeu aceitou pagar propina aos membros do judiciário e do clero e por isso terá sua alma condenada.
III. Os quatro cavaleiros são salvos, pois representam os verdadeiros valores da fé cristã.

a) Estão corretas a I e a III.
b) Estão corretas a II e a III.
c) Apenas a III está correta.
d) Apenas a II está correta.
e) Estão corretas a I e a II

8-      Indique a afirmação correta sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente:
a) É intrincada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com o inesperado de cada situação.
b) O moralismo vicentino localiza os vícios não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas.
c) É complexa a crítica aos costumes da época, já que o autor é o primeiro a relativizar a distinção entre o Bem e o Mal.
d) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares, as mais ridicularizadas e as mais severamente punidas.
e) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo.

9-      Considere as seguintes afirmações sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente:

I.             O auto atinge seu clímax na cena do Fidalgo, personagem que reúne em si os vícios das diferentes categorias sociais anteriormente representadas.
II.            A descontinuidade das cenas é coerente com o caráter didático do auto, pois facilita o distanciamento do espectador.
III.          A caricatura dos tipos sociais presentes no auto não é gratuita nem artificial, mas resulta da acentuação de traços típicos.

Está correto apenas o que se afirma em:
                    (A)       I.
                    (B)        II.
                    (C)        II e III.
                    (D)       I e II.
                    (E)        I e III.

10-   Na seguinte cena do Auto da Barca do Inferno, o Corregedor e o Procurador dirigem-se à Barca da Glória, depois de se recusarem a entrar na Barca do Inferno:

Corregedor
Ó arrais dos gloriosos,
passai-nos neste batel!

Anjo
Ó pragas pera papel, pera as almas odiosos!
Como vindes preciosos,
sendo filhos da ciência!

Corregedor
Ó! habeatis clemência
e passai-nos como vossos!

Joane (Parvo)
Hou, homens dos breviairos,
rapinastis coelhorum
et perniz perdiguitorum
e mijais nos campanairos!

Corregedor
Ó! Não nos sejais contrairos,
Pois nom temos outra ponte!

Joane (Parvo) Beleguinis ubi sunt?
Ego latinus macairos.

Vocabulário:
pera: para
habeatis: tende
homens dos breviairos: homens de leis Rapinastis coelhorum/Et perniz perdiguitorum: Recebem coelhos e pernas de perdiz como suborno
Beleguinis ubi sunt?: Onde estão os oficiais de justiça?
Ego latinus macairos: Eu falo latim macarrônico

(Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno. São Paulo: Ateliê Editorial, 1996, p. 107-109.)

I.                    O Corregedor é acusado de corrupção na passagem em que o Parvo se refere ao fato de ele receber subornos, “presentes”, “propinas”, “agrados”, pequenos mimos tais como coelhos e pernas de perdizes.
II.                  O Corregedor é acusado, na peça, de ser desrespeitoso (mijar nos campanários), injusto com relação aos desfavorecidos, preguiçoso e adúltero, pecados pelos quais é condenado a seguir com o Diabo na Barca do Inferno.
III.                O Parvo se expressa em latim para ridicularizar e ironizar a postura dos magistrados. Chega a admitir essa intenção, ao afirmar que seu latim é macarrônico.

Quais estão corretas?

        (A)       Apenas I.
        (B)        Apenas II.
        (C)        Apenas I e III.
        (D)       Apenas II e III
        (E)        I, II e III.

11-   (UFRGS – 2009) Considere as afirmações abaixo sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil de Vicente.
I – O Fidalgo e o Sapateiro levam consigo objetos característicos de seu status social em vida.
II – Apenas o Parvo e os quatro Cavaleiros cruzados serão conduzidos pela Barca da Glória.
III – Ao contrário do Anjo vicentino, que é persuasivo e alegre, o Diabo vicentino é um personagem sisudo, de poucas e irônicas falas.
Quais estão corretas?
a)      Apenas I.
b)      Apenas III.
c)       Apenas I e II.
d)      Apenas II e III.
e)      Todas as alternativas.

12-   (UFRGS – 2006) A cena do embarque do frade Babriel é uma das mais importantes do Auto da Barca do Inferno, de Gil de Vicente.
Numere as seguintes ações de Babriel de acordo com a ordem em que elas ocorrem na referida cena.
(  ) O frade utiliza-se do hábito na tentativa de alcançar a salvação.
(  ) O frade, ao se encontrar com o Diabo, está acompanhado de Florença.
(  ) O frade dirige-se à Barca da Glória.
(  ) O frade é recebido pelo parvo Joane.
(  ) O frade, acompanhado da mulher, acolhe a sentença.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a)      2 – 1 – 4 – 3 – 5.
b)      3 – 4 – 2 – 5 – 1.
c)       2 – 1 – 3 – 4 – 5.
d)      5 – 3 – 2 – 1 – 4.
e)      5 – 2 – 3 – 4 – 1.

13-   (UFRGS – 2004) Considere as seguintes afirmações, relacionadas ao episódio do embarque do fidalgo, da obra Auto da Barca do inferno, de Gil de Vicente.
I – A acusação de tirania e presunção dirigida ao fidalgo configura uma critica não ao indivísuo, mas à classe a que pertence.
II – Gil Vicente critica as desigualdades sociais ao apontar o desprezo do fidalgo aos pequenos, aos desfavorecidos.
III – No momento em que o fidalgo pensa ser alvo por haver deixado, em terra, alguém orando por ele, evidencia-se a crítica vicentina à fé religiosa.
Quais estão corretas?
a)      Apenas I.
b)      Apenas I e II.
c)       Apenas I e III.
d)      Apenas II e III.
e)      I, II e III.


14-   (UFRGS – 2002) Assinale a alternativa alternativa incorreta sobre a obra de Gil Vicente.

a)      Gil Vicente tem suas raízes na Idade Média, mas volta-se para o Renascimento, aliando o humanismo religioso à atitude critica diante dos problemas sociais.
b)      Variada na forma, a obra vicentina desvenda os costumes do século XVI, satirizando a sociedade feudal sem perder o caráter moralista e resguardando o sentido de intervenção social.
c)       Embora critique o clero, a nobreza e seu séquito ocioso, o teatro vicentino faz a exaltação heróica dos reis, atitude comum na Idade Média.
d)      Ao mesmo tempo que desenvolve a sátira social, a produção vicentina aponta para a necessidade de reforma da Igreja, devido aos abusos do clero.
e)      Trabalhando com uma verdadeira galeria de tipos, Gil Vicente adapta o uso da linguagem coloquial ao estilo e à condição social de cada um deles.

15-   (UFRGS – 2000) Em relação ao Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, considere as seguintes afirmações.

I. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo.
II. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento, guardando traços dos dois períodos.
III.  Sugere que o diabo, ao julgar justos e pecadores, tem poderes maiores que Deus.
Quais estão corretas?
a)      Apenas I.
b)      Apenas I e II.
c)       Apenas I e III.
d)      Apenas II e III.
e)      I, II e III.


GABARITO:
1-      B
2-      E
3-      E
4-      E
5-      B
6-      D
7-      C
8-      B
9-      C
10-   E
11-   C
12-   C
13-   B
14-   C
15-   B




terça-feira, 2 de abril de 2013

Confira as leituras obrigatórias UFSM 2013 / 2014

A partir de dezembro de 2013 entra em vigor um novo programa de conteúdos no vestibular da UFSM.Confira as leituras obrigatórias:

PS1


1- IGLESIA, Francisco (org.). Melhores poemas de Cláudio Manuel da Costa. São Paulo:
Global, 2012.

2- CASTRO, Sílvio (org.). A carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L&PM, 2004.

3- GAMA, Basílio da. O Uraguai. Porto Alegre: L&PM, 2009.

4- VIEIRA, Padre Antônio. Sermão de Santo Antônio aos Peixes. In: VERDASCA, José (org.).
Sermões escolhidos. São Paulo: Martin Claret, 2003, 43-76.

PS2


1- ALENCAR, José de. Iracema. Porto Alegre: L&PM, 1997.

2- ASSIS, Machado de. Várias histórias. São Paulo: Ateliê Editorial, 2009.

3- ÁLVARES DE AZEVEDO, Manuel Antônio. Noite na taverna. Porto Alegre: L&PM, 1997.

4- BUENO, Alexei (Org.). Grandes poemas do romantismo brasileiro. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1995. [poemas de Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo e Castro Alves]

5- CAMINHA, Adolfo. O bom crioulo. São Paulo: Martin Claret, 2002

PS3


1- BUARQUE, Chico; GUERRA, Ruy.  Calabar, o elogio da traição. 34. ed. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2009.

2- CARVALHO, Bernardo. Nove noites. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

3- GUIMARÃES ROSA, João. A hora e a vez de Augusto Matraga. São Paulo: Saraiva, 2011.

4- MORICONI, Italo (org.).  Os cem melhores contos brasileiros do século. São Paulo:
Objetiva, 2001. [contos de Caio Fernando Abreu, Clarice Lispector, Dalton Trevisan, Lygia
Fagundes Telles e Rubem Fonseca]

5- MORICONI, Italo (org.).  Os cem melhores poemas brasileiros do século. São Paulo:
Objetiva, 2001.

6- VERÍSSIMO, Érico. Noite. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

Confira o programa completo do vestibular UFSM 2013 a 2015


segunda-feira, 25 de março de 2013

Saiu a lista de leituras obrigatórias UFRGS 2014

A nova lista de livros da UFRGS incluiu Jorge Amado, Murilo Rubião, Lya Luft e Nelson Rodrigues. Foram retirados do programa os livros Feliz Ano Novo (Rubem Fonseca), O Filho Eterno (Cristóvão Tezza), O Pagador de Promessas (Dias Gomes) e Manuelzão e Miguilim (Guimarães Rosa).

Cofira aqui a lista na íntegra:

1.JORGE AMADO - Terras do Sem Fim;
2.NELSON RODRIGUES - Boca de Ouro;
3.MURILO RUBIÃO – Contos: 1 - O pirotécnico Zacarias;  2 - O ex-mágico da Taberna Minhota; 3 -  Bárbara;  4 - A cidade;  5 - Ofélia, meu cachimbo e o mar; 6 - A flor de vidro; 7 - Os dragões; 8 - Teleco, o coelhinho; 9 - O edifício; 10 - O lodo; 11 - O homem do boné cinzento; 12 - O convidado;
4.LYA LUFT - As Parceiras;
5.GREGÓRIO DE MATOS GUERRA - Seleta: 1 - A Nosso Senhor Jesus Christo com actos de arrependimento e suspiros de amor (Ofendi-vos, Meu Deus, bem é verdade); 2 - A Jesus Cristo Nosso Senhor (Pequei, Senhor, mas não por que hei pecado); 3 - Inconstância dos bens do mundo (Nasce o sol, e não dura mais que um dia); 4 - À cidade da Bahia (2) (soneto) / (Triste Bahia! ó quão dessemelhante); 5 - A Maria dos povos, sua futura esposa (Discreta e formosíssima Maria); 6 - Epílogos (Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da república...) / (Que falta nesta cidade? ...................Verdade); 7- A uma dama (Vês esse Sol de luzes coroado?); 8 - A instabilidade das cousas no mundo (Nasce o Sol, e não dura mais que um dia); 9 - A certa personagem desvanecida (Um soneto começo em vosso gabo); 10 - Aos principais da  Bahia chamados caramurus (Um canção de pindoba, a meia zorra); 11 - À procissão de cinzaem Pernambuco (Um negro magro em sufulié justo); 12 - Milagres do Brasil São (Um branco muito encolhido); 13  - Retrato/Dona Ângela (Anjo no nome, Angélica na cara!); 14 - Contemplando nas cousas do mundo (Neste mundo é mais rico o que mais rapa); 15 - E pois coronista sou / Se souberas falar também falaras; 16 - Ao padre Lourenço Ribeiro, homem pardo que foi vigário da freguesia do Passé (Um branco muito encolhido); 17 - Define a sua cidade (De dous ff se compõe); 18 - Descreve a vida escolástica (Mancebo sem dinheiro, bom barrete); 19 - À cidade da Bahia (2) / (A cada canto um grande conselheiro); 20 - Aos vícios (Eu sou aquele que os passados anos); 21 -Descreve a confusão do festejo do Entrudo(Filhós, fatias, sonhos, mal-assadas); 22 - Solitário em seu mesmo quarto à vista da luz...( Ó tu do meu amor fiel traslado); 23 - Aos afetos e lágrimas derramadas (Ardor em firme coração nascido); 24 - Admirável expressão que faz o poeta de seu atencioso silêncio (Largo em sentir, em respirar sucinto); 25 - Definição do amor – romance (Mandai-me, Senhores, hoje);
6.ALBERTO CAEIRO (heterônimo de Fernando Pessoa) - O Guardador de Rebanhos;
7.MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA - Memórias de um Sargento de Milícias;
8.MACHADO DE ASSIS - Esaú e Jacó;
9.JOÃO CABRAL DE MELO NETO - A Educação pela Pedra;
10.JOSÉ SARAMAGO - História do Cerco de Lisboa;
11.MOACYR SCLIAR - O Centauro no Jardim;
12.JOÃO SIMÕES LOPES NETO - Contos Gauchescos;

Fique ligado aqui no blog. Nos próximos dias teremos postagens sobre as novas leituras obrigatórias!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Saiu a lista de leituras obrigatórias UFRGS 2013



1. GREGÓRIO DE MATOS GUERRA - Seleta*:
2. ALBERTO CAEIRO (heterônimo de Fernando Pessoa) - O Guardador de Rebanhos;
3. MANUEL ANTÔNIO DE ALMEIDA - Memórias de um Sargento de Milícias;
4. MACHADO DE ASSIS - Esaú e Jacó;
5. JOÃO CABRAL DE MELO NETO - A Educação pela Pedra;
6. JOSÉ SARAMAGO - História do Cerco de Lisboa;
7. MOACYR SCLIAR - O Centauro no Jardim;
8. JOÃO SIMÕES LOPES NETO - Contos Gauchescos;
9. GUIMARÃES ROSA - Manuelzão e Miguilim (Campo Geral e Uma estória de amor);
10. DIAS GOMES - O Pagador de Promessas;
11. RUBEM FONSECA - Feliz Ano Novo;
12. CRISTÓVÃO TEZZA - O Filho Eterno.


*Os poemas selecionados de Gregório de Matos são:
1 - A Nosso Senhor Jesus Christo com actos de arrependimento e suspiros de amor (Ofendi-vos, Meu Deus, bem é verdade);
2 - A Jesus Cristo Nosso Senhor (Pequei, Senhor, mas não por que hei pecado);
3 - Inconstância dos bens do mundo (Nasce o sol, e não dura mais que um dia);
4 - À cidade da Bahia (2) (soneto) / (Triste Bahia! ó quão dessemelhante);
5 - A Maria dos povos, sua futura esposa (Discreta e formosíssima Maria);
6 - Epílogos (Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da república...) / (Que falta nesta cidade? ...................Verdade);
7- A uma dama (Vês esse Sol de luzes coroado?);
8 - A instabilidade das cousas no mundo (Nasce o Sol, e não dura mais que um dia);
9 - A certa personagem desvanecida (Um soneto começo em vosso gabo);
10 - Aos principais da Bahia chamados caramurus (Um canção de pindoba, a meia zorra);
11 - À procissão de cinza em Pernambuco (Um negro magro em sufulié justo);
12 - Milagres do Brasil São (Um branco muito encolhido);
13 - Retrato/Dona Ângela (Anjo no nome, Angélica na cara!);
14 - Contemplando nas cousas do mundo (Neste mundo é mais rico o que mais rapa);
15 - E pois coronista sou / Se souberas falar também falaras;
16 - Ao padre Lourenço Ribeiro, homem pardo que foi vigário da freguesia do Passé (Um branco muito encolhido);
17 - Define a sua cidade (De dous ff se compõe);
18 - Descreve a vida escolástica (Mancebo sem dinheiro, bom barrete);
19 - À cidade da Bahia (2) / (A cada canto um grande conselheiro);
20 - Aos vícios (Eu sou aquele que os passados anos);
21 -Descreve a confusão do festejo do Entrudo (Filhós, fatias, sonhos, mal-assadas);
22 - Solitário em seu mesmo quarto à vista da luz...( Ó tu do meu amor fiel traslado);
23 - Aos afetos e lágrimas derramadas (Ardor em firme coração nascido);
24 - Admirável expressão que faz o poeta de seu atencioso silêncio (Largo em sentir, em respirar sucinto);
25 - Definição do amor – romance (Mandai-me, Senhores, hoje);

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Enem ou vestibular tradicional? "É melhor ler com autonomia o Garfield do que decorar clássicos", diz Prof. Edir.

Professor diz que Enem pode prejudicar ensino de literatura

Extraído do Portal Terra - 11 de outubro de 2011 • 14h08 • atualizado às 15h25
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Uma pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com base nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 1998 a 2010 apontou que poesias e letras de canções aparecem em 42% das questões de literatura. Romances estão presentes em cerca de 12% das perguntas, e contos em apenas 3%. Enquanto isso, histórias em quadrinhos ocupam 19% do teste. Para o professor de literatura brasileira da universidade, Luís Augusto Fischer, os resultados são "assustadores e podem prejudicar o ensino nas escolas".

O pesquisador afirma que a prova foca na vertente da linguagem, e não da cultura. "O Enem prestigia mais a literatura enquanto leitura do que a literatura enquanto aprendizagem cultural", afirma. Fischer explica que a primeira vertente - que é a mais utilizada no teste - é mais simples, pois implica somente na leitura direta de um texto, seja ele letra de música, quadrinhos ou um conto. Um exemplo de questão é pedir para o candidato analisar um romance e afirmar se o discurso utilizado é direto ou indireto, por exemplo.

De acordo com Fischer, pensar a literatura como cultura exige mais complexidade, uma vez que um texto será analisado pelo conhecimento da sua história, enredo e características do autor. "As duas são imprescindíveis, mas a prova foca somente em uma. Com esse privilégio à leitura, se perde muita coisa do vasto patrimônio cultural letrado que já existe e ao qual todos devem ter acesso na escola", defende.
O estudo mostra que há, por ano, uma média de 13% de questões que mencionam textos literários e semiliterários. Além disso, a frequência de autores foi considerada baixa ao se avaliar todos os testes, de 1998 a 2010 (inclusive a prova de 2009 que vazou). Carlos Drummond de Andrade apareceu 19 vezes; em segundo lugar, vêm Machado de Assim e Manuel Bandeira, com sete citações. Nenhum outro autor aparece mais de cinco vezes. Graciliano Ramos e João Cabral aparecem três vezes cada, menos do que Jim Davis, do Garfield, e Bob Thaves, da tira Frank e Ernest, com quatro referências cada.

"Acredito no sistema do Enem de desprezar a decoreba de certos vestibulares, mas o caso é que a prova trata o texto literário como um texto qualquer. Um poema de Drummond, por exemplo, é colocado no mesmo nível de uma tira em quadrinhos", afirma o professor.

Na visão de Fischer, o fato pode prejudicar o ensino literário na escola, uma vez que o ensino médio se molda à demanda do processo seletivo de ingresso às universidades. "Na escola brasileira, a literatura tem sido porta de acesso não apenas a livros, mas também a outras artes. Sem isso, me parece que vamos perder esse acesso, além de perdermos parte importante, talvez fundamental, da formação cultural dos alunos nesses campos", completa.

'É melhor ler com autonomia o Garfield do que decorar clássicos', diz educador

Apesar de concordar que o Enem precisa evoluir, o professor de literatura do cursinho Universitário, de Porto Alegre (RS), Edir Alonso defende o uso que a prova faz de textos mais populares. "O modelo de avaliação tradicional, com base na leitura dos clássicos, acaba por enfrentar uma dura realidade: está distante da vida do jovem leitor médio", diz.
Alonso afirma que isso não significa que a academia deva se conformar apenas com a leitura de tirinhas e canções populares, mas ressalta que não se pode negar que elas são uma forma legítima de aproximar a prova do universo cultural da maioria dos candidatos. "A imposição de um rol de leituras obrigatórias que contemple Os Lusíadas ou O Uraguai mostra uma universidade incapaz de dialogar com o jovem leitor. Nesse sentido, presta um desserviço à formação cultural do vestibulando, o qual passa a associar o fenômeno literário a algo enfadonho, distante", completa, dizendo que é melhor ler com autonomia o Garfield do que apenas decorar clássicos para o teste.
"Acho que a prova do Enem precisa evoluir. Pode e deve ampliar o espaço dedicado à leitura e compreensão do texto literário na prova. Mas ainda assim, me parece ser uma proposta avaliativa mais interessante", fala.

Outro defensor da avaliação do exame nacional é Manoel Neves, especialista em Letras de Belo Horizonte (MG) que desenvolve pesquisa para cursos pré-vestibulares em língua portuguesa e literatura. Contudo, Neves discorda do uso de tiras e quadrinhos no teste, mas considera a prova muito bem elaborada. "Ela contempla tanto elementos da teoria quanto da história. Para responder às questões, é preciso ter noções desses dois campos", diz.
Como exemplo, o professor analisa o Enem de 2009. "Naquele ano, apareceram questões que contemplavam conhecimentos específicos de Teoria Literária, como a noção de espaço narrativo na questão envolvendo os textos de Dalton Trevisan e Jorge Amado", explica.
Neves também cita uma pergunta sobre o soneto de Álvares de Azevedo que abordava especificamente os conhecimentos acerca do tratamento dado por esse poeta à desilusão amorosa. "Sem a leitura do poema e o conhecimento de como a decepção amorosa é tratada no Romantismo e nos textos do autor da Lira dos vinte anos, seria impossível resolver a questões", diz.
"O Enem cobra uma compreensão aprofundada dos aspectos técnicos, históricos e temáticos da literatura brasileira. O que a prova demanda dos alunos é a capacidade de perceber tais elementos¿, explica, completando que não se trata de ler um livro e decorar os elementos históricos, temáticos e formais, mas de conferir a capacidade que o aluno tem de perceber esses elementos em qualquer texto.

Posição do Inep

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou, por meio de sua assessoria, que "a prova do Enem não valoriza, em suas questões de literatura, a memorização de características ou periodização descontextualizada". De acordo com o órgão, o objetivo da prova é avaliar a habilidade do candidato em estabelecer relações entre o texto literário e os contextos histórico, social e político; em relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário; e em reconhecer a presença de valores sociais e humanos no patrimônio literário nacional.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MEC adia planos e vai aplicar duas provas do Enem por ano somente em 2012

Fonte: UOL Vestibular

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terá duas edições somente a partir de 2012, com provas em maio e outubro. Conforme o UOL Educação apurou, o MEC (Ministério de Educação) já descartou duas edições da prova neste ano.

A realização de duas provas por ano havia sido apontada pelo ministro Fernando Haddad como uma maneira de reduzir os seguidos problemas que o Enem vem enfrentando. O MEC cogitava a possibilidade de aplicar os dois exames já em 2011. A licitação com a gráfica que imprime o Enem permitia que isso acontecesse agora -já que o contrato foi assinado para a realização de duas provas.


A presidente do Inep, (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, comunicou a novidade a instituições de ensino superior durante reunião no dia 22 de março. O exame deve continuar nacionalizado.

Na última edição, houve erros de impressão em cadernos de prova e as folhas de resposta vieram com os cabeçalhos trocados. Esses erros provocaram uma batalha judicial que só foi encerrada após uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em 2009, a prova vazou e o exame precisou ser cancelado dois dias antes da realização.

Em janeiro, em entrevista ao UOL Educação, Malvina havia dito que uma ampliação do Enem “poderia incluir” os dois exames. Ela afirmou que, nos últimos dois anos, a prova foi utilizada como “projeto piloto”. "O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação", disse.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Divulgada a lista de leituras obrigatórias ufrgs 2012

Foi dada a largada! A UFRGS divulgou hoje as quatro mudanças previstas na lista de leituras obrigatórias.

Os livros retirados do programa foram:

- Contos de Machado de Assis;
- O Primo Basílio;
- Estrela da Vida Inteira;
- Porteira Fechada.

A surpresa fica por conta da exclusão dos contos machadianos (normalmente eram colocados outros contos do mesmo autor). Destaque também para Scliar e Saramago que, definitivamente imortais, foram incorporados à lista, ampliando o espaço da literatura contemporânea na prova.

Veja a lista completa dos livros para o vestibular UFRGS 2012:

sábado, 27 de novembro de 2010

Literatura UCPEL: Relação Candidato Vaga

Informamos aqui, em primeira mão, com exclusividade, a relação candidato/vaga UCPEL 2011 para Medicina:

Candidatos: 1728 (número aproximado, considerando-se também a 2ª opção)
Vagas: 90

C/V= 19,2

(o número oficial será poucos décimos inferior a esse nosso cálculo aproximado)

Boa Prova a todos!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Guia de Leituras Obrigatórias UCPEL 2011

1. Álvares de Azevedo
Escola: Romantismo; 2ª Geração (Ultrarromântica, do Mal-doSéculo ou Byroniana)
Obras: - Lira dos vinte anos (Poesia)
- Macário (Teatro)
- Noite na taverna (Contos)

Características e Temas:
- Amor totalmente idealizado (sublimado)
- Adoração de virgens pálidas e inatingíveis
- Morte como fim do sofrimento (poucas coisas prendem-no à vida)

Atenção: - Em Lira dos vinte anos, observar a dualidade “Ariel” (Poesia ingênua e sentimentalismo exagerado) x “Caliban” (Ironia, humor, ‘satanismo’, mulheres vulgares).

2. Castro Alves
Escola: Romantismo; 3ª Geração (Condoreira, Hugoana ou da Poesia Social)

Obras: - Espumas Flutuantes (Predomínio da Poesia Amorosa)
- Os Escravos (Poesia Abolicionista)
- Gonzaga ou A Revolução de Minas (Teatro)

Características e Temas:
- Linguagem Grandiloquente (Hipérboles, Exclamações, Interrogações, Reticências)
- Plasticidade Dinâmica (Imagens em movimento)
- Sensualidade (Amor concretizado fisicamente, diferente dos poetas anteriores)

Atenção: Observar o poema “Navio Negreiro”, em que há o contraste entre a natureza idealizada (ROM) e a denúncia da realidade brutal (Antecipação do Realismo).

3. Lobo da Costa
Escola: Romantismo (Partenon Literário – RS)

Influências:
- Gonçalves Dias (Nacionalismo)
- Álvares de Azevedo e Casimiro de Abreu (Ultrarromantismo)
- Castro Alves (Poesia Social)

Atenção: Embora tenha alguns poemas nacionalistas no início da carreira, e tenha também tratado de temas sociais, o poeta se identifica mais com a poesia do Mal-do-Século (2ªGeração).

Principais Obras:
O escritor pelotense atuou em todos os gêneros: foi poeta, cronista, contista, romancista, dramaturgo e jornalista. Sua linguagem oscila entre o popular e o erudito; o simples e o sofisticado.
- Rosas Pálidas, Mariposas, Lucubrações (Poesia)
- Heloísa (Novela)
- Espinhos d’alma (Romance)
- O Filho das Ondas (Teatro)

De temática variada, predominam as poesias ultrarromânticas, muitas delas em homenagem à eterna musa Elvira. Desse amor frustrado e da vida boêmia, agravaram-se os problemas com o álcool, o que leva escritor a morrer na pobreza. Sua biografia inspira o decadentismo expresso em seus versos.

Atenção: O poema narrativo Aquele Ranchinho e o ultrarromântico Adeus! mostram a habilidade do poeta em conciliar a linguagem simples, a métrica popular, com a tradição literária mais elaborada do decassílabo e do vocabulário elevado.

4. Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Publicado em 1881, inaugura o Realismo no Brasil, mas apresenta muitos traços que fogem do Realismo tradicional.

O Autor:
Fases:
- 1ª Fase> Imatura (Tendências Românticas): Contos Fluminenses; Histórias da meia-noite; Ressurreição; A mão e a luva; Helena; Iaiá Garcia
- 2ª Fase> Madura (Realista): Memórias Póstumas de Brás Cubas; Quincas Borba; D. Casmurro; Esaú e Jacó; Memorial de Aires.
Atenção: Machado também produziu poesias predominantemente Parnasianas (Crisálidas, Falenas, Americanas, e Ocidentais.
Características e temas:
- Crítica Social
- Pessimismo (Niilismo)
- Humor irônico
- Digressões, Conversa com o leitor, Metalinguagem
- Essência x Aparência
- Abiguidade feminina
- Crítica ao Romantismo
- Temática do Adultério

O Livro:
Gênero: Romance realista com traços de cômico-fantástico
‘Escola’: Realismo Machadiano
Narrador: (1ª Pessoa; N. Protagonista)
Brás Cubas é o narrador-memorando e, portanto, autor (fictício) do livro.
Apresenta-se como defunto-autor (não como autor defunto), dedicando o livro, ironicamente, ao verme que lhe roeu as carnes.
Personagens:
Marcela: Primeiro amor de Brás, era uma cortesã mesquinha e avarenta.
Eugênia: A “Flor da Moita”, nasceu dos encontros furtivos de D. Eusébia com um homem rico. Além de pobre, era ‘coxa’, motivos pelos quais Brás desiste de com ela relacionar-se.
Virgília: Principal figura feminina do livro. Filha de um político influente, chegou a noivar com Brás, mas casa-se com Lobo Neves. Mantém relacionamento adúltero com o protagonista.
Eulália (Nhá Loló): A “Flor do Pântano”, filha do vulgar Damasceno, chega a noivar com Brás, já na maturidade do protagonista. A jovem morre de febre-amarela antes do casamento.
Prudêncio: Escravo dos Cubas, era o brinquedo favorito da infância de Brás. Quando liberto compra escravos e castiga-os em praça pública.
Quincas Borba: Amigo de infância de Brás, empobrece e ao reencontrar o protagonista rouba-lhe o relógio. Devolve-o após descobrir-se rico herdeiro e inventor de uma filosofia (humanitismo).

Atenção:
- Observar que o livro aborda, ainda que não de forma prioritária, a temática da escravidão.
- O desfecho é profundamente cético: “...não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.

5. Olavo Bilac
Escola: Parnasianismo
Obras:
Foi contista, cronista, teórico, e dicionarista, mas sua grande realização é a poesia.
- Panóplias (Temática Clássica)
- Sarças de Fogo (Erotismo e algum lirismo filosófico)
- Via Láctea (Predomínio da lírica amorosa)

Características e temas:
- Culto à forma (a arte pela arte)
- Métrica regular; rimas ricas e preciosas
- “Poesia de dicionário”
- Razão acima da emoção
- Objetividade; impessoalidade; apagamento do eu-lírico
- Descritivismo; plasticidade

Atenção: Alguns poemas, especialmente em Via Láctea, acabam sendo sentimentalistas, apresentando no conteúdo um romantismo tardio, ainda que formalmente rígidos, ao estilo parnasiano.
Curiosidade: Nacionalista convicto, foi patrono do serviço militar obrigatório e autor da letra do Hino à Bandeira.

6. Cruz e Sousa
Escola: Simbolismo
Obras:
- Broquéis (O sofrimento de ser negro)
- Faróis (A dor da condição humana)
- Últimos sonetos (Transcendência: a glória de ser espírito; Maior acabamento formal)
Inspirado em Baudelaire, escreveu poemas em prosa (Missal e Evocação)

Características e temas:
- Poesia Metafísica; Espiritualidade (corpo x alma)
- Sugestão de atmosferas vagas (sinestesia)
- Subjetividade e Ilogismo (inconsciente, loucura, sonho, delírio)
- Musicalidade (rimas, assonâncias e aliterações)
- Iniciais Maiúsculas como forma de enfatizar ideias.
- Caráter metafórico (associações indiretas de ideias)

Atenção: A poesia simbolista, a exemplo do Parnasianismo, também se valia do lema “a arte pela arte”, valorizando o aspecto formal. Mas o conteúdo dessas escolas é totalmente oposto: Simbolismo (Subjetivo, Irracional) x Parnasianismo (Objetivo, Racional).

7. Contos Gauchescos (Simões Lopes Neto)
O autor:
Embora tenha nascido em uma estância, viveu a maior parte de sua vida na paisagem urbana de Pelotas. A cidade considerava-o um excêntrico. Simões empreendeu e fracassou com projetos como fábrica de vidros, olarias e indústria tabagista. Este último projeto foi o mais polêmico: O cigarro da marca Diabo. Empobrecido ao fim da vida, sobreviveu da atividade jornalística.

Período: Pré-Modernismo

Características e temas:
- Regionalismo Universal: registro de usos, costumes, cultura e paisagens gaúchos, mas com dimensão filosófica aplicável a qualquer tempo e espaço.
- Regionalismo de perspectiva ao mesmo tempo nostálgica e crítica
- Passado (heroísmo farroupilha e vida ligada à simplicidade do campo) x Presente (mediocridade e ruptura com os valores e tradições) – ver conto O Boi Velho
- Oralidade estilizada (língua falada incorporada à literatura)
- Exagero que leva à comicidade
Obras:
- Cancioneiro Guasca (1910);
- Contos Gauchescos (1912);
- Lendas do Sul (1913);
- Casos do Romualdo (1914);

O livro:
- O livro se inicia com uma nota do autor apresentando Blau Nunes, narrador de todos os contos.
- Apenas no conto ‘Trezentas onças’ temos narrador-protagonista. Predomina no livro a posição de narrador-testemunha.
- Destacam-se os contos de ‘paixão e sangue’, em que a violência se justifica em nome da defesa da honra (Negro Bonifácio, No Manantial, Jogo do Osso e Duelo de Farrapos).
- Alguns contos tem pano de fundo histórico: O Anjo da Vitória e O Chasque do Imperador (Guerra do Paraguai) e Os cabelos da China e Duelo de Farrapos (Rev.Farroupilha)
- O cômico tem lugar em contos anedóticos como Deve um queijo e O Mate do João Cardoso.
- No conto Melancia e Coco Verde, o gaúcho Costinha (Coco Verde) consegue impedir o casamento de sua amada Siá Talapa (Melancia) com o primo reinol (português). É o triunfo dos valores do gaúcho sobre a mediocridade do estrangeiro.
- A honra do gaúcho está acima da própria vida, como ilustram os contos Trezentas onças e Contrabandista.





8. Manuel Bandeira
Escola: Modernismo (Geração de 1922 / Geração de 1930)
Principais Obras:
Também foi cronista, mas sua maior realização está na poesia.
- Cinza das Horas e Carnaval (Fase de tendências simbolistas)
- Ritmo Dissoluto (Aproximação com o Modernismo)
- Libertinagem e Estrela da Manhã (Adesão definitiva ao Modernismo)
Atenção: O Poema Os Sapos foi publicado na primeira fase, mas já mostra forte crítica à tradição parnasiana. Posteriormente o poema seria lido na Semana de Arte Moderna de 1922, por Ronald de Carvalho.
Características e Temas:
- Leveza, humor, ironia, simplicidade
- Melancolia, nostalgia, desejo insatisfeito
- Autobiografia, evocação da infância
- Confessionalismo, tuberculose, aceitação da morte
- Busca pela liberdade expressiva, crítica às tradições parnasianas
- Temática do cotidiano
- Sensualidade

Atenção: A musicalidade da primeira fase contrasta com o predomínio dos versos brancos e livres na obra modernista.

9. Carlos Drummond de Andrade
Escola: Modernismo (Geração de 1930)
Fases e Obras:
- EU > mundo (Fase gauche): marcada pelo confessionalismo, pelo sentimento melancólico de estar deslocado no mundo e por algum humor irônico e irreverente característico da Geração de 22. Obras: Alguma Poesia e Brejo das Almas.
- eu < MUNDO: fase da poesia social, marcada pelo contexto histórico da 2ª Guerra Mundial e da Era Vargas. Obras: Sentimento do Mundo, José, e A Rosa do Povo.
- EU=MUNDO: Desiludido com o ‘socialismo real’, o poeta resgata a reflexão existencial e temas universais como o amor. Obras: Claro Enigma, Farewell, entre outras.
Atenção: O poeta utilizou muitas imagens do cotidiano em sua poesia e a maior parte de seus versos se aproxima da prosa, sem regularidade formal.

10. Mário Quintana
Escola: Modernismo (Geração de 1930)
Nascido em Alegrete, o poeta radicou-se em Porto Alegre, onde teve uma vida simples até o fim dos seus dias. A poesia da simplicidade, marca registrada do autor, convive com uma lírica melancólica e angustiada.
As duas facetas e as principais obras:
Não são fases, pois não há cronologia. Os estilos se alternam entre as obras.
- Leveza, humor, olhar infantil e simples para a vida: O Sapato Florido e O Caderno H
- Melancolia, passagem do tempo, morte: A Rua dos Cataventos (Sonetos) e Apontamentos de História Sobrenatural.
Atenção:
- Manuel Bandeira apelidou de ‘Quintanares’ os poemas simples, em prosa (epigramas), que constituem aforismos (sentenças de sabedoria).
- Há traços de neosimbolismo em alguns de seus poemas, assim como imagens surreais. Um exemplo dessa poesia de atmosfera insólita é O Mapa, um retrato subjetivo e fantástico da cidade de Porto Alegre.

11. Primeiras Estórias (Contos de Guimarães Rosa)
Escola: Pós-Modernismo (Geração de 45)
Obras: Sagarana, Grande Sertão Veredas, Corpo de Baile
Características e temas:
- Regionalismo Universal (‘O sertão é o mundo’)
- Sertão mineiro – Campos Gerais
- Linguagem inventiva (neologismos)
- Travessia: os personagens passam por uma ‘revelação’ (epifania), que leva a uma profunda reflexão.
- Caráter simbólico, metafórico das narrativas.
Principais contos por tema:
- Infância: As Margens da Alegria; Os Cimos
- Loucura: Sorôco, sua mãe, sua filha; Darandina
- Violência e Anticlímax: Famigerado; Os Irmãos Dagobé
- Amor: Luas de Mel; Substância

12. Morte e Vida Severina (Poema de João Cabral de Melo Neto):
O Autor
Escola: Pós-Modernismo (Geração de 45)
Obras: Pedra do Sono; O Engenheiro; Psicologia da Composição; O Cão sem Plumas; Morte e Vida Severina.
Características e Temas:
- Na primeira obra se observam tendências surrealistas.
- Poesia cerebral, racional, avessa ao confessionalismo
- Rigor estético (ritmo, métrica e rimas toantes)

O Poema
Morte e Vida Severina – Auto de Natal Pernambucano
- Poesia Dramática (Poema para ser encenado)
- Predomínio do verso heptassílabo (redondilha maior) e da rima toante.
- O ‘Auto’ é uma peça teatral de caráter religioso e moralizante, como o teatro medieval de Gil Vicente.
- O Espaço é exclusivamente Pernambuco.
- O protagonista, Severino, representa uma categoria: os nordestinos miseráveis que se vêem obrigados a retirar em busca de melhores condições de vida.
- Percurso de Severino:
Sertão Caatinga Zona da Mata Litoral (Recife)
O personagem encontra a morte por onde passa (seca, velório, funeral de um lavrador, conversa de coveiros). Já no Recife, pensa em suicídio, mas encontra José (Mestre Carpina), que acaba de ter um filho. A morte dá lugar à vida, na celebração do nascimento do filho de Carpina, como num presépio vivo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Literatura UCPEL 2011

Segue a lista de leituras obrigatórias UCPEL 2011:

1.Romance

- Memórias Póstumas de Brás Cubas- Machado de Assis

2.Contos

- Contos Gauchescos – João Simões Lopes Neto

- Primeiras Estórias – Guimarães Rosa

3.Poesias

- Álvares de Azevedo

- Castro Alves

- Francisco Lobo da Costa

- Olavo Bilac

- Cruz e Sousa

- Manuel Bandeira

- Carlos Drummond de Andrade

- Mário Quintana

4.Poema

- Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto