segunda-feira, 16 de março de 2015

CONFIRA A DATA DO VESTIBULAR DE INVERNO UPF 2015

Vestibular de Inverno UPF 2015 será realizado em 13 de junho

CONFIRA A NOTA OFICIAL DO SITE DA UPF:


A Universidade de Passo Fundo (UPF) informa que realizará as provas do Vestibular de Inverno no dia 13 de junho, em um sábado à tarde, como já ocorre tradicionalmente na Instituição.

Informações sobre vagas e cursos oferecidos serão divulgadas no lançamento oficial do processo seletivo, que ocorre no final do mês de abril.

A confirmação da data auxilia a organização dos vestibulandos, que já podem ir se preparando para a prova. No site oficial do vestibular,www.upf.br/vestibular, os candidatos podem acessar as provas dos últimos processos seletivos realizados na UPF.

disponível em: http://www.upf.br/site/index.php?option=com_wrapper&Itemid=326#.VQdcUNLF9YQ

sábado, 14 de março de 2015

Notícias: ACAFE vai à Justiça pela manutenção das regras do FIES

Sistema Acafe vai pedir manutenção das regras do Fies na Justiça e diz que mudanças afetam mais de 17,9 mil alunos

Associação que reúne 16 instituições de ensino superior de SC quer esclarecimentos do Ministério da Educação

Matéria de Leandro Junges, publicada em: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/vestibular/noticia/2015/03/sistema-acafe-vai-pedir-manutencao-das-regras-do-fies-na-justica-e-diz-que-mudancas-afetam-mais-de-17-9-mil-alunos-4715342.html
A Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), que reúne 16 instituições de ensino superior particulares de Santa Catarina, decidiu entrar na Justiça para manter as regras e exigir esclarecimentos do Ministério da Educação quanto às mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). A alteração do sistema de financiamento, anunciado pelo governo federal no fim do ano passado está prejudicando o aditamento de pelo menos 17,9 mil universitários que já tinham o contrato em Santa Catarina. Outros dez mil (número estimado em todo o Estado - só na região deJoinville há mais de 1,5 mil) tentam o financiamento pela primeira vez. 

>> Leia as últimas notícias
Na prática, um aluno que passou no vestibular no começo do ano e se matriculou em fevereiro, tem até o dia 30 de abril para fazer a inscrição no site do FIES. O problema é que, como o sistema está lento, fora do ar ou com erros até agora inexplicados, há grande chance de esses alunos não conseguirem sequer ter sua situação econômica avaliada e, portanto, ter de pagar a mensalidade integral durante todo o semestre ou o ano. 

>> Dificuldades para cadastro no Fies deixam estudantes catarinenses apreensivos
As instituições consideram que há uma série de barreiras que estão não apenas limitando, mas impedindo o acesso dos estudantes ao sistema. Um dos principais é que não é possível renovar os contratos para estudantes de instituições de ensino superior que reajustaram suas mensalidades acima de 6,41%. Mesmo aquelas instituições onde o reajuste não chegou a esse índice, os alunos que têm mais créditos a cumprir (cadeiras) não conseguem renovar o contrato se o valor passar dos 6,41%. 

— Fomos até Brasília e nos reunimos com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mas não obtivemos respostas claras. Por isso, decidimos judicializar a questão — disse o secretário executivo e ex-reitor da Univille, Paulo Ivo Koehntopp. 

Além da Acafe, outras associações de universidades particulares (comunitárias, evangélicas e católicas) também estão se unindo para buscar na Justiça que o MEC reveja os critérios ou esclareça pontos que estão impedindo o acesso dos alunos. 
O departamento de comunicação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) deve se manifestar hoje à tarde sobre a situação das universidades catarinenses.

O conflito ficou evidente e começou a ficar sem uma solução possível na mesa de negociações quando o ministro da Educação, Cid Gomes, disse, no começo de fevereiro que só seriam aceitos aumentos de até 6,41%. Como as universidades não foram informadas, o problema começou a aparecer no sistema, quando os alunos tentavam o acesso ao financiamento. 

Para as instituições, o bloqueio seria resultado da dificuldade do órgão em levantar orçamento para para pagar o Fies neste ano. Estão disponíveis R$ 12,4 bilhões, valor inferior aos pedidos totais de aditamentos - conforme instituições de ensino, apenas os pedidos de renovação somam R$ 15 bilhões. 


sexta-feira, 13 de março de 2015

VESTIBULAR ACAFE INVERNO 2015 - DATAS


Cronograma Vestibular ACAFE 2015
 
Acesse o cronograma para os Vestibulares de INVERNO 2015 e VERÃO 2016. Vestibular ACAFE.
 
Fonte:
Coordenação de Exames e Concursos ACAFE

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Além do ponto

Abaixo, a íntegra do conto que dá título ao livro "Além do ponto e outros contos", das leituras obrigatórias UFSC 2016


Além do ponto

Para Lívio Amaral


 Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só levava uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia pelo meio da chuva, uma garrafa de conhaque na mão e um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse o táxi não poderia comprar cigarros nem conhaque, e eu pensei com força então que seria melhor chegar molhado da chuva, porque aí beberíamos o conhaque, fazia frio, nem tanto frio, mais umidade entrando pelo pano das roupas, pela sola fina esburacada dos sapatos, e fumaríamos beberíamos sem medidas, haveria música, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos. Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio, o nariz começava a escorrer, eu limpava com as costas das mãos e o líquido do nariz endurecia logo sobre os pêlos, eu enfiava as mãos avermelhadas no fundo dos bolsos e ia indo, eu ia indo e pulando as poças d'água com as pernas geladas. Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda; e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era. Começou a acontecer uma coisa confusa na minha cabeça, essa história de não querer que ele soubesse que eu era eu, encharcado naquela chuva toda que caía, caía, caía e tive vontade de voltar para algum lugar seco e quente, se houvesse, e não lembrava de nenhum, ou parar para sempre ali mesmo naquela esquina cinzenta que eu tentava atravessar sem conseguir, os carros me jogando água e lama ao passar, mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, que me abriria a porta, o sax gemido ao fundo e quem sabe uma lareira, pinhões, vinho quente com cravo e canela, essas coisas do inverno, e mais ainda, eu precisava deter a vontade de voltar atrás ou ficar parado, pois tem um ponto, eu descobria, em que você perde o comando das próprias pernas, não é bem assim, descoberta tortuosa que o frio e a chuva não me deixavam mastigar direito, eu apenas começava a saber que tem um ponto, e eu dividido querendo ver o depois do ponto e também aquele agradável dele me esperando quente e pronto. Um carro passou mais perto e me molhou inteiro, sairia um rio das minhas roupas se conseguisse torcê-las, então decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhado, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parado, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhado não via nosso segredo, via apenas um sujeito molhado sem capa nem guarda-chuva, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito. Era a mim que ele chamava, pelo meio da cidade, puxando o fio desde a minha cabeça até a dele, por dentro da chuva, era para mim que ele abriria sua porta, chegando muito perto agora, tão perto que uma quentura me subia para o rosto, como se tivesse bebido o conhaque todo, trocaria minha roupa molhada por outra mais seca e tomaria lentamente minhas mãos entre as suas, acariciando-as devagar para aquecê-las, espantando o roxo da pele fria, começava a escurecer, era cedo ainda, mas ia escurecendo cedo, mais cedo que de costume, e nem era inverno, ele arrumaria uma cama larga com muitos cobertores, e foi então que escorreguei e caí e tudo tão de repente, para proteger a garrafa apertei-a mais contra o peito e ela bateu numa pedra, e além da água da chuva e da lama dos carros a minha roupa agora também estava encharcada de conhaque, como um bêbado, fedendo, não beberíamos então, tentei sorrir, com cuidado, o lábio inferior quase imóvel, escondendo o caco do dente, e pensei na lama que ele limparia terno, porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta. Chovia sempre e eu custei para conseguir me levantar daquela poça de lama, chegava num ponto, eu voltava ao ponto, em que era necessário um esforço muito grande, era preciso um esforço tão terrível que precisei sorrir mais sozinho e inventar mais um pouco, aquecendo meu segredo, e dei alguns passos, mas como se faz? me perguntei, como se faz isso de colocar um pé após o outro, equilibrando a cabeça sobre os ombros, mantendo ereta a coluna vertebral, desaprendia, não era quase nada, eu mantido apenas por aquele fio invisível ligado à minha cabeça, agora tão próximo que se quisesse eu poderia imaginar alguma coisa como um zumbido eletrônico saindo da cabeça dele até chegar na minha, mas como se faz? eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteiro, os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa, como quem brinca com um quebra-cabeça para formar que castelo, que bosque, que verme ou deus, eu não sabia, mas ia indo pela chuva porque esse era meu único sentido, meu único destino: bater naquela porta escura onde eu batia agora. E bati, e bati outra vez, e tornei a bater, e continuei batendo sem me importar que as pessoas na rua parassem para olhar, eu quis chamá-lo, mas tinha esquecido seu nome, se é que alguma vez o soube, se é que ele o teve um dia, talvez eu tivesse febre, tudo ficara muito confuso, ideias misturadas, tremores, água de chuva e lama e conhaque no meu corpo sujo gasto exausto batendo feito louco naquela porta que não abria, era tudo um engano, eu continuava batendo e continuava chovendo sem parar, mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parado naquela porta fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo batendo nesta porta que não abre nunca.

 In: ABREU, Caio Fernando. Morangos mofados. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 34-37.

LIVROS UFSC 2016

SAIU A LISTA DE LIVROS DA UFSC PARA O VESTIBULAR 2016!
Estão mantidos dois livros do ano passado:
- Várias Histórias (Machado de Assis)
- O Fantástico na Ilha de Santa Catarina (Franklin Cascaes)
Além disso, temos:
- O Cortiço (Aluísio Azevedo)
- Poesia Marginal (Vários Autores)
- A Hora da Estrela (Clarice Lispector)
- O Santo e a Porca (Ariano Suassuna)
- A Majestade do Xingu (Moacyr Scliar)
- Além do Ponto e outros contos (Caio Fernando Abreu)
Apenas os três últimos citados podem ser considerados como "novidade", propriamente. 'O Cortiço' é um clássico da literatura, faz parte da rotina do ensino médio. 'Poesia Marginal' e 'A Hora da Estrela' já foram obrigatórios nos vestibulares 2013 e 2014, respectivamente.
Em breve vamos disponibilizar resumos, análises e dicas sobre os livros. Aguardem!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

CONSEGUE ENTRAR PARA MEDICINA? TODAS AS NOTAS DE CORTE PARA NO MEDICINA SISU 2014

O SISU é muito dinâmico e as notas de corte mudam radicalmente de um dia para o outro. Para ter mais segurança na escolha é melhor conferir as notas de corte do ano anterior ao final do processo.

Baixe a tabela completa: Notas de corte Medicina do SISU 2014

LIVROS FUVEST 2016

As leituras obrigatórias FUVEST 2016 seguem inalteradas.

  1. Viagens na minha terra - Almeida Garrett;
  2. Til - José de Alencar;
  3. Memórias de um sargento de milícias - Manuel Antônio de Almeida;
  4. Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis;
  5. O cortiço - Aluísio Azevedo;
  6. A cidade e as serras - Eça de Queirós;
  7. Vidas secas - Graciliano Ramos;
  8. Capitães da areia - Jorge Amado;
  9. Sentimento do mundo - Carlos Drummond de Andrade.
O blog do Prof. Edir fará resumos, análises e videoaulas sobre os livros da FUVEST. Siga acompanhando!

UNICAMP terá lista de livros independente da FUVEST para o vestibular 2016.

A relação de livros UNICAMP 2016 é mais extensa que a da FUVEST. Preserva 6 obras do programa anterior e coloca 6 outros títulos, incluindo Camões, Clarice Lispector, Guimarãe Rosa, Osman Lins, Monteiro Lobato e até mesmo um autor africano: Mia Couto.  
Poesia:
Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do Mundo.
Luís de Camões, Sonetos. (Confira quais são os sonetos aqui.)
Contos:
Clarice Lispector, "Amor", do livro Laços de Família.
Guimarães Rosa, "A hora e a vez de Augusto Matraga", do livro Sagarana.
Monteiro Lobato, "Negrinha", do livro Negrinha.
Teatro:
Osman Lins, Lisbela e o prisioneiro.
Romance:
Almeida Garret, Viagens na Minha Terra.
Aluísio Azevedo, O cortiço.
Jorge Amado, Capitães da Areia.
José de Alencar, Til.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Mia Couto, Terra Sonâmbula.
O Blog do prof. Edir fará resumos e análises dessas obras em breve. Boas Leituras!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

NOTAS DE CORTE SISU 2014

O SISU é um sistema dinâmico. Cabe ao candidato acompanhar a evolução das notas da concorrência para não correr o risco de perder a vaga pretendida.

O melhor parâmetro para saber se você tem chances de ingressar em determinada instituição é a NOTA DE CORTE do ano anterior.

Baixe aqui a lista completa de TODAS AS NOTAS de TODOS OS CURSOS!

Sucesso!