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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Veja quem são os vencedores do Prêmio Jabuti 2009


A Câmara Brasileira do Livro divulgou hoje a lista com os três primeiros colocados de cada uma das 21 categorias do 51º Prêmio Jabuti. Os vencedores das categorias Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não-Ficção serão revelados durante a cerimônia de premiação, no dia 4 de novembro, na Sala São Paulo.

Tradução

1º lugar -"A Morte de Empédocles / Friedrich Hölderlin", Marise Moassaba Curioni (Iluminuras).
2º lugar -"Satíricon", Cláudio Aquati (Cosac Naify).
3º lugar -"Os Irmãos Karamázov - 2 Volumes", Paulo Bezerra (Editora 34).

Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes

1º lugar - "Coleção Princesa Isabel - Fotografia do Século XIX", Bia e Pedro Corrêa Lago (Capivara Editora)
2º lugar - "Árvores Notáveis - 200 Anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro" (livro e guia de bolsa), Andréa Jakobsson Estúdio Editorial (Andréa Jakobsson Estúdio Editorial)
3º lugar - "Tarsila do Amaral", Lygia Eluf (Imprensa Oficial do Estado)

Teoria/Crítica Literária

1º lugar -"Monteiro Lobato: Livro a Livro", Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini (Editora Unesp / Imprensa Oficial)
2º lugar -"Pensamento e 'Lirismo Puro' na Poesia de Cecília Meireles", Leila V. B. Gouvêa (Editora Universidade de São Paulo)
3º lugar -"Literatura da Urgência Lima Barreto no Domínio da Loucura", Luciana Hidalgo (Annablume Editora)

Projeto Gráfico

1º lugar -"Fazendas Mineiras", Marcelo Drummond & Marconi Drummond (Cemig)
2º lugar -"A História do Brazil de Frei Vicente de Salvador", Maria Lêda Oliveira (Versal Editores)
3º lugar -"Isay Weinfeld", Roberto Cipolla (Bei Editora)

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil

1º lugar -"O Matador", Odilon Moraes (Editora Leitura) - BH
2º lugar -"De Passagem", Marcelo Cipis (Schwarcz)
3º lugar - "Alfabeto de Histórias", Gilles Eduar (Editora Ática)

Ciências Exatas, Tecnologia e Informática

1º lugar - "Introdução à Quimica da Atmosfera - Ciência, Vida e Sobrevivência", Ervim Lenzi e Luzia Otilia Bortotti Favero (LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora)
2º lugar - "Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial", Armando Albertazzi G. Jr. e André R. de Souza (Editora Manole)
3º lugar - "Mapa do Jogo", Lucia Santaella e Mirna Feitoza (Cengage Learning Edições)

Educação, Psicologia e Psicanálise

1º lugar -"A Voz e o Tempo", Roberto Gambini (Ateliê Editorial)
2º lugar -"Religiosidade e Psicoterapia", Claudia Bruscagin, Adriana Sávio, Fátima Fontes e Denise Mendes Gomes (Editora Roca)
3º lugar - "Educação à distância: o Estado da Arte", Fredric Michael Litto (Pearson Education do Brasil)

Reportagem

1º lugar -"O Livro Amarelo do Terminal", Vanessa Bárbara (Cosac Naify)
2º lugar -"O Sequestro dos Uruguaios - uma Reportagem dos Tempos da Ditadura", Luiz Cláudio Cunha (L&P Editores)
3º lugar -"1968 - o que Fizemos de Nós", Zuenir Ventura (Editora Planeta do Brasil)

Didático e Paradidático

1º lugar - "História e Cultura Africana e Afro-Brasileira", Nei Lopes (Barsa Planeta Internacional)
2º lugar - "Meu primeiro álbum de piano solo", Dulce Auriemo (D.A. Produções Artísticas)
2º lugar - "Coleção cidade educadora - Diário de bordo do aluno 1 - Volume Amarelo", Áureo Gomes Monteiro Júnior, Célia Cris Silva e Júlia Scandiuci Figueiredo (Aymará Edições e Tecnologia)
3º lugar - "Literatura Infantil Brasileira: um Guia para Professores e Promotores de Leitura", Vera Maria Tietzmann Silva (Cânone Editorial)

Economia, Administração e Negócios

1º lugar - "Valores Humanos & Gestão. Novas Perspectivas", Maria Luisa Mendes Teixeira (organizadora) (Editora Senac São Paulo)
2º lugar -"Estratégia e Competitividade Empresarial - Inovação e Criação de Valor", Luiz Carlos Di Serio e Marcos Augusto de Vasconcelos (Saraiva)
3º lugar - "Meio Ambiente e Crescimento Econômico: Tensões Estruturais", Gilberto Dupas (Editora Unesp)

Direito

1º lugar - "Introdução ao Pensamento Jurídico e à Teoria Geral do Direito Privado", Rosa Maria de Andrade Nery (Editora Revista dos Tribunais)
2º lugar -"Execução", José Miguel Garcia Medina (Editora Revista dos Tribunais)
3º lugar -"Código de Processo Civil - Comentado Artigo por Artigo", Daniel Mitidiero e Luiz Guilherme Marinoni (Editora Revista dos Tribunais)
3ºlugar - "Atual Panorama da Constituição Federal", Carlos Marcelo Gouveia (Saraiva)

Biografia

1º lugar - "O Sol do Brasil", Lilia Moritz Schwarcz (Schwarcz)
2º lugar -"José Olympio, o Editor e sua Casa", José Mario Pereira (GMT Editores)
3º lugar -"O Santo Sujo: a Vida de Jayme Ovalle", Humberto Werneck (Cosac Naify)

Capa

1º lugar - "Moby Dick", Luciana Facchini (Cosac Naify)
2º lugar -"Jovem Stálin", João Baptista da Costa Aguiar (Schwarcz)
3º lugar -"Introdução à filosofia", Rex Design (Editora WMF Martins Fontes)

Poesia

1º lugar -"Dois em um", Alice Ruiz S. (Editora Iluminuras)
2º lugar -"Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa", Instituto Moreira Salles (Instituto Moreira Salles)
3º lugar -"Cinemateca", Eucanaã Ferraz (Schwarcz)
3ºlugar - "Outros barulhos", Reynaldo Bessa (edição do autor)

Ciências Humanas

1º lugar - "História do Brasil - Uma Interpretação", Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota (Editora Senac São Paulo)
2º lugar - "Veneno Remédio", José Miguel Wisnik (Schwarcz)
3º lugar - "A Aparição do Demônio na Fábrica", José de Souza Martins (Editora 34)

Ciências Naturais e Ciências da Saúde

1º lugar - "Fundamentos de Dermatologia", Marcia Ramos-e-Silva e Maria Cristina Ribeiro de Castro (Editora Atheneu)
2º lugar -"Oftalmogeriatria", Marcela Cypel e Rubens Belfort Jr. (Editora Roca)
3º lugar - "Guia de Propágulos & Plântulas da Amazônia", José Luís Campana Camargo et al (Inpa)

Contos e Crônicas

1º lugar -"Canalha! - crônicas", Fabricio Carpinejar (Editora Bertrand Brasil)
2º lugar -"Ostra feliz não faz pérola", Rubem Alves (Editora Planeta do Brasil)
3º lugar -"Os comes e bebes nos velórios das gerais e outras histórias", Déa Rodrigues da Cunha Rocha (Auana Editora)

Infantil

1º lugar - "A Invenção do Mundo Pelo Deus-Curumim", Braulio Tavares (Editora 34)
2º lugar -"No Risco do Caracol", Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes (Autêntica Editora)
3º lugar - "Era Outra Vez um Gato Xadrez", Leticia Wierzchowski (Editora Record)

Juvenil

1º lugar -"O fazedor de velhos", Rodrigo Lacerda (Cosac Naify)
2º lugar -"Cidade dos deitados", Heloisa Prieto (Cosac Naify)
3º lugar -"A distância das coisas", Flávio Carneiro (Edições SM)

Romance

1º lugar -"Manual da Paixão Solitária", Moacyr Scliar (Schwarcz)
2º lugar -"Órfãos do Eldorado", Milton Hatoum (Schwarcz)
3º lugar -"Cordilheira", Daniel Galera (Schwarcz)

Tradução de obra literária Francês-Português

1º lugar -"O Conde de Monte Cristo", André Telles e Rodrigo Lacerda (Jorge Zahar Editor)
2º lugar - "Topografia Ideal para uma Agressão Caracterizada", Flávia Nascimento (Editora Estação Liberdade)
3º lugar - "A Elegância do Ouriço", Rosa Freire D'aguiar (Schwarcz)

Romance de Moacyr Scliar vence Prêmio Jabuti 2009

Foram anunciados hoje, em São Paulo, os vencedores da 51ª edição do Prêmio Jabuti. A organização do prêmio literário divulgou os três ganhadores (primeiro, segundo e terceiro lugares) em cada uma das 21 categorias do concurso.

O escritor Moacyr Scliar, venceu na categoria romance com o livro "Manual da Paixão Solitária".

Os prêmios serão entregues no dia 4 de novembro, em cerimônia que acontece na Sala São Paulo. Na ocasião, serão anunciados os vencedores nas categorias livro do ano ficção e livro do ano não ficção.

O primeiro lugar em cada categoria recebe R$ 3 mil, e os autores dos melhores livros do ano de ficção e não-ficção ganham a quantia de R$ 30 mil cada um.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Autores finalistas do Prêmio Jabuti na categoria Romance comentam as indicações


*da Folha Online

Entre surpresa, felicidade e postagens no Twitter, os dez autores de romances que integram a lista dos finalistas do Prêmio Jabuti 2009 demonstraram diversos tipos de reações ao saber da indicação. De maneira análoga, as dez obras que disputam a láurea mais tradicional das letras brasileiras apresentam uma grande multiplicidade de estilos, formatos e temáticas. Quem ganha com isso, mais do que estes notórios escritores, é a literatura brasileira e os seus leitores.

Segundo a CBL (Câmara Brasileira do Livro), os três vencedores em cada categoria serão anunciados no dia 29 de setembro. Já a cerimônia de premiação, quando serão divulgados os Livros do Ano de ficção e não-ficção, está prevista para acontecer em 4 de novembro, na Sala São Paulo (região central da capital paulista).

A pedido da Livraria da Folha, os dez autores finalistas na categoria Romance responderam a quatro perguntas cada, versando sobre suas reações e as características de suas obras. Confira:

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Lista dos finalistas na categoria Romance

"A Parede no Escuro", de Altair Martins

"Flores Azuis", de Carola Saavedra

"Cordilheira", de Daniel Galera

"Um Livro em Fuga", de Edgard Telles Ribeiro

"O Livro dos Nomes", de Maria Esther Maciel

"Órfãos do Eldorado", de Milton Hatoum

"Manual da Paixão Solitária", de Moacyr Scliar

"Galiléia", de Ronaldo Correia de Brito

"Heranças", de Silviano Santiago

"Satolep", de Vitor Ramil

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Altair Martins


O escritor o gaúcho Altair Martins discute a falência das instituições
Qual foi a sua reação ao saber que "A Parede no Escuro" estava entre os finalistas do Jabuti?
Altair - Bem, o Jabuti é a mais tradicional premiação do Brasil, e isso me deixa honrado. Já fui finalista com meus dois livros anteriores, de contos, e me senti, por isso, premiado. Estar na lista novamente é, para mim, o recomeço a que eu aspirava: estar sendo lido e referendado como um dos livros que fizeram 2008.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Altair - Creio que tematizo a falência da "firma social" a partir da decadência dos referentes --o pai, o estado, a família, a palavra verdadeira, o professor, o homem. Enfim, o romance aborda o esfarelamento dessas paredes que sustentam nossa sociedade. Diagnosticando uma vida cuja tônica é a superficialidade, busco discutir nosso tempo: como num cataclismo de dominós, vivemos numa época na qual nada mais se sustenta. Há ainda a consideração dos leitores de que a imagem que reproduzo do sistema educacional brasileiro, fruto das minhas experiências como professor de vários níveis, é atualizada e legítima.

A obra foi uma das vencedoras do Prêmio São Paulo de Literatura
Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?

Altair - "A Parede no Escuro" tem seu forte na linguagem. Proponho narradores múltiplos sem divisão entre eles. Reconhecemos quem narra tão somente pela linguagem. Para isso, busquei fazer laboratório léxico para cada personagem, guardando particularidades linguísticas em envelopes. Onira, por exemplo, usa um verbo "pegar" como auxiliar para suas ações ("peguei e fui beber água"), além de plurais econômicos e vocabulário próprio, no qual se resgatam termos arcaicos que ainda sobrevivem na linguagem oral.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Altair - O romance nasceu da ideia de discutir a paternidade como instituição falida no Brasil. Como um país sem pai, órfão de referências, imitamos, falsificamos e desfazemos nossa realidade a todo instante. Como resolver um tema assim em narrativa? Pensei justamente no atropelamento de uma figura paterna, da qual emanassem todos os desmoronamentos morais. A estrutura busca, justamente, lançar escuridão nas paredes que, enquanto realidade, nos sustentam.

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Carola Saavedra


A obra de Carola Saavedra oferece diversas possibilidades de leitura, trazendo os personagens que vivem situações limite
Qual foi a sua reação ao saber que "Flores Azuis" estava entre as finalistas do Jabuti?
Carola - Fiquei muito contente. Quem publica, normalmente o faz porque espera algum tipo de reconhecimento, e estar entre os finalistas de um prêmio com o prestígio do Jabuti é um desses claros sinais de que o seu trabalho está sendo bem recebido.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Carola - É muito difícil para o autor fazer esse tipo de análise, já que gostar ou não de um livro é algo muito subjetivo. Acredito que o "Flores Azuis" de alguma forma correspondeu ao que os críticos consideram literatura de qualidade, com algo novo a dizer.

Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?
Carola - Gosto que ela tem várias possibilidades de leitura, desde a mais superficial, uma história de amor, até a mais complexa, um pequeno ensaio sobre as relações entre escrita e leitura.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Carola - A ideia surgiu do que para mim é interessante na literatura, ou seja, a possibilidade de criar um enredo que agrade ao leitor mas que ao mesmo tempo não subestime a sua inteligência. E surgiu também da minha necessidade de criar uma história na qual a protagonista vivesse uma situação limite. No meu livro anterior, o "Toda Terça", os personagens eram bastante covardes na sua forma de se relacionar com o mundo, e eu queria trabalhar com o outro extremo, com personagens corajosos, de uma coragem quase suicida.


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Daniel Galera



O autor Daniel Galera, que postou sobre a indicação no Twitter, espera que sua obra motive diversão e reflexão nos leitores
Qual foi a sua reação ao saber que "Cordilheira" estava entre os finalistas do Jabuti?
Daniel - Mencionar o fato no meu Twitter.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Daniel - Realmente não sei dizer, e como autor não acho que estou em posição de apontar méritos do meu próprio livro. Isso é para a comissão julgadora, críticos e leitores.

Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?
Daniel - Gosto do jogo entre imaginação e realidade e dos detalhes metaficcionais e metaliterários que procurei embutir no romance. Esses trechos foram divertidos de escrever e são resultado de uma reflexão séria sobre o assunto. Espero que possam motivar diversão e reflexão no leitor também.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Daniel - As primeiras ideias que usaria no "Cordilheira" surgiram ainda em 2006, logo depois da publicação do "Mãos de Cavalo". Comecei a bolar uma história protagonizada por uma jovem autora que se envolvia com uma seita de escritores que se interessavam por um personagem de um livro dela. Mais tarde incluí a obsessão da narradora em ter um filho sozinha. Por fim, a viagem a Buenos Aires que fiz pelo projeto "Amores Expressos" (www.amoresexpressos.com.br/) consolidou o conceito do romance.

*
Edgard Telles Ribeiro


O diplomata Edgar Telles Ribeiro se disse surpreso com a indicação
Qual foi a sua reação ao saber que "Um Livro em Fuga" estava entre os finalistas do Jabuti?
Edgard - De surpresa, pois não esperava mesmo. É a terceira vez que entro nessa lista dos dez, sendo que nas duas anteriores tirei um segundo lugar, na categoria Contos, com um livro intitulado "Histórias Mirabolantes de Amores Clandestinos", pela editora Record; e um terceiro lugar, na categoria Romance, para um livro chamado "Olho de Rei", também pela Record (e que logo depois ganhou o Prêmio de Melhor Obra de Ficção 2006 da Academia Brasileira de Letras --vá você entender dessas coisas!). Mas nada esperava para "Um Livro em Fuga" porque, de todos meus nove livros (entre romances e contos), esse foi o que menos críticas recebeu. O silêncio foi quase geral e as vendas têm sido modestas (o que ocorre comigo com certa frequência...). Daí minha surpresa (agradável, diga-se passagem...).

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Edgard - O romance trata de perdas e seguramente os eleitores, ou membros do júri, se terão aberto para um tema com o qual, mal ou bem, cedo ou tarde, todos nós convivemos de um forma ou outra. No caso de meu livro, o personagem, funcionário internacional da ONU há muitos anos, vive em um país asiático imaginário (sou, eu próprio, diplomata de carreira há quarenta anos e vivo, no momento, na Tailândia, de onde te escrevo). Meu personagem, então, para voltar a ele, vive e trabalha nesse país imaginário (uma colagem que fiz a partir da Tailândia, Laos, Camboja, Mianmar, Vietnã, países que fui conhecendo por viver nestas bandas), e é contra esse pano de fundo, tão distinto do nosso, brasileiro (e, nas coisas essenciais, tão parecido ao nosso) que ele, digamos, "lambe suas feridas existenciais". Estas têm a ver, entre outras, com mais um casamento desfeito; com uma mãe idosa indo devagarinho para outras dimensões; com o desencanto frente a um mundo no qual os valores se desfazem em quase todos os planos; com a perda da juventude face à idade que avança; etc. etc..

A obra trata de perdas, mas abre também espaço para a esperança

Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?
Edgard - Ao fim das contas, o espaço que se abre para a esperança. (Essa é, pelo menos, uma de minhas "leituras" do livro.). Porque o tempo todo em que a linha narrativa se desenvolve, o personagem escreve um livro --"um livro em fuga"--, obra que escapa continuamente a seu controle, como se corresse sempre a sua frente... Mas que ele persegue assim mesmo. Em dois momentos da história, o personagem faz uma breve viagem ao Brasil. Nas duas ocasiões, confronta de mais perto cada uma dessas vertentes de suas perdas e desafios (a ex-mulher, que a essa altura já refez sua vida, o que provoca nele um mal-estar inesperado e certa dose de arrependimento; a velha mãe, meio perdida em suas neblinas mentais; um antigo amigo com quem vive um momento marcado pela nostalgia; uma antiga namorada com quem volta e meia recomeçava um caso, e que aqui, fiel a essa tradição, se entrega a ele uma vez mais --para, chegado o momento da despedida, informar que vai se casar em breve (o que representa mais uma porta que se fecha...), etc. etc. O clima predominante é de melancolia, mas a maneira com que a história é contada também abre espaço para o humor, o que confere ao livro sua leveza. Esse equilíbrio acaba gerando (pelo menos foi essa minha intenção) uma brecha para a esperança a que aludi acima.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Edgard - O livro é muito calcado em minha vida (funcionário internacional da ONU é o que mais se aproxima de um diplomata) e no fato de viver em um país distante há mais de três anos, "onde durmo quando meus compatriotas estão acordados e trabalho quando eles dormem" (estou me citando meio de orelhada); lidava, além do mais, na época, com a saúde de minha mãe que, muito fragilizada, vivia momentos de perda de lucidez (desde então ela felizmente se recuperou, mas acompanhei de perto esse processo e chego até a achar que ajudei a retirá-la dessa ''neblina" com... um jogo de dominós, a que se seguiu um baralho, que a fez jogar, muito timidamente, e cheia de hesitações, uma primeira paciência. Daí passamos ao desafio de escrevermos um conto juntos (cada qual contribuindo com uma frase ou duas), etc. etc. Tudo isso aconteceu em minha vida real --e tudo foi parar no livro. Em minha vida particular, embora esteja casado, tive dois divórcios, que terão deixado suas marcas. E, por força de minha profissão, sinto-me cada vez mais exposto a um mundo marcado pela injustiça, por força de todo tipo de pressões (sociais, demográficas, políticas) ou perigos (militares, terroristas), quase sempre frutos, esses últimos, de intransigências (por incompreensões, ou conflitos herdados do passado e mal resolvidos no presente). Contra esse pano de fundo, contudo, o artista, apesar de tudo, insiste: e escreve seu livro. Só que... Se trata de um livro em fuga... Que de tanto fugir acabou se refugiando entre outros nove em Jabutiland. Foi salvo por seus aliados! E agora torce por cada um deles...

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Maria Esther Maciel

Branca Maria de Paula/Divulgação

Maria Esther já se sente premiada por estar entre os dez finalistas
Qual foi a sua reação ao saber que "O Livro dos Nomes" estava entre os finalistas do Jabuti?
Maria Esther - O que senti foi uma mistura de surpresa e alegria. Ter um livro entre os dez finalistas de um prêmio de tanto prestígio como o Jabuti é motivo para qualquer escritor brasileiro já se sentir premiado, independentemente do resultado final. Além disso, estou muito bem acompanhada: é uma lista que inclui autores que muito admiro, o que reforça ainda mais a minha satisfação.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Maria Esther - Eu mesma me faço essa pergunta. Um júri se compõe de diferentes subjetividades, preferências, exigências e expectativas. Cada jurado tem seus próprios critérios, ainda que estes possam coincidir com os de outros. Portanto, não arrisco a levantar com firmeza os possíveis méritos que teriam sido considerados para a escolha do meu livro. Talvez os jurados tenham considerado o caráter híbrido e desmontável do livro, visto que ele ultrapassa os limites convencionais dos gêneros literários para se afirmar, simultaneamente, como um romance, um conjunto de narrativas e uma espécie de enciclopédia ficcional. Podem ter valorizado o fato de que cada leitor, assumindo um papel ativo na construção da obra, pode compor --a partir da combinação dos vários nomes, personagens e histórias-- um romance diferente. Quem sabe teriam levado em conta o trabalho com a linguagem? Mas pode não ter sido nada disso também.


"O Livro dos Nomes" conta histórias entrelaçadas de 26 personagens

Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?
Maria Esther - Gosto da ideia de jogo que a atravessa. Me diverti muito ao escrever "O Livro dos Nomes", mesmo não tendo sido fácil estruturá-lo. Foi um árduo exercício de pesquisa e montagem, mas que me deu muito prazer. Digo que um dos desafios foi aliar experimentalismo e experiência vital, usar algumas estratégias formais e, ao mesmo tempo, não permitir que estas ofuscassem os dramas cotidianos vividos pelos personagens. Estou convicta de que a verdadeira matéria-prima que sustenta este livro é a vida.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?

Maria Esther - Os dicionários e as enciclopédias sempre me interessaram, desde criança. Durante muito tempo cultivei o desejo de compor um livro nesse formato, mas com fins poético-ficcionais. Também sempre tive apreço pelo ato de contar histórias e encaixá-las uma dentro da outra. Foi assim que surgiu a ideia de "O Livro dos Nomes". Primeiro fiz uma longa lista de nomes próprios e depois me pus a pesquisar dicionários onomásticos e obras afins. A escolha dos 26 nomes que integram o livro não seguiu nenhum critério preestabelecido. Foi, sim, bem arbitrária. Eu já tinha também rascunhos mentais de vários personagens, além de uma coleção de histórias vividas, ouvidas e inventadas. Restava-me, então, combinar tudo isso e criar o romance. O que me deu mais trabalho foi costurar as partes, armar a trama genealógica, entrelaçar de forma coerente os detalhes de vida dos personagens. A maneira que encontrei para não me perder foi escrever o livro de forma não-sequencial. Ao invés de seguir a ordem alfabética de A a Z, optei por um viés, digamos, mais relacional. Comecei pelo Antônio, depois parti para Sílvia (mulher dele), os filhos Eugênia, Ulisses e Vanessa, a empregada da casa (Irene) e a avó desta, Quitéria. E assim por diante. Dessa maneira, tive um controle maior do conjunto e me preservei da dispersão.

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Milton Hatoum



O escritor amazonense Milton Hatoum dedicou a obra a sua mãe
Qual foi a sua reação ao saber que "Órfãos do Eldorado" estava entre os finalistas do Jabuti?
Milton - Fiquei contente. Acredito que o meu contentamento tenha contagiado os personagens do livro.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Milton - Essa resposta cabe aos editores e críticos que elegeram o livro. Quando se trata da minha obra, prefiro não mencionar méritos ou qualidades.

Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?
Milton - A novela é um gênero difícil porque, além de ser um texto conciso, exige uma tensão constante no desenvolvimento do enredo. Por isso, foi difícil juntar muitas questões numa narrativa de cem páginas. O que me deixou mais contente foi o fato de minha mãe, que estava muito doente, ter tido tempo para ler um livro dedicado a ela.


Em uma narrativa enxuta, o livro conta o mito da "cidade encantada"


Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Milton - "Órfãos do Eldorado" faz parte da coleção "Mitos", da editora escocesa Canongate. A ideia dessa coleção é escrever um texto ficcional a partir de um mito escolhido pelo autor. Escolhi a "cidade encantada", um mito amazônico e também universal, pois os mitos são narrativas que pertencem a muitas culturas. A fonte principal de "Órfãos do Eldorado" foi uma história contada pelo meu avô materno, que era um grande narrador oral. No começo, alimentei a expectativa de escrever um romance, mas depois de alguns meses de trabalho percebi que o assunto se ajustava a uma narrativa mais enxuta, mais seca e despojada. O que seria uma árvore frondosa, tornou-se uma palmeira nua. Foi um exercício narrativo de concisão e contenção, um desafio que enfrentei com muito trabalho, mas também com muito prazer.

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Moacyr Scliar


Inspirado na história do patriarca bíblico Judá, o autor Moacyr Scliar tentou equilibrar emoção e humor em "Manual da Paixão Solitária"
Qual foi a sua reação ao saber que "Manual da Paixão Solitária" estava entre os finalistas do Jabuti?
Moacyr - Foi de grande satisfação. O Jabuti é hoje um prêmio que venceu a barreira do tempo, que se impôs pela consistência, pela seriedade. Para qualquer escritor brasileiro ele representa um invejável reconhecimento.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Moacyr - Fiz o melhor livro que pude. E o fiz buscando inspiração num texto que é fundamental para a nossa cultura, o Antigo Testamento; baseei-me numa narrativa que nos comove não pelo caráter religioso, mas porque mergulha fundo na condição humana. Escrevi com prazer, escrevi com emoção, escrevi valorizando a forma literária --e acho que todas essas coisas, de alguma maneira, aparecem.

Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?
Moacyr - É a combinação de emoção com humor, uma combinação que busco em tudo que leio e nos textos que escrevo.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Moacyr - A narrativa bíblica que deu origem a meu livro, a história do patriarca Judá, de seus filhos e de Tamar, com quem todos, de uma forma ou outra, tem relação é tão intensa quanto sintética. E, por ser sintética, desafia-nos a criar uma história que preencha os enigmas. Desafio irresistível!


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Ronaldo Correia de Brito


A obra "Galiléia", do escritor cearense Ronaldo Correia de Brito, já venceu o Prêmio São Paulo de Literatura como melhor livro do ano
Qual foi sua reação ao saber que "Galiléia" estava entre os finalistas do Jabuti?
Ronaldo - Fiquei feliz porque o Jabuti é um prêmio literário de muito prestígio e tradição.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Ronaldo - Acredito que "Galiléia" traz propostas novas para o romance brasileiro. O livro revisita paisagens e temas que pareciam esgotados por Euclydes, Guimarães Rosa, Graciliano e Suassuna, para citar apenas esses. Ao fazê-lo, atualiza o imaginário em torno desse lugar real e mítico chamado sertão.

Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?

Ronaldo - Gosto dos experimentos com a linguagem, das várias formas de narrativas e do enredo. O livro trata de questões bem atuais, como a busca de um lugar pelos personagens, que percorreram o mundo e não o encontram; retornam às origens e constatam que ali eles também já não podem viver.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Ronaldo - O livro surgiu da observação dos movimentos migratórios e da inadaptação de algumas sociedades ao mundo globalizado. Demorei oito anos escrevendo "Galiléia". Sou lento ao escrever e mais ainda para publicar. Meu primeiro conto, "Lua Cambará", saiu publicado no livro "Faca", da Cosac Naify, trinta e três anos após ter sido escrito. Trabalho com a "memória inventada", como Fellini se referia aos seus filmes. É bem difícil de alcançar esse ponto em que a história se transforma em ficção, através de metáforas, da poesia e da metafísica.

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Silviano Santiago



Silviano Santiago ressalta os contrapontos que compõem o livro
Qual foi a sua reação ao saber que "Heranças" estava entre os finalistas do Jabuti?
Silviano - De alegria, porque é um prêmio que respeito. Tem tradição e grande prestígio nacional. Ao reconhecer um romance escrito na terceira idade é como se estivessem reconhecendo a extensa e multifacetada obra que venho executando a duras penas. O fardo da vida literária fica mais leve.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Silviano - Numa época em que narrador e personagens padecem do raquitismo congênito aos gêneros ficcionais curtos (e me refiro também aos livros mais bem realizados), "Heranças" é um romance que batalha por apresentar ao leitor a dramatização dum espectro abrangente de homens e de mulheres da classe alta que, ao desenharem os próprios destinos, construíam a nação brasileira.


O autor buscou inspiração nos romances franceses do século 19

Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?
Silviano - Gosto da composição geral do livro, expressa pelo número dois. Dois computadores, por exemplo. Num se escreve o romance, noutro as escrituras do comércio. Duas cidades, Belo Horizonte até a velhice, Rio de Janeiro às vésperas da morte. A irmã e o irmão, dum lado, e o Pico Dois Irmãos, no Leblon, do outro. Retrato do Brasil e viagens pelo estrangeiro. Homens fracos ou confusos em contraponto a mulheres fortes e decididas. E assim por diante. Gosto da composição binária por enredar o leitor e não ser (acredito) pesada.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Silviano - Vem de longe. E não estaria sendo pedante ao dizer que a ideia inicial tinha algo a ver com o romance francês do século 19, que conheço razoavelmente bem, com Machado de Assis e certo Graciliano Ramos e com leituras recentes do "Rei Lear", de Shakespeare. O processo criativo do romance tem tudo a ver com minhas raízes mineiras. No passado, pouco me debrucei sobre meu estado natal, e devia esta aos meus conterrâneos.

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Vitor Ramil


Vitor Ramil destaca a combinação entre textos e imagens da obra
Qual foi a sua reação ao saber que "Satolep" estava entre os finalistas do Jabuti?
Vitor - Eu não estava esperando. Acabava de chegar de Buenos Aires, onde havia gravado um disco, e minha cabeça estava no mundo da música. Então foi uma surpresa. E uma alegria, claro, porque é o Jabuti, um prêmio sério e de imenso prestígio, o mais importante. Para quem, como eu, está em seu segundo livro, é o maior dos estímulos.

Quais você acredita serem os méritos que levaram o seu livro a figurar como finalista do prêmio?
Vitor - É difícil para mim responder a essa pergunta, falar de meu próprio livro. Posso recorrer aos comentários do meu editor. Segundo ele, para quem sou um autor novo, mas de estilo muito marcante, é um livro pouco comum para os tempos atuais: além da forma original, talvez única, em sua combinação de texto e imagens, de texto de fôlego e pequenas histórias, é um livro de muitas "entradas", pois pode ser lido como ficção, história, suspense, memória, poesia, como romance de ideias, como literatura experimental. O que sim posso dizer com segurança é que a edição é primorosa, como costumam ser os livros da Cosac Naify. É aquele tipo de livro que a gente quer guardar e cuidar. Eu me refiro à sua qualidade gráfica e editorial.


A obra retrata a cidade de Pelotas, invertendo seu nome no título


Quais as características que você mais gosta nesta obra especificamente?
Vitor - Ao escrever me deliciei muito com o desafio formal, e também com o trabalho de encontrar uma voz racional, clássica para um personagem que luta para provar sua lucidez enquanto descreve algo que aponta para sua loucura. Gostei de dar forma a uma cidade com a qual sonho desde a infância, e de ter conseguido que o texto, em sua diversidade, correspondesse à diversidade dessa cidade e de seus habitantes. Muitos leitores me afirmam tê-lo lido como quem experiencia algo. Era exatamente o que eu buscava.

Fale um pouco do processo criativo deste livro. Como surgiu a ideia para este romance?
Vitor - Comecei escrevendo pequenas ficções para fotos da cidade de Pelotas tiradas em 1922. O projeto, originalmente, se resumiria a isto: instantâneos literários para instantâneos fotográficos. Já me parecia uma forma bem interessante. Depois, uma das pequenas histórias se estendeu e terminei desenvolvendo um texto longo que seria costurado pelas pequenas histórias, ou que as costuraria. Essa pequena história que se estendeu tinha um narrador que voltava de trem para Satolep. A trama do romance se desenvolveria a partir dele. Achei que essa forma era ainda mais interessante e desafiadora. E gosto do trabalho de desenvolver o texto longo, de diariamente deixar esse nosso mundo por outro. O processo de escritura deve ter levado, com muitas interrupções, uns oito anos. Acho que esse tempo foi fundamental para o resultado do texto. Uma cidade não se faz rapidamente.

Finalistas em Contos e Crônicas falam sobre chances de vencer Jabuti


*da Folha Online

A Câmara Brasileira do Livro anunciará, nesta terça-feira (29), os três vencedores de cada uma das categorias do 51º Prêmio Jabuti. Já a cerimônia de premiação está marcada para acontecer na Sala São Paulo (região central da capital paulista), em 4 de novembro.

Para saber mais sobre as obras finalistas na categoria Contos e Crônicas, a Livraria da Folha pediu para que os autores falassem sobre seus livros e revelassem se realmente esperam conquistar o prêmio. Veja abaixo a lista dos indicados e a opinião dos autores:

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Lista dos finalistas na categoria Contos e Crônicas

"Canalha!" (Fabrício Carpinejar)
"101 Crônicas - Ungáua!" (Ruy Castro)
"Ó" (Nuno Alvares Pessoa de Almeida Ramos)
"Rasif" (Marcelino Freire)
"Ostra Feliz Não Faz Pérola" (Rubem Alves)
"Os Comes e Bebes nos Velórios das Gerais e Outras Histórias" (Déa Rodrigues da Cunha Rocha)
"Ping Pong: Chinês por um Mês" (Felipe Machado)
"Crônicas e Outros Escritos de Tarsila do Amaral" (organizado por Laura Taddei Brandini)
"Antologia Pessoal" (Eric Nepomuceno)
"Cheiro de Terra - Contos Fazendeiros" (Lucília Junqueira de Almeida Prado)
"O Silêncio dos Amantes" (Lya Luft)
"Vatapaenses Vasos Comunicantes" (Sergio de Almeida Bruni)
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FABRÍCIO CARPINEJAR

Fabrício Carpinejar apresenta um retrato poético e divertido do homem contemporâneo

Como você sintetiza "Canalha!"?Fabrício - Crônicas de um homem que busca se recolocar no corpo mais do que no mercado. Que aprendeu a ser feminino sem abdicar da virilidade. Que combate preconceitos e seduz à luz do dia. "Canalha" é um jeito de amar; a franqueza é coragem. Posso dizer ao leitor que ponho as gafes fora porque são as melhores histórias. Só homem sério fica envergonhado. O homem que ri tem autocrítica suficiente para tirar proveito dos seus defeitos. O livro é um pouco disso: humor e poesia, confissão e invenção, é olhar um pouco mais demorado para nossa vida que ela logo deixa de ser insignificante.

Ficou surpreso com a indicação?
Fabrício - Sim, não sou de esnobar aniversário, muito menos presentes fora de hora.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Fabrício - Tenho bons colegas ao meu lado, não farei book maker ou jogo do bicho. Depois que deixei minha adolescência, tudo é vitória. Quando perco, escrevo. Quando ganho, escrevo. Escrever já é minha comemoração.

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RUY CASTRO

"Ungáua!", do colunista Ruy Castro, traz 101 crônicas publicadas na Folha de S.Paulo

Como você sintetiza "Ungáua!"?
Ruy - É a minha primeira experiência no texto curto -- aliás, curtíssimo! Cada texto do "Ungáua!" tem, no máximo, 1.770 caracteres de computador, o que não deixa de ser um desafio para quem está acostumado a produzir livros como "Carmen - Uma Biografia", vencedor do Prêmio Jabuti de 2005, e que tinha 2 milhões de caracteres! (risos) E, como se sabe, quanto mais curto, mais difícil de escrever. O desafio está em tentar passar todas as ideias pertinentes ao tema que se escolheu, usando um mínimo de palavras e, mesmo assim, apenas as palavras eficientes, as indispensáveis. Não há espaço para cascata. E tudo isso tentando não perder o humor e um certo charme da escrita. Realmente, é um desafio!

Ficou surpreso com a indicação?
Ruy - Juro que sim. "Ungáua!", por mais que eu me orgulhasse dele, vinha tendo, por vários motivos, uma carreira modesta. Um dos motivos é o de que, por ser composto de artigos publicados originalmente na Folha, foi ignorado pelos outros jornais. Parecia destinado a se tornar um livro "cult" na minha obra, querido apenas pelos poucos que o leram nesse formato. De repente, o livro tirou a sorte grande com a indicação ao Jabuti.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Ruy - Sem dúvida. O difícil é passar pela peneira dos dez. Chegando lá, tenho tantas chances quanto os outros nove indicados. E eu gosto muito de ganhar o Jabuti.

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Nuno Ramos classifica seu livro como "próximo da poesia", com textos entrelaçados
NUNO ALVARES PESSOA DE ALMEIDA RAMOS

Como você sintetiza "Ó"?
Nuno - Diria que o "Ó" é um livro próximo da poesia. O seu veículo são ensaios, falsos ensaios, que vão se entrelaçando, passando livremente de um assunto ao outro.

Ficou surpreso com a indicação?
Nuno - Totalmente surpreso.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Nuno - Sinceramente, não faço ideia.

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MARCELINO FREIRE


Marcelino Freire diz que os seus contos falam de saudade, de identidade e de guerras

Como você sintetiza "Rasif"?
Marcelino - Mais um livro de contos de um pernambucano que só tem fôlego para escrever contos e eta danado! Nesse volume, e desta vez, contos (cirandas) que falam de saudade, de identidade, de guerras particulares e nucleares. No "Rasif", volto enviesado ao Recife. "Rasif" é a origem do nome Recife, em árabe. "Mar que Arrebenta", subtítulo do livro, é a origem tupi-guarani do nome "Pernambuco". Em resumo: "Rasif" é o lugar que inventei, digamos, para habitar meus personagens, a saudade que sinto, as falas que ouço e ave!

Ficou surpreso com a indicação?
Marcelino - Juro a você que, quando escrevo um livro, não fico pensando em prêmios. Se eles vêm, amém e ótimo. Bom que venham "destacar" um trabalho assim, feito sem nenhuma concessão. Agradeço, mas sem maiores expectativas. Nem de surpresa nem de exagerada alegria.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Marcelino - Juro, repito, que prefiro não ficar medindo o tamanho das minhas chances. Estou com uma obra em andamento, em construção. Agradeço a indicação ao Jabuti, divido a honraria com a Editora Record, mas o que tenho de fazer é continuar escrevendo, escrevendo, escrevendo. O resto sai na purpurina, entende? E vamos que vamos.

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RUBEM ALVES


Para Rubem Alves, o que um artista deseja é ver a sua obra reconhecida e amada

Como você sintetiza "Ostra Feliz Não Faz Pérola"?
Rubem - Esse título é uma metáfora. Metáfora é uma palavra ou conjunto de palavras que significa uma outra coisa, parecida. A palavra "ostra" parece sugerir que estou falando sobre moluscos... Mas não estou... Ostra feliz não faz pérola: ela continua simplesmente a ser ostra, boa para ser comida. Mas a ostra infeliz, ostra que tem um grão de areia a lhe fazer sofrer, essa ostra trata de fazer uma pérola em torno do grão de areia, para deixar de sofrer. Da dor nasce da beleza! Isso é uma parábola para a criatividade: as pessoas que sofrem tratam de fazer coisas bonitas --música, quadros, jardins, poemas, livros, para deixar de sofrer... Beethoven, Cecília Meireles, Van Gogh eram ostras que sofriam e, por isso, produziram o belo.

Ficou surpreso com a indicação?
Rubem - Fiquei... Agradavelmente surpreso. Todos somos como Narciso que se apaixonou por sua imagem --ao ponto de morrer. O que um artesão ou artista deseja é ver a sua obra reconhecida e amada. Para mim ser incluído entre os escolhidos já é uma alegria.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Rubem - Eu acho que o livro "Ostra Feliz Não Faz Pérolas" tem algum valor. Já recebi muitas demonstrações de pessoas que leram o livro e gostaram dele. Seria uma alegria ganhar o Prêmio Jabuti. Mas não tenho critérios para dizer "tenho chances grandes" ou "minhas chances não são grandes".

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DÉA RODRIGUES DA CUNHA ROCHA


Em seu livro, Déa Rodrigues fala sobre a comida mineira e de histórias típicas do interior

Como você sintetiza "Os Comes e Bebes nos Velórios das Gerais e Outras Histórias"?
Déa - Eu acho que ele é um livro despretensioso. Foi uma captação da história de Minas Gerais, da comida mineira e de histórias bem típicas do interior do Estado. Aí esta o valor do livro, porque é uma coisa muito singela, onde todos os contos são autênticos, fruto de uma pesquisa em busca das receitas mineiras. Eu acabei colecionando histórias engraçadas de velórios, onde algumas dessas receitas eram servidas. Histórias malucas, engraçadas e algumas picantes. Muitas pessoas disseram que meu livro era muito desrespeitoso, imoral, mas não tem nada disso.

Ficou surpresa com a indicação?
Déa - Eu estava vindo de Minas para São Paulo quando me ligaram pra avisar. Eu fiquei um pouco assustada, porque é muita responsabilidade, mas fiquei muito honrada. Foi gratificante e totalmente inesperado, porque meu livro não é uma superliteratura, é um livro singelo, na linguagem do povo.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Déa - De jeito nenhum, já foi uma honra de grande tamanho ter sido indicada. Eu não tenho nenhuma pretensão, porque pra mim isso já foi uma homenagem e um alento, no sentido de que eu posso continuar nessa linha, que não é tão maluca quanto algumas pessoas me fizeram acreditar.

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FELIPE MACHADO


Felipe Machado conta as aventuras de um jornalista brasileiro pela China Olímpica

Como você sintetiza "Ping Pong - Chinês por um Mês"?
Felipe - Ele nasceu de um blog e é uma mistura de diário e guia sobre a China; a parte "diário" trata de agosto de 2008, mês da Olimpíada de Pequim, e traz reflexões sobre o que eu chamo no livro de "Revolução Olimpíca". A parte "guia" traz muitas dicas e serviços de Pequim e Xangai, em uma abordagem divertida que serve para quem quer viajar ou simplesmente conhecer melhor a China. E ainda há uma bela coleção de imagens, feitas pelo fotógrafo Nilton Fukuda.

Ficou surpreso com a indicação?
Felipe - Fiquei bastante surpreso, sim, até porque nem sabia que a editora Artepaubrasil inscreveria o livro na categoria Contos e Crônicas. Achei que seria apenas na categoria Projeto Gráfico, e aí acho que não teria sido tão surpreendente porque acho que o projeto do Daniel Kondo, que traz uma série de referências ao famoso livro vermelho do Mao Tse-Tung, ficou muito legal. Mas saber que "Ping Pong", um livro despretensioso que nasceu de um blog, foi considerado um dos dez melhores lançamentos do ano em uma categoria nobre como Contos e Crônicas foi, sim, uma surpresa maravilhosa.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Felipe - Ah, difícil dizer, não é? Gostaria de ganhar o prêmio, claro, mas já estou bastante feliz por ter sido indicado. Mesmo assim, vou torcer muito e acompanhar as próximas fases da premiação. E aproveito para agradecer à CBL e aos jurados que o escolheram. Xie Xie! (obrigado).

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LAURA TADDEI BRANDINI

Vinicius Brandini/Divulgação

Laura Brandini foi indicada por obra que reúne todas as crônicas publicadas por Tarsila
Como você sintetiza "Crônicas e Outros Escritos de Tarsila do Amaral"?
Laura - Este livro reúne pela primeira vez todas as crônicas publicadas por Tarsila em jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, bem como artigos publicados em outros periódicos, poemas, o único conto da pintora e um manuscrito, misto de narrativa e de estudo para uma tela. O livro apresenta uma grande quantidade de material inédito sobre Tarsila, figura emblemática da cultura brasileira, jogando luzes sobre facetas muito pouco conhecidas da pintora. Com a leitura do conjunto de textos compilado, anotado e estudado no volume, três Tarsilas vêm à tona: a Tarsila saudosa dos áureos anos 20, quando privou da companhia de alguns dos mais importantes artistas e intelectuais radicados em Paris, como Picasso, Fernand Léger, Blaise Cendrars, Jean Cocteau e outros; a Tarsila curiosa e pesquisadora, sempre buscando aprimorar seu conhecimento enciclopédico por meio de leituras; e a Tarsila ativa participante de seu tempo, durante os anos 30, 40 e 50, divulgando eventos culturais, estimulando os novos talentos da literatura e das artes e tomando posição em polêmicas da época.

Ficou surpresa com a indicação?
Laura - Fiquei surpresa por eu ser uma estreante, pelo fato de o livro ser o resultado de meu primeiro trabalho de pesquisa, iniciado durante minha graduação. Fiquei sobretudo bastante contente com a indicação, e não posso deixar de pensar em Tarsila, pois afinal são os textos dela que estão sendo tão bem avaliados, que têm despertado tanto interesse. Gostaria que ela tivesse podido saborear esse reconhecimento todo, presente também em um campo que não o da pintura.

Acha que suas chances de vencer são grandes?

Laura - Para ser sincera, eu nunca acompanhei a dinâmica de prêmios literários e não sei bem qual é o perfil de um ganhador do Prêmio Jabuti. Sei que são todos grandes livros, mas não sei se normalmente se premiam obras de caráter mais literário, ou se o júri pode preferir obras de vocação documental, por exemplo. Todos os demais finalistas da categoria Contos e Crônicas são fortíssimos candidatos, e não sei se "Crônicas e Outros Escritos" pode sagrar-se vencedor. Vou esperar o resultado com serenidade.

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ERIC NEPOMUCENO



Eric Nepomuceno foi indicado pelo livro que mostra sua trajetória de 35 anos de escrita
Como você sintetiza "Antologia Pessoal"?
Eric - É a reunião de contos escritos entre 1973 e 2008. Está lá o primeiro conto que escrevi, e estão dois até agora inéditos. É o que selecionei da minha trajetória de 35 anos de escrita, de contos que estavam espalhados em seis livros publicados no Brasil, na Argentina e no México... Em resumo: para alguém que nunca leu nenhum livro meu, essa antologia traz o que eu gostaria de dizer.

Ficou surpreso com a indicação?
Eric - De certa forma, sim. Nunca espero ser indicado, nunca penso no assunto. Aliás, o Jabuti é um prêmio em que o autor não se inscreve, isso é feito pelo editor. Não estava nem pensando nisso.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Eric - Na verdade, não estou preocupado com isso, não crio expectativas. Se ganhar, ótimo. Se não ganhar, nada muda. Estou é preocupado com terminar meu livro novo, que devo entregar à Record no começo de 2010.

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LYA LUFT


Coletânea de contos feitos por Lya Luft (foto) marca o retorno da autora ao gênero da ficção
Como você sintetiza "O Silêncio dos Amantes"?
Lya - É como toda a minha ficção, meu verdadeiro território, embora eu também escreva ensaio, cronica, poesia e infantil. Meus "Amantes" falam do drama existencial na sua crueza, dor e também magia. Só lendo mesmo...

Ficou surpresa com a indicação?
Lya - Não sou uma autora muito premiada, de modo que nunca pensei ser indicada. Acho que, sim, foi uma surpresa. Eu nao fazia idéia de nada, até ver na imprensa que eu estava entre os indicados... entao fiquei surpresa,sim.

Acha que suas chances de vencer são grandes?
Lya - Não faço idéia, sinceramente. Muita gente boa concorrendo...

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SERGIO DE ALMEIDA BRUNI

Sergio Bruni diz que seu livro busca transparecer toda a magia da Bahia
Como você sintetiza "Vatapaenses Vasos Comunicantes"?
Sergio - Uma síntese da minha obra poderia ser a tentativa de, através de abaianantes crônicas, engravidar nossos sonhos apresentando dez escritos que buscam passar um pouco da magia das gentes, da natureza, do espírito e do ecumenismo religioso que conformam aquele espaço que atende pelo aromático nome de Bahia de Todos os Santos. Começa com a Crucifixação do Pau-Brasil e vai aspergindo gotas de cores, em suas malagueteantes páginas, chegando enluaradamente a Pierre Verger, o bruxo franco-baiano-mundano...

Ficou surpreso com a indicação?
Sergio - Fiquei surpreso, mas com a humildade que Deus me deu, o aspecto mais apetitoso do livro foi sua integral doação para a Pastoral do Menor, da Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro.

Acha que suas chances de vencer são grandes?

Sergio - Quanto às chances de vencer, creio que todos os selecionados têm. Espero que o melhor ganhe. Para mim, só de estar entre os 10 escolhidos, minhas escrevinhações estão em festa!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Conheça os finalistas do Prêmio Jabuti 2009; vencedores serão divulgados em setembro


Após apuração nesta quinta-feira (20), a Câmara Brasileira do Livro divulgou lista com os 10 finalistas das 20 categorias do Prêmio Jabuti, neste ano em sua 51ª edição. Como parte das comemorações do ano da França no Brasil, também foram anunciados os concorrentes na categoria Tradução de Obra Literária Francês-Português".

Os três vencedores de cada categoria serão anunciados às 10h de 29 de setembro, exceto os ganhadores das categorias Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não-Ficção, que serão revelados na cerimônia de premiação, no dia 4 de novembro, na Sala São Paulo.

Veja os nomes dos finalistas na lista abaixo:


Romance

Flores Azuis (Cia. das Letras), de Carola Saavedra
Cordilheira (Cia. das Letras), de Daniel Galera
Orfãos do Eldorado (Cia. das Letras), de Milton Hatoum
Galiléia (Objetiva), de Ronaldo Correia de Brito
Satolep (Cosac Naify), de Vitor Ramil
Manual da Paixão Solitária (Schwarcz), de Moacyr Scliar
A Parede no Escuro (Record), de Altair Martins
O Livro Dos Nomes (Cia. das Letras), de Maria Esther Maciel
Um Livro Em Fuga (Record), de Edgard Telles Ribeiro
Heranças (Rocco), de Silviano Santiago

Contos e Crônicas

Canalha! (Bertrand Brasil), de Fabricio Carpinejar
101 Crônicas - Ungáua! (Publifolha), de Ruy Castro
Ó (Iluminuras), de Nuno Alvares Pessoa de Almeida Ramos
Rasif (Record), de Marcelino Freire
Ostra Feliz Não Faz Pérola (Planeta), de Rubem Alves
Os Comes e Bebes Nos Velórios Das Gerais e Outras Histórias (Auana Editora), de Déa Rodrigues da Cunha Rocha
Ping Pong - Chinês Por Um Mês: As Aventuras de Um Jornalista Brasileiro Pela China Olímpica (Manuela Editorial), de Felipe Machado
Crônicas e Outros Escritos de Tarsila do Amaral (Editora Unicamp), de Laura Taddei Brandini (Org.)
Antologia Pessoal (Record), de Eric Nepomuceno
Cheiro de Terra - Contos Fazendeiros (Scortecci Editora), de Lucília Junqueira de Almeida Prado
O Silêncio Dos Amantes (Record), de Lya Luft
Vatapaenses Vasos Comunicantes (Gm Minister), de Sergio de Almeida Bruni


Tradução de Obra Literária Francês-Português

O Conde de Monte Cristo (Jorge Zahar), de André Telles e Rodrigo Lacerda
Topografia Ideal Para Uma Agressão Caracterizada (Estação Liberdade), de Flávia Nascimento
A Elegância do Ouriço (Cia. das Letras), de Rosa Freire D'aguiar
A Estátua de Sal (Civilização Brasileira), de Marcelo Jacques
As Damas do Vento (Record), de André Telles
Filho Único (Record), de Tatiana Salem Lévy
Promessa Ao Amanhecer (Estação Liberdade), de Mauro Pinheiro
Uma Vontade Louca de Dançar (Bertrand do Brasil), de Jorge Bastos
Fugir (Bertrand Brasil), de Joaquim Pinto da Silva
O Despovoador Mal Visto Mal Dito (WMF Martins Fontes), de Eloisa Araújo Ribeiro

Tradução

Satíricon (Cosac Naify), de Cláudio Aquati
A Morte de Empédocles / Friedrich Hölderlin (Iluminuras), de Marise Moassaba Curioni
40 Novelas de Pirandello (Schwarcz), de Maurício Santana Dias
Moby Dick (Cosac Naify), de Irene Hirsch e Alexandre Barbosa de Souza
Porta do Sol (Record), de Safa A-C Jubran
Poemata: Poemas em Latim e em Grego (Tessitura), de Erick Ramalho
Os Irmãos Karamázov - 2 Vols. (Editora 34), de Paulo Bezerra
Plotino, Enéada Iii. 8 [30]: Sobre a Natureza, a Contemplação e o Uno (Editora Unicamp), de José Carlos Baracat Júnior
O Diabo Mesquinho (Kalinka), de Moissei Mountian
Contos Completos (Cosac Naify), de Leonardo Fróes


Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes

Coleção Princesa Isabel - Fotografia do Século XIX (Capivara), de Bia e Pedro Corrêa do Lago
Árvores Notáveis - 200 Anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (Livro e Guia de Bolsa) (Andrea Jakobsson Estúdio Editorial), de Andrea Jakobsson Estúdio Editorial.
Thomaz Farkas, Pacaembu (DBA), de Thomaz Farkas
Outros Carnavais (DBA), de Joana Lira
Cabeça do Cachorro (Araquém Alcântara Fotografia), de Araquém Alcântara Pereira e Drauzio Varella
O Brasil Genial da Oficina de Agosto (Luste Editores), de Luste Editores
Tarsila do Amaral (Imprensa Oficial do Estado), de Lygia Eluf
Fundação Iberê Camargo. Álvaro Siza (Cosac Naify), de Flávio Kiefer (Org.) e outros
Igrejas Barrocas do Brasil (Metalivros), de Percival Tirapeli
Igreja de Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito (Entrelinhas - Carrión & Carracedo), de Leilla Borges de Lacerda e Nauk Maria de Jesus


Teoria/Crítica Literária

Monteiro Lobato: Livro a Livro (Unesp), de Lajolo, Marisa e Ceccantini, João Luís
Pensamento e "Lirismo Puro" na Poesia de Cecília Meireles (Edusp), de Leila V. B. Gouvêa
Literatura da Urgência - Lima Barreto no Domínio da Loucura (Annablume), de Luciana Hidalgo
Graciliano Ramos - Um Escritor Personagem (Autêntica), de Maria Izabel Brunacci
Machado de Assis: Ensaios da Crítica Contemporânea (Unesp), de Marcia Ligia Guidin, Lúcia Granja e Francine Weiss Ricieri (Orgs.)
Contos de Machado de Assis: Relicários e Raisonnés (Associação Jesuita de Educação e Assistência Social), de Mauro Rosso
Do Teatro: Machado de Assis (Perspectiva), de João Robeto Faria (Org.)
Que Poesia é Essa? Poesia Marginal: Sujeitos Instáveis, Estética Desajustada (Editora da Universidade Federal de Goiás), de Teresa Cabañas
A Segunda Vida de Brás Cubas (Rocco), de Patrick Pessoa
A Gargalhada de Ulisses: a Catarse na Comédia (Perspectiva), de Cleise Furtado Mendes

Projeto Gráfico

Fazendas Mineiras Cemig Marcelo Drummond & Marconi Drummond
A História do Brazil de Frei Vicente de Salvador Versal Editores Ltda Maria Lêda Oliveira
Jun Sakamoto: o Virtuose do Sushi Bei Editora Marisa Salles
José Olympio, o Editor e Sua Casa G.M.T. Editores Ltda Victor Burton
Sergio Fingermann: Gravura, Trama de Sombras Bei Editora Marisa Salles
Escoffianas Brasileiras Larousse do Brasil Claudio Novaes
Isay Weinfeld Bei Editora Roberto Cipolla
60 Artistas e Arquitetos Magma Cultural e Editora Ltda Marcelo Aflalo
Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 1808-2008 Artepadilla Pvdi Design/Nair de Paula Soares/Joana de Paula Soares
O Gabinete de Curiosidades de Domenico Vandelli Dantes Leblon Editora e Livraria Ltda Anna Paula Sampaio da Silva Martins
Mam60 Museu de Arte Moderna de São Paulo Luiz Carlos C G Carvalhosa e João Doria

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil

O Matador Editora Leitura Odilon Moraes
De Passagem Schwarcz Ltda. Marcelo Cipis
Alfabeto de Histórias Editora Atica Sa Gilles Eduar
Transpoemas Cosac Naify Apo Fousek
Montanha-Russa Cosac Naify Jan Limpens
Surfando na Marquise Cosac Naify Daniel Kondo
O Alienista Editora Atica Sa Cesar Lobo
Aeiou Rhj Angela Maria Cardoso Lago
A Feiticeira Editora Dcl Odilon Moraes
Krokô e Galinhola Brinque-Book Maté
Minhas Contas Cosac Naify Daniel Kondo


Ciências Exatas, Tecnologia e Informática

Introdução À Quimica da Atmosfera - Ciência, Vida e Sobrevivência Ltc - Livros Técnicos e Cientificos Editora S/A Ervim Lenzi; Luzia Otilia Bortotti Favero
O Abcd da Astronomia e Astrofísica Editora Livraria da Física Jorge Ernesto Horvath
A Via Láctea: Nossa Ilha no Universo Editora da Universidade de São Paulo Jacques Lépine
Planejamento e Controle da Produção Elsevier Editora Ltda Leonardo Lustosa / Marco Mesquita/ Rodrigo Oliveira/ Osvaldo Quelhas
Biomassa Para Energia Editora Unicamp Luís Augusto Barbosa Cortez, Electo Eduardo Silva Lora, Edgardo Olivares Gómes (Orgs)
Cálculo Em Uma Variável Real Editora da Universidade de São Paulo Plácido Zoega Táboas
Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial Editora Manole Ltda Armando Albertazzi G. Jr e André R. de Souza
Engenharia da Construção - Obras de Grande Porte Editora Pini Ltda. Luiz Roberto Batista Chagas
Mapa do Jogo Cengage Learning Edições Lucia Santaella e Mirna Feitoza
Evolução Das Idéias da Física Editora Livraria da Física Antonio S.T. Pires

Educação, Psicologia e Psicanálise

Religiosidade e Psicoterapia Editora Roca Ltda. Claudia Bruscagin; Adriana Savio; Fatima Fontes; Denise Mendes Gomes
A Voz e o Tempo Ateliê Editorial Roberto Gambini
Educação a Distância: o Estado da Arte Pearson Education do Brasil Ltda. Fredric Michael Litto
Terapia Familiar no Brasil na Última Década Editora Roca Ltda. Rosa Maria S. Macedo
Rumor na Escuta Editora 34 Luiz Meyer
A Fratria Órfã - Conversas Sobre a Juventude Olho D'água Maria Rita Kehl
Medidas do Comportamento Organizacional: Ferramentas de Diagnóstico e de Gestão Artmed Editora Mirlene Maria Matias Siqueira
Mentes Perigosas Objetiva Ana Beatriz Barbosa Silva
Comunicação e Democracia Paulus Wilson Gomes; Rousiley C. M. Maia.
Universidade Federativa, Autônoma e Comunitária Athalaia Gráfica Editora Geraldo Moises Martins

Reportagem

O Olho da Rua : Uma Repórter Em Busca da Literatura da Vida Real Editora Globo S/A Eliane Brum
O Seqüestro Dos Uruguaios - Uma Reportagem Dos Tempos da Ditadura L&Pm Editores Luiz Cláudio Cunha
O Livro Amarelo do Terminal Cosac Naify Vanessa Barbara
Narrativas de Um Correspondente de Rua Pós-Escrito - Editora do Instituto Cultural de Jornalistas do Paraná Mauri König
Rim Por Rim Record Julio Ludemir
Sem Vestígios Geração Editorial Ltda Tais Morais
No Calor da Hora : Música e Cultura Nos Anos de Chumbo Algol Editora Ltda João Marcos Coelho
Casadas Com o Crime Letras do Brasil Josmar Jozino
Suicídio - o Futuro Interrompido Geração Editorial Ltda Paula Fontenelle
1968 - o Que Fizemos de Nós Editora Planeta do Brasil Zuenir Ventura

Didático e Paradidático

Historia e Cultura Africana e Afro-Brasileira Barsa Planeta Internacional Nei Lopes
Um Futuro Para a Amazônia Editora Signer Ltda Bertha K. Becker e Claudio Stenner
Literatura Infantil Brasileira: Um Guia Para Professores e Promotores de Leitura Cânone Editorial Vera Maria Tietzmann Silva
Curso de Filosofia Política: do Nascimento da Filosofia a Kant Atlas Ronaldo Porto Macedo Jr.
Meu Primeiro Álbum de Piano Solo D.A. Produções Artísticas Ltda Dulce Auriemo
Coleção Cidade Educadora - Diário de Bordo do Aluno 1 - Volume Amarelo Aymará Edições e Tecnologia Ltda. Aureo Gomes Monteiro Júnior, Célia Cris Silva, Júlia Scandiuci Figueiredo
Terra Sobre Pressão- a Vida na Era do Aquecimento Global Editora Moderna Ltda Sérgio Túlio Caldas
Contos e Encantos Mineiros Base Livros Didáticos Ltda Anésio José de Oliveira e Eliany Assis
Minhas Contas Cosac Naify Luiz Antonio
Uma Coisa Puxa a Outra Aymará Edições e Tecnologia Ltda. José Ricardo Moreira
Mundo Jovem Desafios e Possibilidades - Uma Proposta de Trabalho Com Os Jovens Fundação Tide Setubal Beatriz Penteado Lomonaco
Só Sei Que Nada Sei, Terra, Fogo, Agua e Ar, o Quadrado Magico Cortez Editora e Livraria Ltda Silvana de Menezes

Economia, Administração e Negócios

Gestão Socioambiental Elsevier Editora Ltda Rui Andrade / Elio Tachizawa
Valores Humanos & Gestão. Novas Perspectivas Editora Senac São Paulo Maria Luisa Mendes Teixeira (Organizadora)
Estratégia e Competitividade Empresarial - Inovação e Criação de Valor Saraiva S/A Livreiros Editores Luiz Carlos Di Serio / Marcos Augusto de Vasconcelos
Meio Ambiente e Crescimento Econômico: Tensões Estruturais Editora Unesp Dupas, Gilberto
Sistemas de Gestão Integrados. Qualidade, Meio Ambiente, Responsabilidade Social, Segurança e Saúde no Trabalho Editora Senac São Paulo João Batista M. Ribeiro Neto, José da Cunha Tavares/ Silvana Carvalho Hoffmann
Redes de Cooperação Empresarial: Estratégias de Gestão na Nova Economia Bookman Alsones Balestrin e Jorge Verschoore
Empresas na Sociedade Elsevier Editora Ltda Jose Puppim
Gestão Integrada de Ativos Intangíveis Qualitymark Editora Marco Tulio Zanini
Marketing do Luxo Cengage Learning Edições Suzane Strehlau
Um Mundo Sem Pobreza: a Empresa Social e o Futuro do Capitalismo Editora Ática Sa Muhammad Yunus

Direito

Introdução Ao Pensamento Jurídico e À Teoria Geral do Direito Privado Editora Revista Dos Tribunais Ltda. Rosa Maria de Andrade Nery
Direito do Consumidor Editora Revista Dos Tribunais Ltda. Bruno Miragem
Impactos Processuais do Direito Civil Saraiva S/A Livreiros Editores Cassio Scarpinella Bueno
Prescrição e Decadência Editora Revista Dos Tribunais Ltda. Yussef Said Cahali
Código de Processo Civil - Comentado Artigo Por Artigo Editora Revista Dos Tribunais Ltda. Daniel Mitidiero e Luiz Guilherme Marinoni
Atual Panorama da Constituição Federal Saraiva S/A Livreiros Editores Carlos Marcelo Gouveia
Execução Editora Revista Dos Tribunais Ltda. José Miguel Garcia Medina
Os Poderes do Juiz e o Controle Das Decisões Judiciais Editora Revista Dos Tribunais Ltda. Coordenadores José Miguel Garcia Medina, Luana Pedrosa de Figueiredo Cruz, Luís Otávio Sequeira de Cerqueira e Luiz Manoel Gomes Junior.
Código Cívil - Análise Doutrinária e Jurisprudencial Editora Metodo Coordenadores: José Geraldo Brito Filomeno;Luiz Guilherme da Costa Wagner Junior; Renato Afonso
Controle Judicial da Discricionariedade Administrativa Elsevier Editora Ltda Luis Manoel Pires
Código Civil Comentado - Volume Vi Atlas Otavio Luiz Rodrigues Junior.
Manual de Processo Penal Constitucional Companhia Editora Forense Sergio Ricardo de Souza; Willian Silva
Direito Tributário e Análise Econômica do Direito Elsevier Editora Ltda Paulo Caliendo
O Brasil e o Contencioso na Omc: Tomo I (Série Gvlaw) Saraiva S/A Livreiros Editores Maria Lúcia Labate Mantovanini Pádua Lima
Direito Eleitoral Comparado - Brasil, Estados Unidos, França Saraiva S/A Livreiros Editores Olivia Raposo da Silva Telles


Biografia

José Olympio, o Editor e Sua Casa (G.M.T. Editores), de José Mario Pereira
O Sol do Brasil (Schwarcz), de Lilia Moritz Schwarcz
Anna: a Voz da Rússia - Vida e Obra de Anna Akhmátova (Algol), de Lauro Machado Coelho
O Santo Sujo: a Vida de Jayme Ovalle (Cosac Naify), de Humberto Werneck
Caio Prado Júnior (Boitempo Editorial), de Lincoln Secco
Domingos Sodré, um Sacerdote Africano (Schwarcz), de João José Reis
Cruz e Sousa - Dante Negro do Brasil (Pallas), de Uelinton Farias Alves
Cancioneiro Chico Buarque (Jobim Music), de Elianne Canetti Jobim
Traição (Schwarcz), de Ronaldo Vainfas
Viver sua música: com Stravinsky em meus ouvidos, rumo à avenida Nevskiy (Edusp), de Gilberto Mendes


Capa


Moby Dick (Cosac Naify), capa de Luciana Facchini
Jovem Stálin (Schwarcz), capa de João Baptista da Costa Aguiar
Árvore de Fumaça (Schwarcz), capa de Máquina Estúdio
Introdução à Filosofia (Editora WMF Martins Fontes), capa de Rex Design
Navio de Emigrantes (Imprensa Oficial do Estado), capa de Kiko Farkas e Thiago Lacas/Máquina Estúdio
Sergio Fingermann: Gravura, Trama de Sombras (Bei), capa de Sergio Fingermann
Anna: a Voz da Rússia Vida e Obra de Anna Akhmátova (Algol), capa de Klara Kaiser Mori
Disegno.Desenho.Desígnio (Senac São Paulo), capa de Antonio Carlos de Angelis e Evandro Carlos Jardins
Nova York Delirante: Um Manisfesto Retroativo Para Manhattan (Cosac Naify), capa de Elaine Ramos
Bienal Naifs do Brasil 2008 (Edições Sesc SP), capa de Moema Cavalcanti


Poesia

Dois em Um (Iluminuras), de Alice Ruiz
Chocolate Amargo (Brasiliense), Renata Pallotini
Antigos e Soltos: Poemas e Prosas da Pasta Rosa (Instituto Moreira Salles), de Instituto Moreira Salles
Cinemateca (Schwarcz), de Eucanaã Ferraz
A Letra da Ley (Annablume), de Glauco Mattoso
Homem Ao Termo - Poesia Reunida [1949-2005] (Editora UFMG), de Affonso Ávila
Outros Barulhos (Reynaldo Bessa), de Reynaldo Bessa
Geometria da Paixão (Anome Livros), de Dagmar de Oliveira Braga
Os Corpos e Os Dias (Editora de Cultura), de Laura Erber
Ferreira Gullar: Poesia Completa, Teatro e Prosa (Nova Fronteira), de Ferreira Gullar
Réquiem (Contra Capa), de Lêdo Ivo
Uma Hora Por Dia (7letras), de Maria Helena Azevedo

Ciências Humanas

História do Brasil - Uma Interpretação Editora Senac São Paulo Adriana Lopez , Carlos Guilherme Mota
Veneno Remédio Schwarcz Ltda. José Miguel Wisnik
A Aparição do Demônio na Fábrica Editora 34 José de Souza Martins
A Questão Ancestral Associação Palas Athena do Brasil Fabio Rubens da Rocha Leite
A Retórica de Rousseau e Outros Ensaios Cosac Naify Bento Prado Jr.
Atlas da Imigração Internacional Em São Paulo 1850-1950 Editora Unesp Bassanezi, Maria - Scott, Ana - Bacellar, Carlos - Truzzi, Oswaldo
Fobópole - o Medo Generalizado e a Militarização da .... Editora Bertrand Brasil Ltda Marcelo Lopes de Souza
O Amor Em Tempos de Desamor e o Enigma: o Brasil Tem Jeito? Editora José Olympio João Paulo Dos Reis Velloso
Mínima Mímica Schwarcz Ltda. Walnice Nogueira Galvão
A História do Brazil de Frei Vicente de Salvador Versal Editores Ltda Maria Lêda Oliveira


Ciências Naturais e Ciências da Saúde

Imunologia Clínica na Prática Médica Editora Atheneu Julio C. Voltarelli
Bases Moleculares Das Doenças Cardiovasculares - a Integração Entre a Pesquisa e a Prática Clínica Editora Atheneu José Eduardo Krieger
Endocrinologia Ginecológica e Reprodutiva Editora Rubio Mario Gáspare Giordano
Atlas Fotográfico de Anatomia Pearson Education do Brasil Ltda. Paulo Roberto Campos Colicigno
Oncoginecologia Vade-Mécum Dialeto Latin American Documentary José Carlos Pascalicchio
Oftalmogeriatria Editora Roca Ltda. Marcela Cypel; Rubens Belfort Jr.
Guia de Propágulos & Plântulas da Amazônia Inpa José Luís Campana Camargo Et Al.
Eletrofisiologia da Audição e Emissões Otoacústicas Editora Novo Conceito Luiz Carlos Alves de Sousa e Outros
Fundamentos de Dermatologia Editora Atheneu Marcia Ramos-E-Silva; Maria Cristina Ribeiro de Castro
Animais Aquáticos Potencialmente Perigosos do Brasil - Guia Médico e Biológico Editora Roca Ltda. Vidal Haddad Jr.


Infantil

Sete Histórias Para Contar Editora Moderna Ltda Adriana Falcão
Comilança Editora Dcl Fernando Vilela
No Risco do Caracol Autêntica Editora Ltda Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes
Era Outra Vez Um Gato Xadrez Editora Record Leticia Wierzchowski
Minhas Contas Cosac Naify Luiz Antonio
A História de Biruta Schwarcz Ltda. Alberto Martins
Zoo Editora Nova Fronteira João Guimarães Rosa
E Um Rinoceronte Dobrado Editora Projeto Hermes Bernardi Jr
A Invenção do Mundo Pelo Deus-Curumim Editora 34 Braulio Tavares
Alma de Rio Cortez Editora e Livraria Ltda Ellen Pestili

Juvenil

O Fazedor de Velhos (Cosac Naify), de Rodrigo Lacerda
A Distância das Coisas (Edições SM - Grupo SM), de Flávio Carneiro
Cidade dos Deitados (Cosac Naify), de Heloisa Prieto
Montanha-Russa (Cosac Naify), de Fernando Bonassi
Surfando na Marquise (Cosac Naify), de Paulo Bloise
1808 - Edição Juvenil (Editora Planeta do Brasil), de Laurentino Gomes
Brincos de Ouro e Sentimentos Pingentes (Biruta), de Luiz Antonio Aguiar
Figurinha Carimbada (Girafinha), de Márcio Araújo
Chuva de Letras (Scipione), de Luis Alberto Brandão
Meu Pai Não Mora Mais Aqui (Biruta), de Caio Riter
Conversa de Passarinhos (Iluminuras), de Alice Ruiz e Maria Valéria Vasconcelos Rezende