
O célebre poema O Corvo (The Raven), do escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849), ganha nova versão em HQ neste ano de 2009, em que se completam 200 anos de nascimento de seu autor. Nesta versão da coleção “Clássicos em quadrinhos”, da Editora Peirópolis, O Corvo renasce das mãos do quadrinista Luciano Irrthum, que expressa sua reverência pela obra imprimindo-lhe o lirismo, a força e a visceralidade de seu traço.
O interesse de Irrthum por Poe começou quando o quadrinista ganhou do avô um livro antigo do mestre do terror e do mistério. Ao abrir aquele exemplar ensebado encontrou, no meio das páginas amareladas, um recorte de jornal que narrava um fato curioso sobre o túmulo do escritor: todos os anos, uma garrafa de conhaque e três rosas são deixadas sobre sua lápide no dia de sua morte.
A notícia intrigou para sempre o jovem Irrthum. Depois de ler todos os contos de Poe, que inspirou a alma e a obra dos poetas mais elevados de todos os tempos, ele decidiu adaptar para os quadrinhos o poema mais conhecido do clássico escritor americano, O Corvo (The Raven).
Esta é a terceira versão do artista para essa adaptação. A primeira, Irrthum publicou em formato de fanzine. A segunda foi um exercício criativo, em que Irrthum transferiu o cenário do poema para uma favela carioca. Esta edição da Peirópolis, a primeira em que Irrthum pôde trabalhar com o poema na íntegra, esconde aqui e ali referências aos contos de Poe lidos pelo quadrinista, e é considerada por ele a versão definitiva.
A opção pela tradução para o português de Machado de Assis busca promover o encontro de Machado com um de seus escritores favoritos no ano do bicentenário de Poe, em que se comemora também o centenário de morte do brasileiro.
Edgar Allan Poe (1809-1849) é reconhecido mundialmente como um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica. Nasceu em Boston de pai e mãe atores, mas foi criado pela abastada família Allan depois do falecimento da mãe. Poe escreveu poemas, contos e novelas e influenciou autores como Baudelaire, Maupassant e Dostoiévski. Considerada uma obra prima, o poema O Corvo deu a Poe a fama que ele cultivava escrevendo e publicando prosa, e atravessou dois séculos inspirando a admiração de grandes nomes da literatura.
Luciano Irrthum nasceu em 3 de junho de 1972 em João Monlevade (MG), e vive em Belo Horizonte. Formado em design gráfico pela Fuma, é ilustrador, quadrinista e artista plástico. Publica seus quadrinhos e desenhos em revistas independentes, como Graffiti 76% Quadrinhos, Legenda e Front. Participou de várias exposições coletivas no Brasil e no exterior. É autor de A comadre do Zé, da Graffiti.
Editora Peirópolis: Criada em 1994, a Editora Peirópolis tem como missão contribuir para a construção de um mundo mais solidário, justo e harmônico, publicando literatura que ofereça novas perspectivas para a compreensão do ser humano e do seu papel no planeta. Suas linhas editoriais oferecem formas renovadas de trabalhar temas como ética, cidadania, pluralidade cultural, desenvolvimento social, ecologia e meio ambiente – por meio de uma visão transdisciplinar e integrada. Além disso, é pioneira em coleções dedicadas à literatura indígena, à mitologia africana e ao folclore brasileiro. A editora está afinada com os propósitos do terceiro setor, participando ativamente do crescente movimento de sua profissionalização. [ www.editorapeiropolis.com.br]
Lançamento do livro O Corvo em quadrinhos, de Luciano Irrthum, dia 05/12/09, das 11h às 13h30, no Café com Letras – www.cafecomletras.com.br | Rua Antônio de Albuquerque, 781 – Savassi – Belo Horizonte, Telefone: (31) 3225-9973.
O Corvo em quadrinhos, autor Edgar Allan Poe, com adaptação: Luciano Irrthum, 48 páginas | ISBN: 978-85–7596-168–1 | Capa: Brochura | Formato: 20,5 X 27 | Preço: R$ 35,00.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Editora Peirópolis lança versão em quadrinhos de “O Corvo”, um dos poemas mais conhecidos do poeta norte-americano Edgar Allan Poe
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Mafalda, a contestatária, festeja 45 anos na terça-feira

Mafalda, a personagem de quadrinhos que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, transformou-se numa das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade mundial nos anos 1960. Celebra 45 anos na terça-feira.
De traços simples, cabelo negro farto e muito opinativa, Mafalda surgiu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964 nas páginas do semanário argentino Primera Plana. Quino, então com 32 anos, nunca adivinharia o sucesso daquelas tiras humorísticas, que se prolongaram por nove anos.
Joaquin Lavado (Quino) imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de electrodomésticos, no qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média.
Fonte: Agencia Lusa
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Quadrinhos na Flip 2009
Na manhã desta quinta-feira, o público, que lamentavelmente ocupou apenas pouco mais da metade dos lugares do auditório da Tenda dos Autores, pôde conferir uma das melhores novidades da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano: uma mesa exclusivamente dedicada às histórias em quadrinhos, inclusive com a leitura de textos por parte dos autores ao mesmo tempo em que seus desenhos eram projetadas nos telões. Rafael Coutinho, Rafael Grampá e os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá se juntaram na mesa "Novos traços", sob mediação do escritor Joca Reiners Terron.
Tradicionalmente, a mesa da Flip de quinta-feira, a primeira da programação oficial, reúne jovens autores em início de carreira. Desta vez, porém, o caráter de "iniciante" teve uma relação mais próxima ao tema do que aos autores. Tanto os gêmeos Bá e Moon quanto Grampá já foram vencedores do Eisner, mais importante premiação para histórias em quadrinhos do mundo. Apenas Rafael Coutinho pode ser considerado um promissor iniciante, mas sua trajetória tem uma peculiaridade que faz dele um dos mais próximos ao mercado nacional de HQs: Coutinho é filho de Laerte (ou "filho de Deus", como definiu Terron), um dos principais quadrinistas do Brasil.
- Meu pai é realmente uma figura muito boa no que ele faz - disse Coutinho.
Num dos melhores momentos da mesa, discutiu-se a relação entre quadrinhos e literatura. Todos os autores concordaram que as duas formas de expressão diferem entre si, mas Moon minimizou o debate:
- Na verdade, isso não importa. Não deveria importar a forma, deveria importar o conteúdo. Às vezes você se expressa por um livro, às vezes pelo cinema, às vezes por escultura, às vezes por quadrinhos. A gente escolhe os quadrinhos.
Grampá acrescentou:
- Quadrinhos e literatura se aproximam muito. As pessoas vivem nos perguntando se a gente ganha status pelo fato de o quadrinho adulto estar ganhando importância ao ser comparado ao texto literário. Não é uma coisa que faça diferente para a gente.
