Cem escolas vão mudar o sistema de ensino para atrair estudantes e reduzir a evasão escolar. Atualmente, 18% dos jovens de 15 a 17anos não frequentam mais a escola.
Números, fórmulas, tabelas. Como encaixar todo esse conteúdo na cabeça dos adolescentes? “Tem bastante fórmula. Podia não ter tanta fórmula, né?”, sugere uma estudante.
Os alunos reclamam. O atual ensino médio não é estimulante. A ideia do novo modelo é atrair os jovens e reduzir a evasão escolar.
“Aprendizagem criativa, contextualizada, incentivando a criatividade e a pesquisa e, principalmente, com foto na leitura”, explica a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar.
Com as mudanças, pelo menos 20% da carga horária terão que ser dedicados à leitura. As 12 disciplinas atuais, obrigatórias, serão adequadas a quatro eixos básicos: ciência, tecnologia, cultura e trabalho.
A partir de 2010, cem escolas brasileiras vão adotar o novo modelo de ensino médio. “Hoje, o ensino médio para o aluno é uma coisa sem sentido. Ele não se sente em condição de ir para uma universidade pública e, por outro lado, não se sente em condição de encarar o mercado de trabalho. Com uma perspectiva dessas, a relação muda completamente”, afirma o secretário de Educação do DF, José Luiz Valente.
Pelo novo sistema, os alunos terão mais autonomia no ensino médio. Poderão escolher 20% da grade curricular e direcionar essa escolha, por exemplo, para matérias que estão mais ligadas ao futuro profissional.
A carga horária mínima vai subir de quatro para cinco horas por dia. Alteração já colocada em prática aqui no Distrito Federal. Durante as aulas, a ordem é aproximar o conteúdo da realidade dos alunos.
“Isso nos leva, ou leva a pessoa, a se esforçar mais nos estudos e possivelmente a ter um futuro melhor. Um futuro melhor para ela e para o Brasil”, destaca o estudante Welinson Pereira.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Ensino médio vai sofrer mudanças a partir de 2010: 20% da carga horária destinados à leitura
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Conselho Nacional aprova fim da divisão por disciplinas no ensino médio
Estados têm autonomia para decidir se adotam mudanças.
A proposta do Ministério da Educação (MEC) de eliminar a divisão em disciplinas do currículo do ensino médio foi aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) nesta terça-feira (30).
O MEC pretende apoiar experiências curriculares inovadoras no ensino médio. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, a partir de 2010, cerca de cem escolas deverão receber financiamento do ministério para implantar mudanças curriculares, que passariam a ser interdisciplinares e mais flexíveis, na tentativa de melhorar a qualidade da educação.
A atual estrutura deve ser substituída pela organização dos conteúdos em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura, com o objetivo que o conteúdo ganhe maior relação com o cotidiano e faça mais sentido para os alunos. O objetivo da mudança é atrair o interesse do estudante de ensino médio, área crítica da educação .
Outra mudança a ser estimulada é a flexibilidade do currículo: 20% da grade curricular deve ser escolhida pelo aluno.
“Esperamos que essa proposta seja acompanhada e avaliada e possa se tornar uma política universal”, disse a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda. De acordo com ela, a intenção é que o programa seja estendido e que todas as escolas que oferecem ensino médio possam adotar as mudanças curriculares debatidas.
“Nossa intenção não é ter escolas modelos, mas que todas possam oferecer ensino de mais qualidade”, completou o coordenador-geral do ensino médio da Secretaria de Educação Básica, Carlos Artexes Simões.
O texto também prevê o aumento da carga horária mínima do ensino médio – de 2,4 mil horas anuais para 3 mil – além do foco na leitura, que deve perpassar todos os campos do conhecimento. A proposta ainda estimula experiências que instiguem a participação social dos alunos, além do desenvolvimento de atividades culturais, esportivas e de preparação para o mundo do trabalho.
Nos próximos 40 dias, o MEC deverá definir o volume de recursos disponível para o programa e a forma de financiamento, se diretamente à escola ou se por meio de convênio com as secretarias estaduais.
A implantação no sistema público de ensino dependerá dos Estados, que têm autonomia para aderir ou não. A proposta também vem ao encontro das alterações no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , que terá uma divisão por quatro grandes áreas.
*Do portal G1
