Fonte: Agência Estado
Mais de 4,6 milhões de estudantes se inscreveram para participar do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010. Exatamente 4.611.441 candidatos são esperados para fazer as provas nos dias 6 e 7 de novembro.
O número de inscritos em 2010 é o maior desde que o exame foi criado em 1998. O recorde anterior tinha sido registrado no ano passado, quando a prova passou a ser utilizada nos processos seletivos das universidades federais. Cerca de 4,1 milhões de estudantes se inscreveram para o exame em 2009, mas a abstenção foi superior a 30%.
O Estado com mais candidatos inscritos é São Paulo: 827.818. Em seguida vêm Minas Gerais (538 mil), Bahia (428 mil), Rio de Janeiro (314 mil), Rio Grande do Sul (295 mil), Paraná (228,4 mil), Pernambuco (228 mil) e Ceará (208 mil). O Sudeste e o Nordeste concentram quase 70% dos participantes.
Segundo os dados do MEC (Ministério da Educação), a faixa etária dos participantes é variada. Cerca de 70 mil têm menos de 16 anos e mais de 1 milhão têm entre 16 e 17 anos. Pouco mais de meio milhão têm 18 anos, 394 mil têm 19 anos e 304 mil têm 20 anos. Os candidatos entre 21 e 30 anos somam 1,5 milhão e os maiores de 30 são 691 mil.
A maioria dos candidatos - cerca de 2, 7 milhões - já concluiu o ensino médio em anos anteriores. Outros 1,3 milhão estão atualmente cursando o último ano da etapa – desses, 1,1 milhão são de escola pública. Pouco mais de 500 mil só concluirão a etapa depois de 2010 e participam do Enem como treineiros.
O exame terá 180 questões de múltipla escolha e uma redação. No primeiro dia (sábado, 6 de novembro), as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada uma com 45 questões. No domingo (7), os candidatos serão avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45 questões, além da redação.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Enem 2010 tem 4,6 milhões de inscritos
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Quem pagou taxa do Enem fora do sistema do MEC deve enviar comprovante ao Inep
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010, identificou que alguns candidatos pagaram a taxa de inscrição por meio de guias de recolhimento da União (GRUs) geradas fora do sistema do Ministério da Educação (MEC). Por esse motivo, há inscrições que permanecem pendentes porque a taxa consta como não paga.
Os estudantes nesta situação – e tenham efetuado o pagamento até a data limite de 23 julho – devem enviar os comprovantes ao Inep até as 18h sexta-feira (6). O documento pode ser enviado por meio de fax pelo telefone (61) 2022-3300 ou pelo site do Inep na seção Fale Conosco.
O Inep não soube informar o número de candidatos com o pagamento da taxa pendente, mas o participante pode consultar sua situação pelo site do Enem no endereço www.enem.inep.gov.br, a partir do número de inscrição.
Fonte: Uol
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Lista de Livros para o ENEM Parte 1: do Quinhentismo ao Pré-Modernismo
Calma! Não se trata de uma lista de leituras obrigatórias. Como já foi dito aqui no blog, vale a pena investir na leitura de textos literários como diferencial na preparação para o ENEM. Então segue aqui uma lista de SUGESTÕES para os vestibulandos em geral que pretendem fazer a prova do MEC. Escolha alguns deles (ao menos um livro por período); vai fazer a diferença!
Atenção: A lista abaixo é apenas uma seleção de livros sugeridos pelo prof. Edir. Não há leituras obrigatórias no ENEM!
Leituras Sugeridas para o ENEM:
1. Classicismo / Quinhentismo
● Sonetos de Camões
● A Carta de Caminha
2. Barroco
● Poemas de Gregório de Matos
3. Arcadismo
● Marília de Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga)
4. Romantismo
4.1 Primeira Geração
● Poemas de Gonçalves Dias
- Canção do Exílio
- I-Juca-Pirama
- Leito de folhas verdes
- Marabá
4.2 Segunda Geração
● Poemas de Álvares de Azevedo
- Soneto (Pálida à luz da lâmpada sombria)
- Se eu morresse amanhã
- Namoro a Cavalo
- É Ela, é Ela, é Ela, é Ela
● Poemas de Casimiro de Abreu
- Meus oito anos
- A Valsa
4.3 Terceira Geração
● Poemas de Castro Alves
- O Navio Negreiro
- O Adeus de Teresa
4.4 Romance Urbano
● A Moreninha (Joaquim Manuel de Macedo)
● Lucíola (José de Alencar)
4.5 Romance Indianista
● Iracema (José de Alencar)
4.6 Romance Regional
● Inocência (Visconde de Taunay)
4.6 Romance de Transição
● Memórias de um Sargento de Milícias (Manoel Antônio de Almeida)
5. Realismo
● O Primo Basílio (Eça de Queirós)
● Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
● Dom Casmurro (Machado de Assis)
● Contos de Machado de Assis
- Missa do Galo
- O Espelho
- A Cartomante
6. Naturalismo
● O Cortiço (Aluísio Azevedo)
7. Parnasianismo
● Poemas de Olavo Bilac
- Soneto XIII de “A Via Láctea”
- Profissão de Fé
- Satânia
- Inania Verba
● Poema de Alberto Oliveira
- O Vaso Grego
8. Simbolismo
● Poema de Cruz e Souza
- Cárcere das Almas
●Poema de Alphonsus de Guimaraens
- Ismália
9. Pré-Modernismo
● Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)
● Contos de Monteiro Lobato
- Negrinha
- Velha Praga
● Poemas de Augusto dos Anjos
- Versos Íntimos
- Psicologia de um Vencido
Fique ligado na Parte 2: Literatura do Modernismo de 22 aos dias de hoje!
Postarei em breve.
Literatura no ENEM: o que estudar?
A progressiva adesão das universidades federais ao ENEM acarreta alterações na forma com que os vestibulandos conduzem sua preparação para o acesso ao Ensino Superior. No caso da disciplina de Literatura, a mudança é radical: saem de cena as listas de leituras obrigatórias deixando uma interrogação para muitos estudantes: QUE CONTEÚDO ESTUDAR PARA O ENEM?
A prova do MEC se caracteriza por valorizar a capacidade de leitura e compreensão de textos e seu processamento crítico por parte do aluno. Não se avalia nesse exame memorização de autores e obras e o conhecimento específico sobre uma dezena de livros com seus respectivos enredos e personagens, mas um conhecimento global da Literatura, o que significa uma valorização de conhecimentos como:
- Linguagem Literária: Diferenciar o texto literário do texto não-literário e conhecer os recursos estilísticos utilizados pela literatura (o universo da conotação e das figuras de linguagem). Saber identificar as peculiaridades dos gêneros literários (Narrativo, Lírico e Dramático), além de conceitos como Metalinguagem e Intertextualidade também é essencial.
- Períodos Literários: As famosas "Escolas Literárias" ganham mais importância. Conhecer as características essenciais de períodos literários do Quinhentismo ao Modernismo e saber relacioná-las ao seu contexto histórico (como as relações entre Arcadismo e Ciclo-do-ouro, por exemplo). Além disso, é importante o vestibulando saber identificar padrões estéticos em comum entre Literatura e outras artes (como reconhecer semelhanças entre um texto de Gregório de Matos e uma pintura de Caravaggio - ambas manifestações do barroco).
Mas atenção: o fato de não haver uma lista de obras literárias exigidas para leitura não deve nos enganar! Se para as provas tradicionais de Literatura os conhecimentos sobre determinados livros podiam ser obtidos, muitas vezes, em bons resumos, no ENEM o sucesso está diretamente associado à capacidade de leitura de textos complexos. Uma prova cansativa, com uma maratona de testes acaba por valorizar, naturalmente, o candidato habituado a ler. E esse hábito de leitura não pode estar restrito ao textos informativos (jornais e revistas em geral). Somente a leitura do texto literário se constitui como preparação completa para uma leitura mais densa e perspicaz.
A prova do ENEM pode parecer bem maior e mais difícil para quem lê apenas algumas dezenas de páginas de Veja e Superinteressante se compararmos esse candidato àquele que lê centenas de páginas de narrativas literárias. Por isso, em breve postarei uma lista de sugestões de leitura para os meus alunos e leitores aqui do blog. Aguarde.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
UFRGS estuda duplicar peso do Enem no vestibular 2011. FURG adere 100%.
A Furg é a quarta gaúcha a aderir integralmente ao exame
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 está pintando com mais força. Prova disso é que a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) também vai usá-lo como única forma de ingresso a partir do vestibular 2011. E a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tem um projeto em estudo: duplicar o peso do exame no próximo concurso.
UFRGS
Elaborado pela Pró-Reitoria de Graduação e pela Comissão Permanente de Seleção da UFRGS, o projeto, para virar realidade, precisa ser votado em reunião no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, o que ainda não tem data para ocorrer.
A ideia é duplicar o peso do resultado do exame no vestibular 2011. Neste ano, o peso do Enem foi 1. Logo, passaria a ter peso 2 no próximo concurso. As demais definições seguiriam inalteradas, inclusive o caráter opcional de seu uso como parte da nota final. Por enquanto, a UFRGS prefere não falar oficialmente sobre a proposta, esperando sua votação no conselho.
– Caso isso seja aprovado, significa que o desempenho do Enem se refletirá com mais ênfase na média final do candidato que optar por usá-lo. Ou seja, sua influência cresce e pode ser ainda mais decisiva naquela disputa mais acirrada por uma vaga – analisa o professor de química do Unificado Luiz Ferrari.
O exame torna-se a 10ª prova no vestibular. A universidade considera apenas o número de acertos, desconsiderando a redação do Enem. De qualquer forma, ele acredita que o exame deixou de ser um “bicho-papão”. Os estudantes, segundo ele, perceberam que o estilo interpretativo das provas é semelhante ao adotado pela UFRGS.
No caso da Furg, a mudança já era esperada. Depois de utilizar metade do Enem no último vestibular, a instituição decidiu aderir 100% ao exame, que ocorrerá nos dias 6 e 7 de novembro. Também será decisivo na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A nota final do concurso será composta pelo processo seletivo da instituição (80%) e pelo Enem (20%). Quem não realizar o exame terá escore zero nesse componente da prova.
Nesta semana, foi divulgado o ranking oficial por escola do Enem 2009 pelo Ministério da Educação. Os resultados são, por um lado, auspiciosos para os estudantes gaúchos. Mesmo sem ter escolas entre as 30 mais destacadas, o Estado obtém o primeiro lugar quando comparado o conjunto das instituições com outras unidades da federação.
Fonte: ZH
terça-feira, 27 de julho de 2010
Novidades no blog
Saudações, pessoal! Há algum tempo não tenho feito postagens novas por aqui. Mas o segundo semestre traz grandes expectativas quanto às leituras obrigatórias nos vestibulares em geral e, é claro, intensifica a procura por dicas e informações sobre o ENEM.
Portanto, voltamos ao trabalho. As atualizações voltam a acontecer diariamente em um blog de cara nova, com um layout mais agradável e de fácil navegação.
Grande abraço!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
MEC garante que questões do Enem tratarão apenas de assuntos nacionais
Professores têm de rever previsão de conteúdos para atender programa do exame
Com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a caminho de consolidar-se como única porta de acesso às instituições federais de Ensino Superior no país, professores, alunos e escolas gaúchas terão uma difícil questão pela frente, sem muitas opções de resposta. Por que estudar os regionalismos se o Ministério da Educação garante que a prova tratará somente de assuntos nacionais?
Para professores de história, geografia e literatura, disciplinas onde o Rio Grande do Sul sempre teve espaço, a situação é delicada.
A incidência de questões sobre o Estado nessas provas, historicamente, sempre obrigou escolas a tratarem de escritores gaúchos, de episódios da história local, até mesmo da formação de Porto Alegre, e de peculiaridades do clima. Mas, se o Enem não cobrar mais isso, o temor é de que não haja mais motivo para os estudantes quererem aprender esses conteúdos.
– O MEC resolveu de forma muito simples dizendo apenas que o Enem não abordará regionalismos. Mas o que é regionalismo? Isso eles não esclareceram, é um conceito implícito e não debatido. Nesse contexto, por exemplo, Simões Lopes Neto é um autor que deve desaparecer do cenário – afirma o professor de literatura Luís Augusto Fischer.
Apesar de considerar positiva a ideia da mobilidade de estudantes provocada pelo Enem e ser contra qualquer tipo de xenofobia, o professor teme que formas de cultura não hegemônicas como a gaúcha percam espaço. Acostumado com a ansiedade de vestibulandos, o professor de história do Unificado José Carlos Tamanquevis considera difícil convencer os alunos a estudarem temas que não serão cobrados no concurso.
– O Rio Grande do Sul tem uma das produções historiográficas mais ricas do Brasil graças ao número e à qualidade dos mestrados e doutorados que temos aqui. Com essa forma do Enem, o Ensino Médio deve deixar tudo isso de lado. Tirando esses conteúdos das provas, ninguém vai querer estudá-los. Um povo que não conhece seu passado pode repeti-lo – adverte Tamanquevis.
Na geografia, a preocupação se repete. Saul Chervenski, também professor do pré-vestibular, prevê uma perda de interesse de ensinar e de aprender os fenômenos a partir da visão local. Segundo ele, isso culminará em uma legião de jovens esquecendo de sua relação com a comunidade.
– A geografia do Rio Grande do Sul se tornará tema apenas para quem já está na faculdade. As diferenças da metade norte e sul do Estado, a nossa hidrografia, as diferenças do nosso clima, por exemplo, ficarão de fora. Será como assistir a um noticiário de TV que não traz notícias da sua região – afirma.
Sem chance de abordar temas do RS
Questionada pelo caderno Vestibular, a assessoria especial no ministro da Educação, Fernando Haddad, foi enfática: não há hipótese de o Enem contemplar assuntos locais. A exceção ocorrerá quando o tema tiver repercussões nacionais. Nesse critério, afirma o MEC, a Revolução Farroupilha estaria garantida, assim como o escritor Erico Verissimo. O ministério reafirma que a prova será a mesma do Oiapoque ao Chuí.
Há mais de 10 anos, a professora Roselane Zordan Costella analisa o Enem. Ela lamenta que temas caros aos gaúchos fiquem de fora. Professora de geografia de escolas particulares da Capital e do Grupo Unificado, ela vê temas ricos que poderiam ser abordados. Entretanto, observa que uma discussão é necessária entre professores, escolas e estudantes.
– Para que serve o Ensino Médio? Apenas preparar candidatos para uma prova classificatória? Se a nossa resposta for sim, estaremos caindo no vazio – alerta Roselane.
Ela afirma que o Ensino Médio deve formar jovens que compreendam o mundo a partir das identidades locais. E se os temas não hegemônicos ficam fora do Enem, outro estímulo terá de ser buscado. O que não pode, defende a educadora, é deixar o Estado fora da aula.
– Precisamos nos perguntar se temos professores preparados para esse Ensino Médio. Se o profissional não sabe para que serve o ensino, não conseguirá incentivar o estudo dos assuntos do Rio Grande do Sul – afirma.
Estaria aí uma resposta para a melhor classificação dos estudantes paulistas. Segundo ela, as escolas daquele Estado já adotam o conceito de que o Ensino Médio serve para desenvolver competências e habilidades a serem usadas em qualquer situação da vida.
– Fiz trabalhos e pesquisas em escolas paulistas, sei como estão trabalhando. Eles não se pautam mais apenas por uma prova de vestibular. Não sou a favor dessa logística do Enem, mas não podemos abortá-lo por isso. Temos de mudar o nosso ensino.
Fonte: Zero Hora
terça-feira, 30 de março de 2010
MEC quer realização do Enem só após as eleições
Data proposta é nos dias 06 e 07 de novembro
O Ministério da Educação quer que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja realizado apenas após as eleições deste ano. A data proposta é nos dias 06 e 07 de novembro - o primeiro turno ocorrerá no dia 3 de outubro e o segundo, no dia 31. A data final da prova será confirmada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
- É pouco recomendável fazer o Enem entre o primeiro e o segundo turno das eleições - disse na semana passada o ministro da Educação, Fernando Haddad, após participar de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara.
No ano passado, o Governo Federal foi obrigado a cancelar o exame, previsto para o início de outubro, e remarcar uma nova data, em dezembro, porque a prova vazou. A data de realização da prova não agradará a todos. Conforme a "Tic Brasil", as universidades de São Paulo são favoráveis à aplicação do Enem o mais cedo possível, mas os demais Estados defendem que a prova seja feita depois das eleições.
Haddad voltou a afirmar que o MEC desistiu de fazer um Enem no primeiro semestre deste ano depois da descoberta de fraude no exame nacional da Ordem dos Advogados (OAB) do Brasil, em março. Em seu depoimento à comissão de Educação, Haddad garantiu ainda que a sobra de vagas nas universidades federais será de cerca de 2% do total de 48 mil vagas oferecidas - ou seja, em torno de mil vagas. Ele rebateu ainda as críticas de que São Paulo estaria "exportando" estudantes para universidades públicas de outros Estados.
- São Paulo tem poucas vagas em universidades públicas em relação a sua população e, por isso, é natural que os jovens procurem oportunidades em estados vizinhos, como Minas Gerais - disse Haddad.
Pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o candidato pode usar a nota do Enem para ingresso nas universidades que adotaram o exame como vestibular. Segundo dados do MEC, São Paulo foi o Estado que mais se beneficiou do sistema unificado de seleção. O Estado recebeu 169 estudantes de fora em suas universidades federais e enviou um total de 2.531 alunos para outras regiões. Minas Gerais foi o principal destino, com 730 matrículas, seguido do Rio Grande do Sul, Amazonas, Piauí e Mato Grosso.
Fonte: ClicRBS
quarta-feira, 24 de março de 2010
Enem 2010 pode ser no primeiro fim de semana de novembro
O Ministério da Educação (MEC) estuda a possibilidade de realizar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010 nos dias 6 e 7 de novembro. Na terça (23), durante reunião com os reitores das universidades federais, o MEC apresentou um cronograma preliminar, com início das inscrições em junho e encerramento do processo em janeiro de 2011. As datas, entretanto, ainda estão sendo analisadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais ).
Em uma ocasião anterior, o ministro da Educação, Fernando Haddad, já havia informado que as provas deveriam ocorrer apenas após o segundo turno das eleições. Mesmo sem duas edições do Enem ao ano previstas anteriormente, ontem o MEC confirmou que haverá uma nova rodada do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) em junho. Os alunos interessados em disputar vagas em instituições públicas de ensino por meio do sistema deverão utilizar a nota do Enem 2009.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Por causa das eleições, Enem 2010 deve ser no final do mês de outubro
Fonte: UOL
A data provável do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 é o final do mês de outubro, por conta do pleito eleitoral que se realiza no começo do mesmo mês.
A data ainda está sendo discutida entre os reitores dos institutos e das universidades federais com a direção do Inep, autarquia responsável pelo exame. A informação é do MEC (Ministério da Educação).
Só uma edição para Enem 2010
O ministro Fernando Haddad (Educação) atribuiu a decisão de realizar apenas uma edição do Enem em 2010 ao "atraso nas negociações com os órgãos de controle federais CGU (Controladoria-Geral da União) e TCU (Tribunal de Contas da União)".
Segundo nota do MEC (Ministério da Educação), ele está "convencido de que não tem condições de realizar um novo exame nas dimensões do Enem [Exame Nacional do ensino Médio], com mais de quatro milhões de inscritos, em todo o território nacional, se tiver que enfrentar uma licitação nos moldes da que ocorreu no ano passado". A intenção do MEC era realizar duas edições do Enem neste ano.
O Sisu (Sistema de Seleção Unificada) poderá ter nova edição no meio do ano, utilizando as notas do Enem 2009 - tudo depende do interesse dos institutos e universidades federais em utilizar a nota do Enem como critério de ingresso. Assim, os estudantes que não conseguiram vagas no atual processo de seleção, ainda em curso, poderão ter outra chance em maio ou junho.
Enem 2010 terá prova de língua estrangeira
MEC não sabe informar ainda o número de questões das provas
O Ministério da Educação (MEC) divulgou a primeira novidade para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) edição 2010. Trata-se da prova de língua estrangeira, que não houve em 2009. A partir de agora, os candidatos poderão escolher entre três opções no momento da inscrição: inglês, espanhol e francês. O MEC não sabe informar ainda o número de questões das provas.
Além dessa novidade, está assegurado o método de Teoria de Resposta ao Item (TRI), um sistema no qual se sabe o perfil de quem acerta com maior probabilidade as mais fáceis, as intermediárias e as difíceis.
Fonte: Zero Hora
segunda-feira, 8 de março de 2010
MEC deve reduzir o número de chamadas na próxima edição do SiSU
Fonte: Agência Brasil
Os 21.457 aprovados para uma instituição pública de ensino superior na terceira etapa do SiSU (Sistema de Seleção Unificada) deverão matricular-se nas universidades em que foram selecionados a partir de terça-feira (9). Nas duas primeiras etapas, boa parte daqueles que foram selecionados não fizeram suas matrículas, o que fez com que o percentual de vagas não preenchidas fosse de 43%.
O MEC (Ministério da Educação) estuda alterar o modelo para a próxima edição. As etapas seriam reduzidas a duas ou apenas uma. Aquelas vagas que não fossem preenchidas seriam ocupadas por estudantes inscritos em uma lista de espera. Esse mecanismo, não previsto anteriormente, teve que ser criado para que não sobrassem vagas, caso os aprovados na terceira etapa não confirmem suas matrículas como aconteceu nos períodos anteriores. Com isso, o ministério acredita que cerca de 98% da oferta será preenchida.
O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Alan Barbiero, acredita que essa possa ser uma boa solução para evitar atrasos nos calendários acadêmicos, já que muitas universidades ainda aguardam a conclusão do processo do Sisu para encerrar as matrículas.
"O cronograma de início das aulas teve que ser alterado, mas o melhor é que se comece no período correto. Se não tivesse ocorrido a terceira chamada, talvez esse problema pudesse ter sido minimizado", aponta Barbiero.
Para o MEC, a razão para a sobra de vagas nas primeiras etapas está no comportamento dos alunos que teriam tratado o Sisu como "brincadeira". Mesmo sem interesse em estudar em um curso, esses alunos teriam feito suas inscrições e, depois, não confirmado a matrícula. Candidatos, por exemplo, que já tinham passado em vestibulares de outras instituições mas testavam suas chances no sistema. O efeito é inesperado já que esse sistema era utilizado no processo de distribuição de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) sem problemas semelhantes.
O ministério aposta que um dos efeitos do novo sistema será um aumento na mobilidade acadêmica. Percebeu-se que a migração por meio do Sisu é intrarregional (por exemplo um estudante de Minas Gerais que matriculou-se em um curso no Rio de Janeiro), mas a expectativa é que o percentual passe dos atuais 0,02% para 10%.
A distância também pode ser uma das explicações para a sobra de vagas nas primeiras etapas. O estudante se inscrevia para um curso em outro estado, mas depois não confirmava a matrícula na instituição porque era longe de casa. É o caso de Ana Clara Fonseca, 18 anos, que mora em Brasília e se inscreveu para uma vaga na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, pelo Sisu, mas nem chegou a conferir o resultado.
"Minha nota foi boa e era suficiente para passar em algumas universidades federais. Me inscrevi na UFPel, mas nem olhei se passei porque minha mãe não ia deixar eu morar fora mesmo", explica.
Quando foi lançado no ano passado, o projeto de substituição do antigo vestibular pelo novo Enem, com um processo de seleção unificada, pretendia atrair cerca de 6 milhões de alunos. Pouco mais de 4 milhões se inscreveram e, depois do vazamento do exame, apenas 2,6 milhões fizeram a prova.
Mesmo com os problemas, Barbiero afirma que o clima entre os reitores que aderiram ao novo modelo é de "colaboração" e avaliou que todo novo sistema está sujeito a imperfeições. Segundo ele, caberá às próprias universidades decidirem se permanecem ou não participando do sistema.
"O processo de participação foi voluntário e nós defendemos sempre essa autonomia. Acredito que agora cada universidade está iniciando um processo de discussão, mas sinto que a vontade é de permanecer e melhorar o sistema", afirmou.
quarta-feira, 3 de março de 2010
MEC define na próxima segunda-feira se aplica Enem no 1º semestre
Ministro deverá tratar do assunto com o presidente do Inep.
Governo pretende aplicar a prova semestralmente.
Fonte: G1
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (3) durante evento no Rio de Janeiro, que a decisão de ser aplicado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no primeiro semestre deve sair na próxima segunda-feira (8), noticiou a Agência Brasil, órgão de notícias ligado ao governo federal.
O Enem foi criado em 1998 e desde então ocorre uma vez ao ano, sempre no segundo semestre, porém o Ministério da Educação (MEC) pretende realizar a prova semestralmente.
De acordo com o ministro, o início dos preparativos para o Enem dependia de posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a possibilidade de o governo federal contratar uma empresa para organizar a prova sem necessidade de fazer licitação.
Haddad disse que as negociações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) - responsável pela aplicação da prova - com o tribunal e a controladoria já se encerraram. Nos próximos dias, o ministro deverá tratar do assunto com o presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, para decidir se será possível fazer o Enem neste primeiro semestre.
“O professor Neto me assegurou que as conversas foram muito boas. O Inep fez uma apresentação da complexidade da aplicação da prova e dos riscos inerentes de um processo licitatório tradicional. Parece que ele sensibilizou os ministros com quem conversou e também a CGU. Parece que há uma compreensão básica de que o modelo precisa ser revisto em função do afastamento de riscos inerentes a um processo dessa complexidade”, disse.
Após o vazamento do exame do ano passado por conta de fraude, o MEC rompeu o contrato com o consórcio que iria realizar a prova. Desde então, o ministério defende que a empresa não seja mais contratada por meio de licitação. O que deve ser levado em conta, de acordo com o ministério, é a experiência dela em aplicação de exames.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
MEC confirma para amanhã divulgação do resultado do Enem 2009
MEC confirma para amanhã divulgação do resultado do Enem 2009
*do UOL
Os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) serão divulgados amanhã (28). A previsão do MEC (Ministério da Educação) é de que as notas estejam disponíveis ainda pela manhã.
Cerca de 2,6 milhões de estudantes participaram do exame, nos dias 5 e 6 de dezembro. A data de divulgação do resultado foi antecipada. A previsão era de que as notas fosse divulgadas até 5 de fevereiro.
MEC regulamenta sistema de seleção de vagas em federais
Sistema de seleção do MEC oferece 47,9 mil vagas no ensino superior
Com a nota em mãos, a partir de sexta-feira (29), os estudantes poderão se candidatar a uma vaga nas universidades ou insitutos federais que aderiram ao Enem. Isso será feito por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), cuja regulamentação foi publicada na edição desta quarta (27) do Diário Oficial da União.
Como irá funcionar o Sisu
Só poderão participar candidatos que tenham feito o Enem 2009. Será preciso preencher ficha pela internet, especificando, a cada etapa, apenas uma única opção de instituição, curso, turno e modalidade de inscrição em que o estudante deseja concorrer. Durante o período de inscrição haverá a opção de alteração de dados da inscrição.
O Sisu fornecerá as notas de corte de cada curso oferecido. Essa pontuação será atualizada periodicamente, de acordo com o processamento das inscrições dos candidatos. Haverá a possibilidade de concorrer a vagas de políticas de ações afirmativas; o candidato deverá se certificar de que cumpre os requisitos para concorrer a essa modalidade. Não será possível concorrer ao mesmo tempo a vagas da ampla concorrência e a vagas de cotas.
Ao final de cada etapa de inscrição, os candidatos serão classificados de acordo com o desempenho. Caso seja aprovado, o estudante terá que fazer a matrícula na universidade para garantir a vaga. Informações sobre o registro acadêmico devem ser verificadas junto à instituição para a qual o estudante foi aprovado.
A nota final poderá variar de acordo com o peso que cada instituição dá para cada uma das provas do Enem 2009 e com eventuais bônus de políticas de ações afirmativas. O resultado será divulgado na página do Sisu, na web.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Ministro da Educação defende fim de licitação para execução do Enem
Ministro da Educação defende fim de licitação para execução do Enem
Em conversa com o TCU (Tribunal de Contas da União), o ministro Fernando Haddad (Educação) sugeriu que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não deve passar por um processo licitatório. Para o ministro, essa forma de contratação para execução da prova está sujeita a falhas.
"Nossa provocação, em uma conversa informal que tivemos com o TCU, é que o Enem não pode ser licitado. Nós temos que contratar empresas de excelência pra realizar o exame. A licitação não é o melhor instrumento pra isso", disse Haddad na tarde desta terça (6), após reunião no Ministério da Justiça para definir a nova data do exame. O Enem 2009 será realizado nos dias 5 e 6 de dezembro.
O ministro considerou "legítima" a recomendação dos órgãos de controle do governo para realização de licitação, mas afirmou que, "num caso concreto [como o de uma prova com as dimensões do Enem], ela realmente não se torna viável."
"Vamos ter que discutir com os órgãos de controle a inviabilidade do processo licitatório tradicional", afirmou Haddad. "Quando começa a haver disputa por esse tipo de serviço, você pode correr o risco de empresas que formalmente consigam cumprir os requisitos do edital e não ter condições de oferecer as garantias necessárias para boa execução do contrato."
Para Haddad, o modelo de execução da prova com o apoio dos Correios na distribuição e da Polícia Federal na segurança deverá ser mantido para outras edições. "Acredito que é um modelo que vai ser vitorioso, que vai responder ao que o Enem representa hoje."
A execução do Enem 2009 estava a cargo do Connasel (Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção), formado pela Consultec, pelo Instituto Cetro e pela Funrio (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência). O consórcio foi formado para participar da licitação, e acabou como o único participante.
Nesta terça, o ministro voltou a afirmar que, caso o inquérito apure a responsabilidade do consórcio no vazamento da prova, haverá ressarcimento do que foi gasto para impressão da primeira versão do Enem. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), oficializou ontem a quebra de contrato com o Connasel e anunciou que o Cespe e a Cesgranrio seriam os responsáveis pela nova edição do exame.
As duas instituições já haviam participado de edições anteriores do Enem. "Nós temos dois parceiros que realizaram, no caso da Cesgranrio, todos os Enem até aqui, os últimos três em parceria com o Cespe. Nós escolhemos essas duas instituições em função da tradição na área, mesmo não tendo participado da licitação que ocorreu no meio do ano. Mas, pelo fato de terem acumulado maior experiência na realização do Enem, foram as instituições escolhidas".
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
MEC estuda Enem obrigatório em 2010
Diretor do Inep admite mudança e participa de evento nesta segunda na Capital
Com 4,5 milhões de inscritos, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se transformou na porta de acesso às universidades e, em 2010, pode passar por mais uma transformação.
Em Porto Alegre, onde veio participar de um seminário com as escolas privadas, o diretor de Avaliação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Heliton Ribeiro Tavares, admitiu que a prova pode se tornar obrigatória a partir do próximo ano.
– O conselho que reúne as secretarias de educação estaduais já solicitou estudo para tornar o Enem obrigatório. Vamos responder no próximo ano se é possível ou não. Não sei se será possível, pelo menos a curto prazo – disse Tavares.
O novo Enem será aplicado nos dias 3 e 4 de outubro em mais de 1,8 mil municípios brasileiros. Como preparar os alunos e conseguir ajustar a metodologia ao novo exame virou questão de ordem para os professores.
Para ajudar a entender a mudança, o Sindicato do Ensino Privado (Sinepe) do Estado realiza nesta segunda, a partir das 8h30min, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul um seminário.
Confira, abaixo, entrevista concedida pelo diretor do Inep, Heliton Tavares, no sábado, por telefone.
Zero Hora – Por que o Ministério da Educação teve pressa para implementar a mudança?
Heliton Tavares – Não tivemos pressa. A exigência de uma aplicação imediata nem partiu no MEC, mas da sociedade. O Ensino Médio há muito tempo estava precisando de uma mudança deste tipo. Estávamos a mais de um ano em um nível avançado de discussões e decidimos fazer de uma vez.
Zero Hora – Com a nota do Enem valendo como única forma de ingresso em universidades federais, a preocupação com a fraude aumentou muito. Como vai ser a fiscalização em cada sala de aula?
Tavares – O Inep é o gerente do processo. Houve a contratação de um consórcio de empresas. Teremos 350 mil pessoas para trabalhar nos dias de prova. Isso garante pelo menos duas pessoas em cada sala, além de fiscais externos e coordenadores. O Enem já é a maior prova aplicada no Brasil. Neste ano, teremos meio milhão a mais do que o ano passado, mas a estrutura já estava montada. Claro que, neste ano, os cuidados estão sendo muito maiores e a seriedade do processo tomou uma dimensão enorme. Mas a logística estava montada.
Zero Hora – Como será a divulgação dos resultados para alunos e escolas?
Tavares – As escolas vão saber como estão os alunos em cada habilidade medida (são 30 por área). Em uma escala de proficiência, vamos informar a média dos alunos por escola, dentro das faixas de conhecimento e até com um percentual por faixa. Vamos gerar informação suficiente para que possam comparar suas metodologias em relação as outras. O estudante terá seu desempenho medido por uma pontuação. A média valerá 500 pontos, com desvio padrão de cem pontos. Além disso, vai saber também o que conhece em cada área.
Zero Hora – O Enem poderá se tornar obrigatório em 2010?
Tavares – O conselho que reúne as secretarias estaduais de Educação já solicitou estudo para tornar o Enem obrigatório. Vamos responder no próximo ano se é possível ou não. Não sei de será possível, pelo menos a curto prazo. Mas é algo que interessa a todas as secretarias.
Zero Hora – Em que o exame avança?
Tavares – Ela aproxima o Ensino Médio da universidade e consegue medir o desempenho das escolas. Antes era a experiência dos alunos que, contava. Com isso, passa a ser um orientador do Ensino Médio e o coloca na mesma mesa das universidades, coisa que há muito tempo não se conseguia no Brasil. Esses grupos, juntos, agora vão fazer propostas de mudanças. Estamos formando um grupo para verificar toda a estrutura do Enem e propor mudanças. Ele será formado por professores da educação básica, das universidades e institutos federais e de universidades estaduais e particulares. Queremos discutir e aprimorar o exame sempre, a cada edição. É um processo de construção.
Zero Hora – O Inep está preparado para o sistema de seleção que promete atender milhões de estudantes online?
Tavares – Esperamos 4 milhões de acessos simultâneos. Estamos investindo em uma megaestrutura, maior do que a da Receita Federal. Qualquer problema de internet pode colocar tudo a perder. Durante as inscrições, chegamos a 221 mil acessos simultâneos e deu tudo certo.
O evento
- Quando: a partir das 8h30min, no auditório do prédio 40 da PUCRS, em Porto Alegre, ocorre o seminário com o diretor de Avaliação Básica do Inep, Heliton Tavares
- Inscrições: podem ser feitas no local. À tarde, ocorre o 7º Seminário de Cidadania, que abordará o tema do crack na escola, com palestra da psiquiatra do Núcleo de Adolescência e Drogas do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas da UFRGS, Patrícia Saibro.
- Informações: (51) 3213-9090
Fonte: ZERO HORA
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Literatura no Novo ENEM: o que estudar
Como já dissemos, o programa do ENEM se baseia na idéia de competências e habilidades, não fornecendo, portanto, um programa pontual sobre conteúdos a serem exigidos. Mas não se preocupe! Analisando-se as provas anteriores e a nova matriz de habilidades divulgada pelo MEC, é possível fazermos um plano de estudo para você se organizar.
PLANO DE ESTUDOS – LITERATURA PARA O ENEM
1. Texto Literário
- Diferenças entre texto literário e texto não-literário
- Linguagem Literária (conotação x denotação)
- Figuras de Linguagem
- Intertextualidade: Paráfrase e Paródia
2. Gêneros Literários
2.1. Gênero Narrativo
- Narrador
- Personagens
- Enredo
- Tempo
- Espaço
2.2. Gênero Lírico
- Eu-lírico
- Versos / Estrofes
- Métrica
- Rima
- O Concretismo e a abolição do verso tradicional
2.3 Gênero Dramático
- Estrutura dialógica
2.4 A Crônica como gênero contemporâneo
- Caractérísticas
- Temas
- Autores
3. Escolas Literárias
3.1 Quinhentismo
3.1.1 Literatura de Informação
- Carta de Caminha
3.1.2 Literatura de Catequese- Padre Anchieta
3.2 Barroco- Gregório de Matos (Poesias)
- Padre Antonio Vieira (Sermões)
3.3 Arcadismo (Neoclássico)
3.3.1 Arcadismo Lírico
- Tomás Antônio Gonzaga
- Cláudio Manoel da Costa
3.3.2 Arcadismo Épico
- Basílio da Gama (O Uraguai)
- Santa Rita Durão (Caramuru)
3.4 Romantismo
3.4.1 Poesia
3.4.1.1 Primeira Geração
- Gonçalves Dias
3.4.1.2 Segunda Geração
- Álvares de Azevedo
- Casemiro de Abreu
3.4.1.3 Terceira Geração
- Castro Alves
3.4.2 Romance Romântico
- José de Alencar (Iracema, O Guarani, Lucíola, Senhora)
- Manoel Antônio de Almeida (Memórias de um Sargento de Milícias)
3.4 Realismo
- Machado de Assis (Memórias Póstumas, Quincas Borba, Dom Casmurro e Contos)
3.5 Naturalismo
- Aluísio Azevedo (O Cortiço)
3.6 Parnasianismo
- Olavo Bilac
- Raimundo Correia
3.7 Simbolismo
- Cruz e Souza
- Alphonsus de Guimaraens
3.8 Pré-Modernismo
- Euclides da Cunha (Os Sertões)
- Monteiro Lobato
- Lima Barreto (Triste Fim de Policarpo Quaresma)
- Augusto dos Anjos
3.9 Modernismo
3.9.1 Antecedentes da Semana de Arte Moderna (Vanguardas Européias)
3.9.2 Geração de 22
- Oswald de Andrade (Pau Brasil / Antropofagia)
- Mário de Andrade (Macunaíma)
- Manuel Bandeira
3.9.3 Geração de 30
3.9.3.1 Poetas
- Carlos Drummond de Andrade
- Vinícius de Moraes
- Cecília Meireles
- Mário Quintana
3.9.3.2 Romance de 30
- Jorge Amado (Capitães de Areia, Mar Morto)
- Erico Verissimo (O Tempo e o Vento, Incidente em Antares)
- Graciliano Ramos (Vidas Secas, São Bernardo)
- José Lins do Rego (Menino de Engenho, Fogo Morto)
- Rachel de Queiroz (O Quinze)
3.9.4. Geração de 45 (Pós Modernismo)
- João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina)
- Guimarães Rosa (Grande Sertão: Veredas, Primeiras Estórias)
- Clarice Lispector (Laços de Família, A Hora da Estrela)
Observações:
- As manifestações da literatura contemporânea não devem exigir conhecimento prévio por parte do candidato. Os textos serão colocados como referência para testar a leitura e a compreensão (interpretação) do candidato.
- As obras colocadas entre parênteses são apendas indicações de leitura. Não há uma lista de leituras obrigatórias no ENEM. Só se exige conhecimento prévio de grandes clássicos, como Vidas Secas e Dom Casmurro, por exemplo. Ou de poemas antológicos como Canção do Exílio, Vou-me embora pra Pasárgada.
FAÇA AQUI O DOWNLOAD DAS PROVAS DO ENEM (TODAS AS PROVAS COM GABARITO, DESDE 1998)
FIQUE LIGADO! NAS PRÓXIMAS POSTAGENS, MAIS DICAS DE ESTUDO PARA O NOVO ENEM.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
MEC divulga as habilidades que serão avaliadas no novo Enem
O MEC (Ministério da Educação) divulgou nesta quinta-feira (14) a matriz de habilidades do novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O documento, que é um guia para orientar a elaboração dos itens da prova, foi aprovado durante esta manhã pelo Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e na nesta quarta (13), pelos reitores das universidades federais.
A matriz está organizada nas quatro áreas que comporão o exame: linguagem, ciências da natureza, ciências humanas e matemática. Assim, a nova prova do Enem, que será aplicada em outubro, cobrará os mesmos conteúdos pedidos pelos atuais vestibulares, mas o formato da prova será diferente.
Agora, os estudantes terão de usar mais a capacidade de raciocínio e compreensão do que de memorização. A expectativa é de que a nova concepção do Enem ajude a reestruturar o currículo do ensino médio.
Para implementar a universalização do novo Enem será necessário um estudo de logística para garantir o acesso dos alunos aos locais de prova em todo o território nacional.
Segundo o ministro, ao contrário da Prova Brasil - que também será realizada este ano -, o novo Enem não pode ser aplicado em sala de aula. "Mais do que a aferição do conhecimento do aluno, a prova pode representar o acesso dele à universidade, o que exige cuidados maiores com a segurança", explicou.
O Consed entende que o novo formato da prova vai permitir a reestruturação do ensino médio e que, com isso, o currículo dessa etapa do ensino passará a orientar os processos seletivos de acesso à educação superior, não o contrário, como ocorre hoje.
Para Maria Auxiliadora, o novo formato do exame provoca debates nos Estados e a aproximação entre os secretários de educação e reitores.
Enem duas vezes ao anoDe acordo com o ministro, o comitê de governança estuda a aplicação do novo Enem duas vezes ao ano, medida que já era prevista quando foi lançado o formato para 2009.
"Pelo calendário das universidades, nós não teremos como fazer antes de março nem depois de abril, então a de ser provavelmente num desses dois meses", disse Haddad.
"Simulado"
O ministro confirmou a elaboração de um modelo de prova do novo Enem, que será divulgado antes da data do exame (dias 3 e 4 de outubro). Segundo Haddad, serão questões que exemplificam as habilidades e competências exigidas. O número de perguntas disponibilizadas não está definido. Mas não serão "necessariamente 200 como na prova", disse Haddad.
Todas as questões do Enem devem atender a dois pressupostos. Em primeiro lugar, devem respeitar a matriz de habilidades, definida pelo comitê de governança e, depois, têm de passar no pré-teste, demonstrando que sua dificuldade consegue ser reproduzida nos anos seguintes.
Para compor uma prova de 200 questões, como será o novo Enem, Haddad estima que serão necessários centenas - ou mesmo milhares - de itens pré-testados.
Esses itens vão permitir ao Inep elaborar nos anos seguintes questões que possibilitem acompanhar a evolução do nível do ensino médio, como se faz atualmente com a Prova Brasil.
Texto do portal UOL
* Com informações da Assessoria de Imprensa do MEC
CONHEÇA A MATRIZ DE HABILIDADES DO NOVO ENEM
Reitores já definiram conteúdo do novo Enem, diz ministro da Educação
Dirigentes aprovaram matriz de habilidades do Enem.
Haddad diz que ideia é fazer dois exames por ano.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou na noite desta quarta-feira (13) que os reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) aprovaram por unanimidade as matrizes de habilidades que serão incluídas no novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A matriz é uma espécie de guia que orienta a elaboração dos itens da prova.
De acordo com o ministro, também ficou definido entre o MEC e os reitores que um modelo de prova do novo Enem será divulgado “o quanto antes” para que os estudantes possam se preparar. Ele não soube precisar quantas universidades devem aderir ao novo vestibular, mas antecipou que a ideia é aplicar pelo menos duas provas por ano, apesar da questão orçamentária.
Segundo Haddad, ficou definido que haverá provas de língua estrangeira já em 2010. O ministro também informou ter oficiado o Ministério da Justiça para que a segurança seja reforçada. Haddad afirmou que a Polícia Federal vai reforçar a segurança nos locais de prova.
Segundo Haddad, “a partir deste momento, se inicia um processo de reforma curricular do ensino médio." O documento que vai especificar o conteúdo do vestibular unificado deverá ser divulgado nesta quinta-feira (14), após ser apresentado ao Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). “Amanhã [quinta-feira] à tarde, o documento estará disponível no portal do MEC”, prometeu o ministro.
“É uma matriz de habilidades com conteúdos tradicionais do ensino médio. Não se está reinventando nada, até em respeito aos alunos que estão concluindo o ensino médio”, disse Haddad. “Não se trata de esvaziar o ensino médio dos conteúdos, mas abordá-los de forma a privilegiar a capacidade de raciocínio, de integração das áreas”, completou.
O ministro disse que o novo modelo de prova privilegia a capacidade de interdisciplinaridade e a compreensão de conteúdos e não o mais o chamado "decoreba". "Se um aluno compreende um fenomeno da natureza, sabe do que se trata, mas se esqueceu a fórmula que é geralmente decorada, ele vai conseguir por outros meios chegar à resposta correta. A ênfase deixa de ser a memorização para a capcidade de compreensão dos fenômenos da natureza, ou da história, ou da geografia", explicou.
Haddad fez mais críticas ao "decoreba." "É inadmissível perguntar sobre data, não vai se perguntar se ele sabe uma data. Num momento de tensão extrema, o aluno pode não tem equilíbrio emocional para responder. Precisa saber se ele compreende os processos históricos", completou Haddad.
Texto do portal G1
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Simulado ENEM
Inep irá divulgar simulado do novo Enem na internet
Presidente do Inep espera conseguir disponibilizar prova em um mês.
No novo formato do Enem, candidato fará 11,5 horas de provas.
Uma prova simulada com questões nos moldes do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser disponibilizada na internet pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação responsável pela aplicação da prova.
Segundo Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, o simulado deverá trazer 50 perguntas e ele espera que esteja pronto dentro de um mês. "Ainda não tenho como precisar quando isso irá acontecer", disse nesta sexta-feira (8), durante um seminário, voltado para professores, realizado em São Paulo por um cursinho pré-vestibular.
Novo formato
Pelo novo formato, serão 200 questões de múltipla escolha e uma redação. As perguntas estarão divididas em quatro grupos: linguagens (50 testes e redação), ciências humanas (50 testes), ciências da natureza (50 testes) e matemática (50 testes).
O tempo de prova para cada área será de duas horas e meia, além de uma hora e meia para a redação, totalizando 11 horas e meia de maratora de provas em dois dias, segundo proposta do Inep.
O Inep planeja aplicar em 3 e 4 de outubro, um sábado e um domingo. Fernandes afirma que, no primeiro dia, a prova deve ser aplicada à tarde, com dois grupos, num total de cinco horas. No domingo, os candidatos começariam a fazer a parte de linguagens e redação durante quatro horas do período da manhã. Após uma pausa para o almoço, continuariam à tarde com mais duas horas e meia de provas.
Segurança
O presidente do Inep afirmou ainda que já entrou em contato com o Ministério da Justiça para pedir um apoio da Polícia Federal na aplicação da prova. "Isso já acontece no Enem atual", disse. A questão da segurança por ser uma prova nacional surgiu desde o início do anúncio da proposta do MEC de usar a prova do Enem nos vestibulares das universidades federais.
Uma outra possibilidade que o Inep estuda é aplicar mais de uma prova. "Se, em vez de uma única prova, houver várias, vamos dizer, 50, fica mais difícil haver um problema", disse. "Em caso de enchente em algum lugar, por exemplo, a prova poderá ser reaplicada só naquela localidade."
Conteúdo
As matrizes de habilidades que serão cobradas pelo Enem deverão ser apresentadas na próxima quarta-feira (13) pelo Inep. Segundo Fernandes, as matrizes de português e matemática já estão prontas, mas ele não quis divulgar nenhum detalhe.
Depois de prontas as matrizes, comissões técnicas, que ainda serão montadas, irão elaborar a relação de conteúdo que será cobrado. Inglês e espanhol ficarão de fora na edição deste ano, mas entrarão na prova do ano que vem.
*Texto do portal G1
