São 5607 candidatos ausentes até o terceiro dia de provas
A Comissão Permanente de Seleção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) divulgou nesta manhã os números relativos às provas realizadas nesta quarta-feira, dia 13.
Em Geografia a média foi 11,7825, com desvio padrão de 3,6474; na de Química o índice de acertos foi 8,7057, com desvio de 4,4564, e em Biologia foi 10,5781 e desvio de 3,6185.
A abstenção cumulativa dos três dias de vestibular é de 17,14%, o que corresponde a 5607 candidatos ausentes.
Fonte: ClicRBS
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Vestibular da UFRGS soma abstenção de 17,14%
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
Gabarito UFRGS 2010 1º dia
Aguarde...
Vestibular da UFRGS começa na Capital, Serra e Litoral Norte
Portões dos locais de prova fecharam às 8h30min
Leandro Rodrigues (ClicRBS)
As provas do vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) iniciaram neste domingo. Além de Porto Alegre, os vestibulandos realizam provas em Bento Gonçalves, em Tramandaí e em Imbé. Os portões dos locais de prova foram fechados às 8h30min.
Hoje, os vestibulandos vão encarar as provas de Física, Literatura e Língua Estrangeira. No segundo dia ocorrem as provas de Língua Portuguesa e Redação. Na terça-feira as disciplinas são Biologia, Química e Geografia. O vestibular fecha na quarta-feira com História e Matemática. A Universidade pede que os candidatos compareçam ao local das provas às 8h, munidos de documento de identidade.
No total foram 32.706 inscritos, número inferior aos 34.553 inscritos no vestibular do ano passado - embora o número de vagas tenha aumentado de 4.556 em 2009 para 4.961 em 2010.
A UFRGS oferece neste ano 86 opções de cursos - 11 a mais do que no ano anterior. O mais procurado segue sendo o de Medicina, com 34,51 candidatos por vaga.
Os gabaritos de cada prova serão divulgados diariamente às 17h. O listão dos aprovados ainda não tem data definida para publicação
sábado, 2 de janeiro de 2010
Dicas de Literatura UFRGS 2010 (2): Renascimento e Literatura no Período Colonial

A literatura da época do Renascimento e das Grandes Navegações pode aparecer na prova com Gil Vicente (Humanismo), Camões (Classicismo), ou ainda com as primeiras manifestações literárias no Brasil (Literatura de Catequese e de Informação).
Nesse ponto, cabe destacar o fato de que "Os Lusíadas", de Camões saiu do programa de leituras obrigatórias, mas isso não impede que o maior poeta português apareça na prova. Em 2009 a prova começou por Gil Vicente, e em 2008 tivemos uma questão sobre Literatura de Informação. Sendo assim, imagino que a questão inicial da prova seja realmente sobre Camões e, mais especificamente sobre sua poesia lírica.
Então a dica de hoje é a seguinte: vale a pena priorizar nos estudos a lírica camoniana.
O que observar
Lírica Amorosa:
- questionamento do amor e de sua existência;
- busca por um sentido de universalidade;
- tensão amor físico x amor platônico (antecipação do Conceptismo barroco)
TEXTOS PARA ESTUDO
TEXTO 1
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
TEXTO 2
Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si sómente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim co'a alma minha se conforma,
Está no pensamento como ideia;
[E] o vivo e puro amor de que sou feito,
Como matéria simples busca a forma.
Lírica Filosófica:
- reflexão sobre o sentido da existência
- temas como a passagem do tempo e a fugacidade das coisas
- o desconcerto do mundo
TEXTO PARA ESTUDO
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía*.
*soía= costumava ser
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Dicas de Literatura para a UFRGS 2010 (1): Estudar além das leituras obrigatórias
Conforme prometido, temos aqui o início de uma série de postagens sobre a prova de literatura da UFRGS para te ajudar nesses últimos dias de estudo.
Nossa primeira dica é elementar: são 25 questões e apenas 12 leituras obrigatórias. A conclusão é que mais da metade da prova se constitui de questões sobre um conteúdo que extrapola a lista de livros indicados. Que conteúdo é este? O que estudar?
No manual do candidato há uma listagem bem extensa, que reproduzo aí embaixo na íntegra:
LISTAGEM BÁSICA DE TÓPICOS E AUTORES
Renascimento
· Gil Vicente e Camões
Literatura no Período Colonial
· Literatura informativa
· A carta de Caminha; depoimentos de viajantes e historiadores
Barroco
· A poesia de Gregório de Matos Guerra e a oratória de Antônio
Vieira
Arcadismo
· A poesia de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antonio
Gonzaga. A épica de Basílio da Gama
O Romantismo
· A poesia; Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu, Álvares de
Azevedo, Sousândrade e Castro Alves
· O romance; Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar,
Joaquim Manuel de Macedo, Visconde de Taunay e Bernardo
Guimarães
· O teatro; Martins Pena
O final do século XIX
· A narrativa; Machado de Assis, Aluísio Azevedo e Raul
Pompéia; a narrativa de Eça de Queirós
· A poesia parnasiana; Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto
de Oliveira
· A poesia simbolista; Cruz e Sousa, Alphonsus de Guimaraens
e Eduardo Guimaraens
· A literatura no Rio Grande do Sul. O Partenon Literário
O início do século XX
· Os Sertões, de Euclides da Cunha
· A poesia de Augusto dos Anjos
· A narrativa de Lima Barreto
· O Regionalismo; Monteiro Lobato. O Regionalismo sul-riograndense;
Simões Lopes Neto e Amaro Juvenal
O Modernismo
· Características gerais do Modernismo. Semana de Arte
Moderna de 1922
· A literatura brasileira e as vanguardas artísticas do começo do
século XX
· A obra de Fernando Pessoa. A poesia de Manuel Bandeira,
Mário de Andrade e Oswald de Andrade
· O movimento modernista no Rio Grande do Sul
Entre 30 e 45
· O romance de 30; José Lins do Rego, Graciliano Ramos,
Jorge Amado, Raquel de Queiroz, Erico Veríssimo, Dyonélio
Machado e Cyro Martins
· A poesia; Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes,
Cecília Meireles e Mário Quintana
Entre 45 e 70
· A prosa; Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Antonio Callado
· A poesia; João Cabral de Melo Neto
· O Concretismo
· A crônica; Rubem Braga e Nelson Rodrigues
· O teatro de Nelson Rodrigues e Ariano Suassuna
· O Tropicalismo
Depois de 70
· A narrativa; Rubem Fonseca, Dalton Trevisan e João Ubaldo
Ribeiro
· A poesia da canção popular brasileira; Caetano Veloso e
Chico Buarque de Holanda
· A crônica; Luís Fernando Verissimo
· O teatro; Plínio Marcos
· Ficção sul-rio-grandense contemporânea; Josué Guimarães,
Moacyr Scliar, Assis Brasil, José Clemente Pozenato, Tabajara
Ruas, Lya Luft, Sérgio Faraco, Charles Kiefer e Caio Fernando
Abreu
· A poesia sul-rio-grandense contemporânea; Carlos Nejar e
Armindo Trevisan
Como é muito conteúdo e o tempo é curto, nosso objetivo é revisar aquilo que realmente deve aparecer na prova. Os próximos posts da série "Dicas de Literatura para a UFRGS 2010" vão apontar os caminhos. Amanhã começamos comentando as primeiras questões!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
UFRGS disponibiliza consulta aos locais de prova do vestibular 2010
A consulta aos locais de prova do processo seletivo 2010 da UFRGS(Universidade Federal do Rio Grande do Sul) já está disponível no site da instituição.
Os 32.706 vestibulandos inscritos disputarão 4.961 vagas em 82 graduações. Os cursos de administração pública e social (noturno), biotecnologia , engenharia de energia, engenharia física, história da arte (noturno), políticas públicas (noturno) e serviço social (noturno) são oferecidos pela primeira vez.
Concorrência
O curso de medicina, com 34,51 c/v, é o mais concorrido do processo seletivo. Depois vêm direito diurno, com 18,04 c/v; fisioterapia, com 17,07 c/v; psicologia noturno, com 16,3 c/v; e direito noturno, com 15,41 c/v. Veja a lista de todos os cursos:
Concorrência do vestibular 2010 da UFRGS:
Clique aqui e veja a relação candidato/vaga
Provas UFRGS 2010
As provas do vestibular 2010 vão ser aplicadas entre os dias 10 e 13 de janeiro de 2010, nas cidades de Porto Alegre, Bento Gonçalves e Imbé/Tramandaí, com início às 8h30, e duração de total de quatro horas e meia. Siga o calendário de provas, cada uma com 25 questões objetivas (exceção feita à redação):
10 de janeiro de 2010: física, literatura e língua estrangeira;
11 de janeiro de 2010: português e redação;
12 de janeiro de 2010: biologia, química e geografia;
13 de janeiro de 2010: história e matemática
Clique aqui para baixar o manual do candidato (arquivo em .pdf)
Outras informações podem ser obtidas site da UFRGS.
Fonte: UOL
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Resumo: Memorias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

Memorias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
O Autor
Nasceu no dia 21 de junho de 1839 no Rio de Janeiro, mais precisamente no Morro do Livramento. Nasceu simplesmente um moleque de morro, franzino e doentio. Era filho de um pintor de paredes, Francisco José de Assis, e de uma portuguesa, Maria Leopoldina.
Quando ainda pequeno, ficou órfão de mãe. O pai casou-se novamente e a madrasta, Maria Inês, contrariando a lenda, substituiu em cuidados e carinhos a mãe verdadeira e também o pai, que morreria logo depois. Machado cresceu ao lado de Maria Inês, lavadeira e doceira, cujas balas o menino vendia na porta dos colégios que não podia freqüentar.
Naqueles tempos, escola era um privilégio dos mais afortunados. O menino, aliás, nunca freqüentaria qualquer escola. Machado é, hoje, o maior exemplo de autodidatismo no Brasil.
Tímido e introspectivo, Machado teve uma vida sóbria, comportada, sem grandes travessuras de criança, nem grandes aventuras de rapaz.
1855 - aos dezesseis anos, publica seu primeiro poema Ela na Marmota Fluminense. Esse poema só foi publicado porque Paula Brito, dono de uma tipografia e de uma livraria, simpatizou-se com o rapaz e fez dele seu protegido.
1856 e 1858 - Machado trabalha como topógrafo, primeiro na Imprensa Nacional e depois na tipografia de Paula Brito. Nessa época conhece um jornalista famoso, Manuel Antônio de Almeida, e outros intelectuais.
1858 e 1867 - Machado colabora assiduamente em muitos jornais e revistas cariocas, nos publicava contos, crônicas e crítica teatral. No ano de 1857 ingressa no funcionalismo público, em que sucessivamente teve funções cada vez mais importantes e chegou a ser um funcionário de prestígio.
1869 - casa-se com Carolina Xavier de Novais, irmã do poeta Faustino Xavier, que viera de Portugal para uma viagem cultural pelo Brasil. O casamento que iria durar 35 anos e ser dos mais felizes foi tumultuado, pois os pais de Carolina, portugueses preconceituosos, não queriam a união da filha com um mulato. Carolina viria a dar ao pacato e caseiro Machado de Assis a companhia ideal em sua fase de produção literária.
1870 - Machado nos premia com uma intensa atividade literária e com sucessivas publicações: contos, romances, poesia, teatro e crítica literária.
1881 - Machado atinge sua maturidade literária e publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, um romance. Essa obra vem a ser um marco na história da Literatura Brasileira.
1882 - aparece Papéis Avulsos, uma seleção admirável de contos.
1891- aparece Quincas Borba, o mais filosófico dos romances machadianos.
1896 - é fundada a Academia Brasileira de Letras, e Machado de Assis, um ano depois, é aclamado seu presidente perpétuo.
1899 - surgem Dom Casmurro, romance, obra-prima de drama moral, e Páginas Recolhidas, seleção de contos.
1904 - é publicado o romance Esaú e Jacó, e também morre sua esposa Carolina.
1908 - morre Machado de Assis, festejado, em todos os sentidos, como o maior escritor brasileiro.
Obra
A classificação (rotulação) de Machado dentro de escolas e movimentos é problemática e atende apenas à comodidade didática. O mesmo ocorre com a divisão de sua obra em fases: a primeira (Romântica) e a segunda (Realista). O que houve em Machado foi um contínuo aperfeiçoamento.
Sua obra abrange os seguintes gêneros literários:
Poesia - Crisálidas, Falenas e Americanas (fase romântica) e Ocidentais (fase parnasiana)
Teatro - Desencantos, A Queda que as Mulheres têm para os Tolos, Quase Ministro, Os Deuses de Casa, Tu, Só Tu, Puro Amor, entre outras. É o aspecto menor da obra machadiana. São mais contos dialogados, que peças teatrais.
Crítica - Abrangendo literatura e teatro.
Crônica - Reunida no livro A Semana.
Conto - Tão importante quanto o romance machadiano. Contos Fluminenses, Histórias da Meia-Noite, Papéis Avulsos, Histórias sem Data, Várias Histórias e Relíquias da Casa Velha.
Romance - Fase romântica: Ressureição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia. Apesar de rotulados "românticos" , há nesses romances elementos realistas: a análise psicológica e o fato de que as heroínas ajam por interesse na obtenção de "status" social e não por amor, mola central da narrativa romântica. Fase realista: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e D. Casmurro, que constituem a Trilogia Machadiana, Esaú e Jacó e Memorial de Aires.
Considerações Gerais
A ruptura com a narrativa linear:
Os fatos e as ações não seguem um fio lógico ou cronológico, obedecem a um ordenamento interior, são relatados à medida que afloram à consciência ou à memória do narrador, num processo que se aproxima do impressionismo.
A organização metalingüística do discurso narrativo:
É comum, na ficção machadiana, que o narrador interrompa a narrativa para, com saborosa e bem-humorada bisbilhotice, comentar com o leitor a própria escritura do romance, fazendo-o participar de sua construção; ou ainda, para dialogar sobre uma personagem, refletir sobre um episódio do enredo ou tecer suas digressões sobre os mais variados assuntos.
Machado assume a posição de quem escreve e ao mesmo tempo se vê escrevendo. Esses comentários à margem da narração constituem o principal interesse, pois neles está a mensagem artística do escritor.
O universalismo
Machado captou na sociedade carioca do século XIX, os grandes temas de sua obra. O seu interesse jamais recaiu sobre o típico, o pitoresco, a cor local, o exótico, tão ao gosto dos românticos. Buscou, na sociedade do seu tempo, o universal, a essência humana, os grandes valores filosóficos: a essência e a aparência; o caráter relativo da moral humana; as convenções sociais e os impulsos interiores; a normalidade e a loucura, o acaso, o ciúme, a irracionalidade, a usura, a crueldade.
A pobreza de descrições, a quase ausência da paisagem são ainda desdobramentos dessa concentração na análise psicológica e na reflexão filosófica. As tramas dos romances machadianos poderiam, sem grandes prejuízos à narrativa, ser transplantadas para qualquer época e qualquer cidade.
Os grandes arquétipos
Uma das linhas mestras da ficção machadiana parte do aproveitamento dos arquétipos, que remontam à tradição clássica e aos textos bíblicos. (Arquétipo = modelo de seres criados; padrão exemplar; imagens psíquicas do inconsciente coletivo, e que são o patrimônio coletivo de toda a humanidade.)
Assim, o conflito dos irmãos Pedro e Paulo, em Esaú e Jacó, remonta ao arquétipo bíblico da rivalidade entre Caim e Abel; a psicose do ciúme de Bentinho, em D. Casmurro, aproxima-se do drama de Otelo e Desdêmona, de Shakespeare.
O pessimismo
Machado revela sempre uma visão desencantada da vida e do homem. Não acreditava nos valores do seu tempo e, a rigor, não acreditava em nenhum valor. Mais do que pessimista ou negativa, sua postura é niilista ("nil" - nada). O desmascaramento do cinismo e da hipocrisia, do egoísmo e do interesse, que se camuflavam sob as convenções sociais é o cerne de grande parte da ficção machadiana.
O capítulo final de Memórias Póstumas, o antológico das negativas, é exemplo cabal do pessimismo do autor:
Capítulo CLX
Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplastro, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de Dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.
A ironia, o humor negro
A forma de revolta de Machado era o rir; quase sempre um riso amargo que exteriorizava o desencanto e o desalento ante a miséria física e moral de suas personagens. Observem o texto:
Daqui inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome , com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.
Tu minha Eugênia, é que não as descalçaste nunca; foste aí pela estrada da vida, manquejando da perna e do amor, triste como os enterros pobres, solitária, calada, laboriosa, até que vieste também para esta outra margem... O que eu sei é se a tua existência era muito necessária ao século. Quem sabe? Talvez um comparsa de menos fizeste patear a tragédia humana.
Resumo
Memórias póstumas de Brás Cubas conta a história de Brás Cubas a partir de sua morte, já que inicialmente o próprio narrador observa que para tornar a narrativa mais interessante e "galante" havia decidido começá-la pelo fim _ ; ele era, portanto, não um autor defunto mas um defunto autor _ . Assim, o primeiro capítulo começa justamente com a morte de Brás e seu enterro _ _ .
A causa de sua morte havia sido, oficialmente, uma pneumonia, da qual ele não cuidou de forma correta. Entretanto, sua morte de fato deve-se a uma idéia, segundo ele, grandiosa e útil, uma idéia que se transformou em fixação. Um dia de manhã, caminhando pela chácara onde vivia, pensou em inventar um medicamento sublime, um emplasto anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a melancólica humanidade _ . Para justificar a criação de tal emplasto frente às autoridades, Brás chamou a atenção de que a cura que traria seria algo verdadeiramente cristão, além de não negar as vantagens financeiras que tal produto traria. Contudo, já do outro lado do mundo, confessa que o real motivo era ver seu nome escrito nas caixinhas do medicamento e em todas as fontes publicitárias, pois as embalagens levariam seu nome _ _ .
Brás Cubas nasceu no dia 20 de outubro de 1805 _ . Foi uma grande festa para toda a família. Houve muitas visitas à sua casa e o pai estava orgulhoso por haver tido um filho homem. Todas as informações dadas são curtas, mas revelam os mimos recebidos pelo garoto durante toda a infância. Desde os cinco anos recebera o apelido de "menino diabo". Reconhece ele mesmo que, de fato, foi um dos mais malvados e travessos de seu tempo. Uma de suas diabruras foi ter quebrado a cabeça de uma escrava porque ela lhe negara uma colher de doce de coco, quando o menino tinha seis anos _ . Prudêncio, um moleque escravo da família, era seu cavalo de todos os dias _ . Brás conta ainda outras diabruras que fazia, entretanto, nada disso parecia ter importância para seu pai, que o admirava e, se lhe repreendia na presença dos outros, em particular lhe dava beijos _ .
Com nove anos, o garoto assistiu em sua casa a um jantar organizado pelo pai em comemoração à derrota de Napoleão. No final do jantar, Brás queria uma compota de doces, mas todos estavam distraídos escutando um dos letrados presentes, o doutor Vilaça, que fazia glosas e recebia, naquele momento, todas as atenções dos convidados. O menino começou a pedir o doce, depois gritou, berrou e foi tirado da sala por tia Emerenciana. Isso bastou para que sentisse uma enorme necessidade de vingança contra o doutor Vilaça. Ficou vigiando-o até surpreendê-lo numa moita beijando dona Eusébia, irmã de um sargento-mor. Para que todos soubessem, saiu pela chácara gritando o que havia visto _ .
Em seguida, após relatar tal episódio, Brás conta que cresceu normalmente. Foi à escola, que ele chama de enfadonha, onde teve aulas com um professor de nome Ludgero Barata. É justamente ali que conhece um de seus melhores amigos de infância, Quincas Borba, com quem se reencontrará mais tarde. Ambos os garotos revelam-se travessos e mimados, já que o Quincas era filho único, adorado pela mãe, que o vestia muito bem, mandando um pajem indulgente acompanhá-lo a todos os lugares.
Passado este período da vida do personagem, sobre o qual ele pouco fala, revela-nos seu caso com uma prostituta espanhola, a primeira mulher de sua vida. Brás a conheceu quando tinha dezessete anos. O jovem estava completamente envolvido pelos encantos da bela Marcela, a quem conseguiu conquistar, o que, contudo, lhe custou muitas jóias caras e presentes diversos. Brás confessa-se muito apaixonado neste período, motivo pelo qual o pai o enviou para estudar na Europa, receoso do envolvimento profundo do filho com uma prostituta.
Brás Cubas viaja para Portugal, onde estuda _ . Confessa haver sido um estudante medíocre, mas nem por isso deixou de conseguir o diploma _ . Nos tempos da universidade, apenas mencionados, preferia sair a fazer qualquer tipo de tarefa ou estudo. O diploma que lhe conferem estava longe de representar o conhecimento artificial que havia adquirido, artificialidade esta que marcou toda sua vida e as ações das pessoas que estavam à sua volta _ .
De volta ao Rio, Brás chega a tempo de ver sua mãe viva, mas já muito mal, à beira da morte, por causa de um câncer no estômago. Pela primeira vez, deparava-se com uma perda real e confessa que até então era um presunçoso que apenas havia se preocupado por coisas fúteis _ . Estava inconformado com a morte da mãe, pois lhe parecia uma enorme injustiça que uma pessoa tão santa, em seu julgamento, pudesse morrer de tão implacável doença. Por isso mesmo, após a missa de sétimo dia, resolveu passar algum tempo numa velha propriedade da família localizada na Tijuca. Levou consigo alguns livros, uma espingarda, roupas, charutos e Prudêncio. Ali ficou durante uma semana, quando então já se mostrava cansado da solidão e havia decidido voltar à cidade.
Justamente neste momento, o escravo conta ao patrão que na noite anterior havia se mudado para a casa ao lado uma antiga amiga da família, dona Eusébia, com uma filha. Brás reluta, não quer revê-la, já que se lembra da travessura de infância, quando denunciara a mulher e o doutor Vilaça que se beijavam às escondidas atrás de uma moita _ . Prudêncio, entretanto, recorda-lhe que fora dona Eusébia quem vestira sua mãe já morta. Ele decide, assim, visitá-la para retornar em seguida para a cidade.
Nesse mesmo dia, o pai de Brás sobe à chácara, pois quer sua volta à vida social. Traz consigo dois projetos para o filho: uma candidatura a deputado e um excelente casamento com uma moça de nome Virgília, filha do conselheiro Dutra, importante político. Brás reluta, mas o pai não se deixa vencer. Aconselha o filho, dizendo-lhe que ele não devia ficar ali, era preciso temer a obscuridade, as coisas pequenas. Conclui dizendo que o fundamental era valer pelo que a sociedade pensava _ . Brás concorda, finalmente, com os projetos e diz que descerá no dia seguinte, já que antes precisava visitar dona Eusébia _ _ .
De fato, a visita à velha amiga da família retardou a descida de Brás, que permaneceu ainda alguns dias na chácara. Foi ali que conheceu Eugênia, a quem ele mentalmente chamava "a flor da moita", pois a jovem era fruto das relações ilícitas entre dona Eusébia e o doutor Vilaça. O narrador simpatiza com a jovem e, mais que isso, pensa que pode tirar proveito da situação. Cinicamente, lembra-se de como era a mãe, motivo pelo qual espera conseguir algo da filha. Consegue, é verdade, beijá-la, entretanto, a moça revela-se dona de enorme dignidade, o que confunde Brás Cubas. Além disso, ele descobre que Eugênia tem um defeito de nascença: é coxa. Todos esses aspectos fazem com que ele confirme que não se deve envolver seriamente com ela, já que, além de tudo, ela estava em condição social inferior à sua _ .
Resolvido a terminar qualquer tipo de relacionamento, Brás volta à cidade, disposto a acatar os dois projetos do pai. Conhece Virgília, começam a namorar e ele está em vias de candidatar-se. Neste ínterim, passa por um ourives certo dia para consertar o vidro do relógio que lhe havia caído e depara com Marcela, que agora está com o rosto repleto de bexigas. A beleza de sua juventude desaparecera, dando lugar à deformação, que o narrador faz questão de descrever detalhadamente. Aquela visão o incomoda por algum tempo, entretanto não dura muito, como praticamente todos seus problemas _ .
Algum tempo depois de seu noivado com Virgília, surge, de repente, Lobo Neves, homem inteligente e astuto, que lhe arrebata Virgília e a candidatura. O pai não resistiu ao fracasso do filho, o que teria acelerado sua morte, quatro meses depois, tempo durante o qual ele repetia decepcionado a expressão "Um Cubas", inconformado com a sorte do herdeiro da família.
Passada a morte do pai, os irmãos Brás e Sabina, com a participação de Cotrim - marido de Sabina -, fazem a partilha dos bens. Arma-se uma grande e mesquinha discussão, os dois brigam por causa da herança deixada pelo pai, desde propriedades até a prataria, motivo de grande desavença, pois nenhum dos irmãos queria abrir mão da antiga relíquia da casa, usada em ocasiões importantes como o jantar em comemoração à derrota de Napoleão. No fim da disputa, os dois irmãos saíram brigados e já não conversavam entre si.
Por esta mesma época, Brás recebe de Luís Dutra, um primo de Virgília, a notícia de que ela estava voltando de São Paulo com o marido, então deputado. Encontram-se um dia e ela estava lindíssima _ . Algum tempo depois, como haviam se encontrado em dois outros bailes, o marido de Virgília convidou Brás Cubas para uma reunião íntima em sua casa. Brás, por essa época, escrevia textos literários e políticos em um jornal. Foi justamente nesta noite que os dois antigos noivos tiveram um maior contato. A partir daí, reataram sua antiga união, sobre a qual o narrador relata vários encontros e a paixão que sentiam naquele momento _ .
Certo dia, foi à casa de Virgília e encontrou-a triste, pois lhe parecia que seu marido desconfiava de alguma coisa. Para Brás, a melhor maneira de resolver o problema era que fugissem, mas Virgília não concordou. O marido chegou justamente nesse momento, e ela comportou-se como se nada houvesse acontecido, tratando friamente a Brás, o que lhe dá um terrível ódio de Virgília. No dia seguinte, ela o procurou com a idéia de que eles deveriam arrumar uma casinha onde se encontrariam, um lugar que seria só deles, já que sempre se encontravam na presença de outras pessoas, principalmente do marido .
A casinha da Gamboa foi, de fato, a saída encontrada pelos amantes para que pudessem continuar seu romance, pois grande parte da sociedade desconfiava de que havia algo entre os dois, por isso os comentários estavam cada vez maiores. Assim, a casinha foi importantíssima. Ali colocaram, D. Plácida, uma velha senhora amiga da família de Virgília e podiam encontrar-se com maior tranqüilidade _ .
Algum tempo depois, entretanto, Lobo Neves foi convidado a ocupar uma presidência da província no Norte. Os amantes ficaram desesperados, mas a saída foi dada pelo próprio marido, que convidou Brás a acompanhá-lo como seu secretário. Estava ainda relutante, pois toda a gente comentava seus amores com Virgília. Entretanto, o próprio Lobo Neves resolveu o problema ao recusar a nomeação. Tudo porque o decreto que o nomeava trazia o número 13, que ele considerava fatídico por vários acontecimentos tristes de sua vida _ . Dessa forma, o casal continuou vivendo seu relacionamento da mesma maneira que antes, na casinha da Gamboa.
Durante tais acontecimentos, Brás Cubas se reencontra com Quincas Borba, que está em uma situação deplorável, tornara-se um mendigo. Quincas acaba roubando o relógio de Brás Cubas neste encontro. Ainda nesse período, ocorre a reconciliação com a família, motivo de alegria para o narrador, que volta a visitar regularmente a irmã Sabina. Ela, como sempre, continua insistindo na idéia de que Brás precisava se casar, um homem em sua posição não podia continuar sem um herdeiro para o nome da família.
No entanto, o amor de Brás Cubas e Virgília, neste momento, vive seu ponto máximo, já que ambos haviam passado pela possibilidade de separação em virtude da nomeação de Lobo Neves, o que fortaleceu o sentimento que os unia. Além disso, Virgília disse estar grávida. Brás não perde a oportunidade de comentar que aquele era um embrião de "obscura paternidade", imaginava-o como sendo seu filho, dono de um belo futuro, vendo-o ir à escola, tornando-se bacharel e discursando na câmara dos deputados _ .
Contudo, Virgília perdeu o filho que estava esperando. Além do mais, o marido recebeu uma carta anônima acusando os dois amantes. A mulher negou veementemente que aquilo pudesse ter qualquer fundo de verdade, mas como Lobo Neves ficara desconfiado, Brás afastou-se da residência do casal, mesmo porque o espaço da Gamboa continuava resguardado. Algum tempo depois, Lobo Neves acabou reatando suas relações com o Ministério, desgastadas devido à sua recusa em aceitar o cargo anterior, conseguindo desta vez uma posição de presidente de província. O narrador brinca com o número do decreto, 31 agora, ressaltando que a simples inversão dos algarismos bastou para que a vida tomasse novo rumo.
Brás e Virgília mantém um curto diálogo antes da partida, despedem-se e ele conta que depois que ela viajou sentiu um misto de alívio e saudade em doses iguais. Não houve desespero, nem mesmo dor, o fato trouxe-lhe apenas alguns poucos dias de reclusão em sua casa e uma pequena amostra do que era a viuvez. Morreram seu tio cônego, Ildefonso, e dois primos, pelos quais ele não sofreu. Também nasceu sua segunda sobrinha. Segundo ele, esta era a filosofia das folhas velhas, que caem e morrem, enquanto outras nascem. Ele mesmo agitava-se de quando em quando e recorria às suas cartas de juventude _ .
Tal reclusão, entretanto, como qualquer de seus pensamentos mais profundos, passou rapidamente, em especial pelo reaparecimento de Quincas Borba e seu envolvimento com Dona Eulália, chamada familiarmente de Nhã-Loló. A jovem tinha dezenove anos, era filha de Damasceno, faltava-lhe certa elegância, segundo Brás, mas tinha belos olhos e uma expressão angelical. O narrador conheceu-a ainda quando Virgília estava no Rio de Janeiro e estava grávida. Sabina insistia na idéia de que Nhã-Loló seria uma excelente esposa para o irmão, que se esquivava por aquela época. Entretanto, quando se deu conta, estava praticamente nos braços da jovem e acabaram ficando noivos três meses após a viagem de Virgília. Acontece, porém, que a jovem morreu repentinamente, antes do casamento, fato que nos vem anunciado não pela voz do narrador, mas sim pela apresentação do epitáfio _ _ _ .
Em relação ao Quincas Borba, ele reaparece após ter recebido uma herança e voltado a ocupar boa posição social. O narrador observa que o amigo está com um comportamento um pouco estranho. Quincas defende uma filosofia criada por ele mesmo, o Humanitismo. Diz o filósofo que o mundo é uma projeção de Humanitas, que seria a substância de todas as coisas existentes, da qual elas emanam e para a qual convergem. Dito de outra maneira, para ele, todos os homens são iguais entre si, já que trazem consigo uma parte da tal substância original e todas suas atitudes têm uma explicação que busca o equilíbrio do mundo, mesmo que por meio da guerra e da violência, já que tudo deve voltar para onde começou.
Nesse sentido, ainda na visão do filósofo Quincas Borba, mesmo aquilo que nos parece negativo tem uma função essencial. Segundo o seu sistema, a dor e o sexo são excluídos do mundo, enquanto a guerra, a fome e outras formas de violência existem para que o meio possa selecionar aqueles que são mais fortes _ . Os mais fracos não sobrevivem e assim deve ser. Além de tudo, devem sentir-se felizes também, já que estão tomando parte do sistema do Humanitas. Em outros termos, estes mais fracos, mesmo derrotados, estariam servindo, de alguma maneira, ao princípio do qual descendem, que prevê tais injustiças como forma de equilibrar o mundo ou até mesmo de quebrar a monotonia universal _ _ .
Brás Cubas, desde que conhece os princípios do Humanitismo até o final de sua vida, esteve tentando entender melhor tal sistema, sempre relacionando-o a algum acontecimento cotidiano de sua vida, questionando sua validade ou não. Articula, então, uma série de teorias e preocupações filosóficas, presentes inclusive em seu delírio _ . Ali também o onça mata o novilho, pela sua sobrevivência, o mais forte vence o mais fraco. Segundo o Humanitismo, não há outra saída par a existência, de maneira que mesmo as coisas negativas devem ser vistas como necessárias e justificadas, por fazerem parte do sistema universal, por saírem daquela tal substância básica da qual saímos todos e para a qual voltaremos, segundo Quincas Borba.
Quincas será uma personagem com quem Brás se encontra muitas vezes a partir desse momento até a sua morte. Quanto à vida diária, depois de algum tempo Brás tornou-se deputado e Lobo Neves voltou ao Rio. Ambos estavam na mesma câmara e Brás ouvia um discurso proferido pelo marido de Virgília. Não sentiu nenhum tipo de remorso e reencontrou a antiga amante num baile em 1855. Observou que continuava muito bonita, ainda que fosse, claro, uma beleza diferente. Os dois conversaram muito, mas sem falar do passado. Brás teve alguns momentos de reflexão e uma certa tristeza. Tinha cinqüenta anos! Mas o Quincas garantiu-lhe que ele não poderia estar preocupado, já que era a idade da ciência e do amadurecimento. Brás decidiu então que participaria de maneira mais ativa das discussões, já que tinha sido sempre um político afastado dos problemas, assim como o era na vida pessoal. Almejava o cargo de ministro, coisa que também não conseguiu e nem mesmo a explicação através de Humanitas que lhe deu Quincas foi capaz de animá-lo.
Passado algum tempo, Brás recebe uma carta de Virgília pedindo-lhe que vá ver Dona Plácida, que está morrendo na miséria. Ele pensa recusar, mas acaba indo, ajuda a mulher que lhe serviu de alcoviteira durante tanto tempo. Morre Dona Plácida e Brás decide fundar um jornal, que era uma aplicação política do Humanitismo. Era um jornal oposicionista, o que preocupou Cotrim, que rompeu relações com o cunhado. Algum tempo depois, morreu Lobo Neves, Brás Cubas reconciliou-se novamente com o cunhado e filiou-se a uma Ordem Terceira, responsável por ajudar as pessoas necessitadas. Cansou-se depois de alguns meses. Na Ordem Terceira encontrou Marcela, que morreu no mesmo dia em que ele visitava um cortiço no qual encontrou Eugênia, segundo ele, tão coxa como a deixara e ainda mais triste _ _ .
Finalmente, Brás conta que Quincas Borba partiu para Minas Gerais algum tempo antes e, ao voltar, estava louco. E, o mais triste e paradoxal, tinha consciência de sua loucura. O narrador explica que entre a morte do Quincas Borba e a sua aconteceram os episódios narrados no começo do livro, em especial a idéia fixa da criação do emplasto Brás Cubas. Conclui sua longa e entrecortada narrativa através de um capítulo que busca resumir a vida pela negação: não alcançou a celebridade, não foi califa, não se casou, não foi ministro. Entretanto, observa que a negação também pode ser positiva: não padeceu a morte de Dona Plácida ou a demência do Quincas Borba. Assim, alguns leitores até poderiam imaginar que ele saiu quite com a vida. Mas não. A negativa última revela o ceticismo do narrador em relação ao mundo diz que ao não ter tido filhos seu saldo foi positivo, pois assim não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.
Personagens
Brás Cubas - narrador - morto aos 64 anos - “ainda próspero e rijo”, fidalgo
Marcela - Segundo grande amor de Brás Cubas, uma prostituta de elite, cujo amor por Brás duraria quinze meses e onze contos de réis.
Virgilia - filha do comendador Dutra, segundo o pai de Brás, Bento Cubas A “Ursa Maior” amante de Brás Cubas casa-se com Lobo Neves por interesse.
Quincas Borba - menino terrível que dava tombos no paciente professor Barata, colega de escola de Brás que o encontrará mais tarde mendigo que rouba-lhe um relógio mas retorna-o ao colega após receber uma herança. Desenvolve a filosofia do humanismo: “Ao vencedor as batatas ao vencido ódio ou compaixão”.
Eugênia - Filha de Eusébia e Vilaça, menina bela embora coxa.
Nhá Loló - moça simplória, tinha dotes de soprano - morre de febre amarela..
Cotrim - casado com Sabina, irmã de Brás; ambos interesseiros
Nhonhô - filho de Virgília
D. Plácida empregada de Virgília confidente e protetora de sua realção - extra conjungal
Lobo Neves - casado com Virgília, homem frio e calculista.
*Texto extraído de: www.setanet.com.br
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domingo, 4 de outubro de 2009
Inscrições para o vestibular da UFRGS terminam hoje à meia-noite
Pagamento da taxa de inscrição pode ser efetuado até segunda-feira
Encerra hoje, às 23h59min, o prazo de inscrições, somente pela internet, para o Vestibular 2010 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para quem não tem acesso à rede, estão sendo disponibilizados computadores, localizados no saguão da Reitoria (Avenida Paulo Gama, 110 - Campus Central), até as 18h.
O pagamento da taxa de inscrição pode ser efetuado até amanhã, em horário bancário. O cronograma do Vestibular 2010 segue inalterado, com a realização das provas no período de 10 a 13 de janeiro, nos municípios de Porto Alegre, Bento Gonçalves e Imbé/Tramandaí. No momento da inscrição, o candidato deve fornecer o número do seu CPF, informar a localidade onde deseja fazer as provas, se irá concorrer como cotista e se quer utilizar as notas do ENEM.
Os estudantes que escolherem cursos de Artes (Música, Teatro e Artes Visuais), serão submetidos a provas específicas, ainda este mês. O concurso oferece 4.961 vagas, distribuídas entre 86 cursos, sendo que destes, Administração Pública e Social (noturno), Biotecnologia , Engenharia de Energia, Engenharia Física, História da Arte (noturno), Políticas Públicas (noturno) e Serviço Social (noturno), estão sendo ofertados pela primeira vez. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3308. 3051.
> Confira o site do Vestibular da UFRGS.
Fonte: ClicRBS
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
UFRGS abre inscrições para vestibular 2010
UFRGS abre inscrições para vestibular 2010 nesta terça
Candidatos terão até 4 de outubro para garantir a participação no concurso 2010 pela
Começa nesta terça o período de inscrições para o vestibular 2010 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Um tempo em que milhares de estudantes precisam decidir o futuro e se preparar para enfrentar uma das maiores concorrências do país.
Este ano, a universidade apresenta o maior crescimento dos últimos 10 anos e abre ainda mais o leque de opções. A expectativa é que cerca de 40 mil candidatos acessem o site www.vestibular.ufrgs.br até 4 de outubro, último dia de inscrições.
Com mais 405 lugares, as opções na UFRGS estão mais atraentes e a logística do concurso deverá melhorar. No concurso passado, o vestibular começou no dia 4 de janeiro e candidatos tiveram problemas para encontrar as salas de prova no Campus do Vale. Em 2010, as provas começam no dia 10 de janeiro.
– Escolhemos a data mais longe do feriado do Ano-Novo para permitir que as escolas e os prédios da UFRGS possam ser bem sinalizados – disse a presidente da Comissão Permanente de Seleção, Maria Adélia Pinhal de Carlos.
Com a adequação da data, quem pretendia também prestar o exame na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) perderá a chance. As provas vão coincidir. O concurso em Santa Maria começa no dia 13 (último dia da UFRGS).
Para facilitar a vida dos estudantes, a universidade também aplicará prova na Serra e no Litoral. Basta solicitar a opção na inscrição. Também deve constar do requerimento, a escolha pelo tipo de ingresso (cotistas ou não) e pelo uso da nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
– O Enem só poderá beneficiar o candidato, pois será somado à média harmônica – garante o coordenador do vestibular, Roberto Macedo.
Novos cursos devem atrair mais candidatos
Sete novas graduações aumentam a expectativa de inscrições na universidade, número que vem caindo nos últimos anos. Para a reitoria, o fenômeno está ligado ao aumento da oferta de vagas no Ensino Superior e a exigência para ingressar na UFRGS.
Ao vasculhar a oferta da universidade, além dos cursos novos, os candidatos encontrarão mudanças importantes nos cursos de Física e Química. Na primeira opção, o estudante terá de escolher entre quatro alternativas para ingressar (Astrofísica, Computacional, Materiais e Nanotecnologia e Pesquisa Básica). Na Química, o curso diurno aparece uma só vez, mas possibilitará a conclusão no bacharelado em Química, no curso de Química Industrial ou ainda no novo curso de Tecnologia em Química Analítica.
Ao manter o sistema de reserva de vagas, a UFRGS alerta para as exigências da universidade. Para ocupar um lugar pelo sistema, é preciso comprovar ter estudado pelo menos a metade do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio na rede pública. Para os cotistas, são reservadas 30% das vagas, sendo metade (15%) para quem se autodeclarar negro.
Conforme o edital, as provas específicas para os cursos de Artes Visuais, Música e Teatro serão aplicadas de 13 a 23 de outubro, na Capital. Para os demais candidatos, o vestibular apresenta nove provas com 25 questões cada e uma redação.
Para a inscrição na UFRGS é preciso ter CPF. O documento pode ser solicitado ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal ou nos correios.
Inscrições
- Onde: www.vestibular.ufrgs.br
- Quando: até as 23h59min do dia 4 de outubro
- Taxa: R$ 100
- Provas: de 10 a 13 de janeiro, às 8h30min
- Estudantes sem acesso à internet: podem usar computadores da universidade, na Rua Ramiro Barcelos, 2.574, bairro Santa Cecília, das 9h às 18h.
O calendário
Dia 10 de janeiro – Física, literatura e língua estrangeira (quatro horas e 30 minutos)
Dia 11 de janeiro – Português e redação (quatro horas e 30 minutos) Dia 12 de janeiro – Biologia, química e geografia (quatro horas e 30 minutos)
Dia 13 de janeiro – História e matemática (quatro horas e 30 minutos)
As novas opções
- Administração Pública e Social (noturno)
- Biotecnologia
- Engenharia de Energia
- Engenharia Física
- História da Arte (noturno)
- Políticas Públicas (noturno)
- Serviço Social (noturno)
fonte: ZERO HORA
UFRGS abre inscrições para o vestibular 2010
Nesta quarta (2/9) se inicia o período de inscrições para o vestibular da UFRGS, que se estende até 4/10. As provas serão aplicadas de 13 a 14 de janeiro.
- Inscrição
- Consulta Dados Inscrição
- Segunda Via Boleto Bancário
- Manual do Candidato
- Edital
Site da Coperse
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Inscrições para o vestibular da UFRGS começam no dia 2 de setembro
CPF será obrigatório este ano para todos os candidatos
Com o maior crescimento dos últimos 10 anos (405 novas vagas), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) abre no dia 2 de setembro o período de inscrições para o concurso 2010. Os candidatos terão até 4 de outubro para garantir a participação pela internet, no site www.vestibular.ufrgs.br. As provas estão marcadas para o período de 10 a 13 de janeiro, na Capital, na Serra e no Litoral.
Além de sete novas graduações (veja box abaixo) e de poder somar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 na média harmônica, a lista de cursos da universidade mudou para quem pensa em cursar Física ou Química. Na primeira opção, o candidato terá de escolher entre quatro alternativas (Astrofísica, Computacional, Materiais e Nanotecnologia e Pesquisa Básica). Na Química, o curso diurno aparece uma só vez, mas o ingresso possibilitará a conclusão no bacharelado em Química, no curso de Química Industrial ou, ainda, no curso de Tecnologia em Química Analíticas.
No ato da inscrição, o candidato deverá obrigatoriamente fornecer o número do seu CPF. Também deverá optar pelo aproveitamento do resultado obtido no Enem, informar o tipo de ingresso (se é cotista ou não) e escolher a cidade onde deseja prestar as provas. A seleção ocorrerá simultaneamente em Porto Alegre, Bento Gonçalves e Imbé/Tramandaí.
Na UFRGS, as vagas são ocupadas pelo sistema de acesso universal. O candidato que deseja concorrer também à reserva de vagas deve assinalar sua opção como egresso do ensino público ou candidato egresso do ensino público autodeclarado negro. Para os cotistas, são reservadas 30% das vagas, sendo metade (15%) para negros, que devem comprovar pelo menos a metade do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio na rede pública.
Conforme o edital, as provas específicas para os cursos de Artes Visuais, Música e Teatro serão aplicadas de de 13 a 23 de outubro, na Capital. Para os demais candidatos, o vestibular apresenta nove provas com 25 questões cada e uma redação. Serão oferecidas cinco opções para língua estrangeira: alemão, espanhol, francês, inglês ou italiano.
Portadores de necessidades especiais podem solicitar atendimento após a confirmação da inscrição, em formulário específico, até o dia 9 de outubro. Estudantes sem acesso a internet podem utilizar os computadores da universidade, na Rua Ramiro Barcelos, 2.574, Portão K, bairro Santa Cecília, das 9h às 18h. O manual do candidato estará disponível para download a partir do dia 2. Cópia impressa também poderá ser adquirida por R$ 5.
Preste atenção
Este ano, a UFRGS vai exigir o CPF do candidato no vestibular. Para obter o documento, dirija-se a uma unidade de atendimento do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos correios.
Inscrições
Onde: www.vestibular.ufrgs.br
Quando: de 2 de setembro até as 23h59min do dia 4 de outubro
Taxa: R$ 100
Provas: de 10 a 13 de janeiro, às 8h30min
O calendário
Dia 10 de janeiro — Física, literatura e língua estrangeira (4 horas e 30 minutos)
Dia 11 de janeiro — Português e redação 4 horas e 30 minutos (4 horas e 30 minutos)
Dia 12 de janeiro — Biologia, química e geografia (4 horas e 30 minutos)
Dia 13 de janeiro — História e matemática (4 horas e 30 minutos)
Novas opções
Administração Pública e Social (noturno)
Biotecnologia
Engenharia de Energia
Engenharia Física
História da Arte (noturno)
Políticas Públicas (noturno)
Serviço Social (noturno)





