Mostrando postagens com marcador twitteratura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador twitteratura. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de setembro de 2009

Clássicos da literatura recriados no Twitter viram livro


Lord Byron deve estar furioso. Hemingway indignado. Austen irritada. Mas o inevitável aconteceu: seus textos foram recriados no Twitter e serão publicados em um livro que reúne mais de 60 clássicos da literatura reescritos no microblog.

Foi uma sensação no mercado editorial quando a editora Penguin anunciou que comprou os direitos para o livro "Twitterature", no qual dois estudantes universitários adaptaram para o Twitter de "Medéia" a "Madame Bovary".

O livro só deve ser lançado na Inglaterra em 5 de novembro, mas uma cópia de serviço foi vista pelo "The Guardian".

Romeu tuíta seu lamento de morte: "O, sou um joguete do destino. Talvez só uma ferramenta. E então eu morro. Qual era a mulher que eu estava afim antes de Julieta? Teria sido uma aposta mais segura".

Sherlock Holmes diz: "Investigação continua. Deduzi coisas brilhantes a partir de poucas evidências. Percebeu restos de sal nos sapatos do dono da fábrica?".

O jovem Werther de Goethe sofre: "Já disse o quanto estou chateado? Estou muito chateado. #pain #angst #suffering #sexdep."

Elizabeth Bennet, protagonista de "Orgulho e preconceito" de Jane Austen, diz: "Quanto menos ele parece se importar comigo, mas atraída me sinto. Não parece o oposto do que deveria ser?"

E há também Ishmael de "Moby Dick": "Siga @starbuck e @queequeg para longos solilóquios sobre a alma humana".

Os autores do livro, Alexander Aciman e Emmett Rensin, criaram uma página no Twitter para recriar os clássicos. A idéia surgiu quando eram colegas de quarto na Universidade de Chicago.

Os autores dizem que o livro não deve ser visto como uma espécie de guia para a leitura de clássicos.

Todas as obras foram resumidas em 20 tuitadas, ou menos. "Pé na estrada" virou apenas uma tuitada: "Para TWITTERATURE de 'Pé na estrada' de Jack Kerouac, por favor, veja 'Pé na estrada' de Jack Kerouac".

Fonte: O Globo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estudantes levam microcontos do Twitter para as ruas



da Folha de S.Paulo

A história começou na internet. Cansados de ler tanta bobagem no Twitter, o microblog que se tornou sensação na rede, Max Machado, Kaluã e Ian Leite resolveram aproveitar o diminuto espaço virtual para exercitar seus dotes literários.

Todos os dias, há cerca de dois meses, eles postam um microconto, de até 140 caracteres (seguindo as normas do site), no www.twitter.com/semruido.




Por vezes enigmáticas, as historinhas têm enredo, personagens e até uma pitada de ação. Nas últimas semanas, os microcontos deixaram a internet para ganhar as ruas da cidade.

Munidos de adesivos, o trio tem espalhado por estações de metrô, placas de ruas e orelhões suas mininarrativas. "A ideia é causar algum estranhamento, quebrar a rotina das pessoas", diz Ian, 19, estudante universitário, fã de escritores como Neil Gaiman e H.P. Lovecraft.

Por mais discretos que sejam os adesivos literários em meio à paisagem urbana, eles chamam a atenção. O ambulante Pedro Alves, 24, parou para ler o "sticker" colado em um farol na esquina da avenida Paulista com a rua Pamplona. Admirador de Monteiro Lobato e leitor de histórias em quadrinho, ele nunca tinha ouvido falar no Twitter.

Também não entendeu muito bem o significado do microconto, que dizia: "Tiveram um começo difícil, mas aos poucos aprendeu a amá-lo à moda de Estocolmo". Mesmo assim, gostou da iniciativa. "Ajuda a estimular a ideia do pessoal na rua."

A propagação das historinhas pela cidade começou meio por acaso, sem muita pretensão. Ian imprimiu algumas etiquetas com criações do grupo já postadas na internet e colou no vagão do metrô, enquanto voltava do trabalho. "Fiquei observando a reação das pessoas. Muita gente ria, outros ficavam intrigados."



Os adesivos não duraram um dia sequer, foram logo removidos. Mas o trio não desanimou e continuou a peregrinação. "O legal é que seja efêmero mesmo", diz Max, 26. "A cidade está tão cansada, acho que os microcontos dão um pouco de vida, ajudam a dar uma desacelerada."

Foi o que fez a estudante Fernanda Meirelles, 18, ao ver um adesivo na saída da estação Trianon-Masp com a enigmática frase: "Saboreava tranquilamente a sua marmita, quando, num estalo, percebeu seus grilhões".

A garota que corria para uma aula no cursinho se deteve diante do microconto. "Me passou uma ideia de escravidão", disse Fernanda, que já tinha se deparado com outro panfleto literário na linha verde do metrô.

A também estudante Thalita Canavieira, 19, confessa que não entendeu o significado, mas arriscou um palpite: "Achei que eles estavam falando para a gente comer mais devagar".

Autor da obra, Kaluã não gosta de explicar o significado de suas criações. "Cada um pode interpretar da maneira que quiser. Os melhores microcontos são aqueles que geram várias leituras, que fazem as pessoas imaginarem algo para além daqueles 140 caracteres", defende o estudante.

Quem acompanha o grupo na internet percebe que os temas são variados. Há historinhas de amor, de violência e até provocações políticas. "Queremos propor um choque de lógica, questionar o conformismo das pessoas", diz Max.

O trio afirma não se preocupar com eventuais acusações de "depredação do patrimônio público". "É uma tentativa de apropriação do espaço da cidade", defende Kaluã.

Segundo a prefeitura, por não conter propaganda, esse tipo de atividade não desrespeita a Lei Cidade Limpa, mas fere a de limpeza pública. Se for pego em flagrante, o responsável pode ter de pagar uma multa de R$ 500.

Intervenções urbanas

Ações como as do Sem Ruído não são exatamente uma novidade em São Paulo. Os "stickers" começaram a ficar populares por aqui na década de 1990, primeiro entre os skatistas.

Em meados dos anos 2000, os adesivos ganharam status de arte e atraíram designers e artistas plásticos para o novo suporte que, junto dos lambe-lambes e do grafite, passou a ser chamado de "street art", ou arte urbana.

Principiantes nesse universo, o trio Sem Ruído acompanha de perto a cena paulistana. "Gosto do projeto Chã, que faz sticker, estêncil e lambe-lambe", diz Ian, que participa de comunidades na internet sobre o tema.

Mas a grande inspiração para ele é Banksy, o grafiteiro inglês que ficou mundialmente famoso e passou a faturar milhões de libras depois de confundir os londrinos com seus trabalhos camuflados no meio da cidade.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Editora aposta na 'twitteratura'


(BR Press) - A idéia partiu de dois estudantes americanos: levar literatura para as massas por meio do Twitter. Como assim, literatura em 140 caracteres? Exato. Quem já comprou a idéia foi a Penguin Books dos EUA, que vai lançar uma coletânea com frases de gênios da literatura, de Dante a JK Rolling.


Alex Aciman e Emmet Rensin acreditam que começaram uma revolução cultural, segundo afirmaram ao jornal britânico The Guardian, ao unir clássicos da literatura ao contemporâneo e instantâneo Twitter. O livro Twitterature deve sair em novembro.

O duro será 'twittar' as 512 páginas de A Divina Comédia em 20 frases curtas ou mesmo resumir o novo Harry Potter e O Enigma do Príncipe, que JK Rolling escreveu em 784 páginas, em 2.800 caracteres - cerca de uma página.

(*) Com informações do The Guardian.