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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

USP e Unicamp vão manter lista unificada de livros para vestibular 2011


A Fuvest e a Comvest -que organizam os vestibulares da USP e da Unicamp, respectivamente- confirmaram que vão manter a lista unificada de livros obrigatórios neste ano.

Os nove livros valerão pelos próximos dois vestibulares. As obras ficam assim mantidas por um ciclo de três anos para que o aluno do ensino médio tenha tempo de se preparar.

Por isso, a Unicamp informou que a próxima lista deve ser anunciada em dois meses e valerá a partir do ano letivo de 2012, para os concursos com ingresso em 2013, 2014 e 2015.

Maria de Lourdes da Conceição, professora de literatura do Objetivo, diz que essa organização "facilita muito para o aluno que está no segundo ano, por exemplo". Ela não considera as obras difíceis, mas afirma que o ideal é que os vestibulandos comecem a ler as obras desde já.

O mais importante, afirma Maria de Lourdes, é o aluno ler as obras pensando em compará-las, pois é assim que elas costumam cair no vestibular.

Fernando Marcílio, professor do Anglo, sugere um esquema de leitura em pares ou trios de livros para correlacioná-los. O primeiro trio é "Iracema", "Memórias de um Sargento de Milícias" e "O Cortiço".

A primeira obra caracteriza-se pelo romantismo mais tradicional, enquanto "Memórias" subverteu elementos típicos desse estilo, com o uso do humor e da figura do anti-herói. "Já em 'O Cortiço' o amor é reduzido a uma atração física", diz Marcílio.

Ele também propõe ler "Dom Casmurro" e "A Cidade e as Serras" em sequência. Já a dupla "Vidas Secas" e "Capitães da Areia" tem a temática social como pano de fundo, diz o professor.

Sobre "Antologia Poética", quem dá a dica é Maria de Lourdes, do Objetivo: "É para ler ao longo do ano". Ambos concordam que "Auto da Barca do Inferno" é o livro mais simples. A sugestão é que seja o primeiro a ser lido.

Sidnei Sousa, 20, já leu todos os livros da lista e espera que, assim, consiga a sonhada vaga em jornalismo na USP. "Neste ano vai", diz o aluno, que prestará vestibular pela quarta vez.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Unicamp deve mudar o formato do vestibular para ingresso em 2011


Proposta é incluir questões objetivas na primeira fase.
Processo seletivo deste ano não sofrerá nenhuma alteração.



Do G1



O formato do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deve mudar no ano que vem. A instituição estuda incluir questões de múltipla escolha na primeira fase, que atualmente tem 12 questões discursivas e uma redação. O processo seletivo que acontece no final deste ano para ingresso em 2010 não sofrerá nenhuma alteração.


O objetivo é conseguir selecionar melhor na primeira fase os candidatos em cursos muito concorridos, como medicina, que tem cerca de 80 pessoas disputando uma vaga. Com um número maior de questões, a capacidade de seleção aumenta porque diminui a chance de empate técnico.

“Ainda estão em fase de estudo e de debate, mas, basicamente, as mudanças foram propostas para a primeira fase, para ser mais eficiente para a universidade e os alunos”, disse ao G1 o reitor, Fernando Costa, nesta quinta-feira (13).


As alterações não afetam o conteúdo cobrado, que permanece o mesmo. As questões de múltipla escolha também devem seguir a mesma linha das discursivas, que são contextualizadas.


“Isso não vai mudar. É uma característica do vestibular da Unicamp, que, de certa maneira, foi até uma referência para toda essa discussão do Enem, que não usa tanta memorização. [A prova] Tem sempre uma memorização básica, mas ele sempre trabalha dentro de um contexto”, afirmou ao G1 Renato Pedrosa, coordenador executivo da Comvest, que aplica o vestibular da Unicamp.

A redação deve continuar sendo pedida na primeira fase, mas a Unicamp estuda deixar essa nota para compor o resultado da segunda fase. “Hoje, somente parte das redações já é corrigida. De qualquer maneira, as questões escritas continuariam na primeira fase.” Com a inclusão de questões, o tempo de prova na primeira fase poderá ser ampliado de quatro para, no máximo, cinco horas.

A universidade deve discutir as mudanças no vestibular até o final deste ano. “A ideia é que as escolas consigam iniciar o ano letivo sabendo como vai ser o processo seletivo, apesar que, do ponto de vista dos programas, não vai mudar nada. A pessoa que estiver se preparando para o Enem, a Fuvest ou a Unesp vai estar bem preparada”, disse Pedrosa.

A cobrança de filosofia, sociologia e artes no vestibular da Unicamp deve acontecer só no vestibular para ingresso em 2012. "Vai depender da inclusão dessas matérias no currículo do ensino médio da rede pública. Acho difícil isso acontecer para o vestibular 2011", afirmou o coordenador executivo.