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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Leva-se mais tempo para ler em e-readers do que em livros impressos


Um novo estudo está aquecendo ainda mais a discussão entre os defensores dos livros impressos e os adeptos dos e-books.

Segundo recente pesquisa de usabilidade do Nielsen Norman Group, leva-se mais tempo para ler livros em um Kindle 2 ou IPad do que um livro impresso. O estudo descobriu que a velocidade de leitura diminuiu 6,2% em um ipad e 10,7% em um Kindle em comparação a livros impressos. Um total de 24 participantes receberam contos de Ernest Hemingway e tiveram 17 minutos para ler em versão impressa e em iPads, Kindles e compuztadores.

Após a leitura, os participantes preencheram um breve questionário de compreensão, para provar que haviam de fato lido os textos e entendido as histórias. Eles classificaram também sua satisfação com cada dispositivo: o Ipad, Kindle e livro impresso receberam uma média de 5,8, 5,7 e 5,6 pontos numa escala de 7, respectivamente, enquanto o PC recebeu uma pontuação média de apenas 3,6.

Apesar das conclusões, o Nielsen Norman Group admitiu que as diferenças na velocidade de leitura entre os dois dispositivos não eram “estatisticamente significativas devido à variabilidade bastante elevada” – em outras palavras, o estudo não prova que seja mais rápido ler em um Ipad do que em um Kindle. Mas os pontos de satisfação podem ser decisivos nos próximos lançamentos de e-readers e tablets.

Fonte: Mashable

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Kindle chega ao Brasil custando 34 best-sellers


Kindle chega ao Brasil custando 34 best-sellers

*Folha Online

O dinheiro para comprar um Kindle, o leitor de livros digitais da Amazon que começa a ser enviado ao Brasil nesta segunda-feira (19), poderia ser usado para adquirir 34 dos livros de papel mais vendidos no país.

O preço final do Kindle para o consumidor brasileiro é de R$ 963,32 --sem contabilizar a remessa do e-reader.



Para comprar todos os 20 livros da lista da Folha de dez mais vendidos de ficção, junto com os dez mais vendidos de não ficção, o leitor desembolsaria quase metade: R$ 569,00.

Assim, considerando uma média de R$ 28,45 por best-seller, com o dinheiro do Kindle daria para comprar todos os 20 mais vendidos e ainda mais quase 14 deles de novo.

A versão internacional do Kindle custa US$ 279. Mas atenção: há também a taxa de importação, de US$ 285,34. Maior que o próprio preço do aparelho, ela só é informada ao comprador no site da Amazon na última hora, antes do clique final para confirmar o pedido.

A taxa é um motivo importante para o leitor eletrônico ficar caro no Brasil, ainda mais em comparação com os livros. Afinal, o artigo 150 da Constituição Federal do país proíbe os impostos para livros.

Assim, o preço total do Kindle fica em US$ 564,34, o que equivale a R$ 963,32 --considerando o valor do dólar de sexta-feira (16), a R$ 1,707.

Repare que o custo em reais é até relativamente baixo, porque o valor atual do dólar, que cai cada vez mais, é o menor dos últimos 12 meses. No pico de valorização da moeda americana, em 8 de dezembro do ano passado, o brinquedinho sairia por R$ 1.410,80 (para dólar a R$ 2,50).

Não foram considerados na comparação os custos de remessa dos produtos. O custo para envio do Kindle pela Amazon fica em US$ 21 (R$ 35,85) para São Paulo, na modalidade Priority Courier, que promete a chegada do produto entre 2 e 6 dias após o envio. Para o Kindle, não há opções para as modalidades de envio mais baratas da Amazon, que chegam a demorar até 32 dias.

No Brasil, mesmo para os livros maiores, como "A Rainha do Castelo de Ar" (688 p.), do escritor Stieg Larsson, ou "Amanhecer" (576 p.), o envio pelo site Submarino costuma ficar em cerca de R$ 2,50 para a mesma cidade.

Livros digitais

Não basta comprar apenas o Kindle. É preciso encomendar os livros digitais para serem lidos no equipamento. O problema, no entanto, é que a maioria dos livros disponíveis na Amazon estão em inglês, pois são direcionados para o mercado internacional em geral, não especificamente para o Brasil.

Ao se pesquisar na loja da Amazon de títulos para o Kindle, não se encontra sequer traduções de "Crepúsculo", por exemplo, o primeiro da saga de Stephenie Meyer.

Há apenas a versão digital do livro em inglês, "Twilight", que fica em US$ 10,84 (R$ 18,50). O valor é pouco mais da metade do preço do impresso em português em lojas brasileiras: R$ 31,90. Mas se o objetivo era ler mesmo no original, aí pode valer a pena, pois no Brasil o preço do impresso importado chega a R$ 54,90.

Uma procura por "portuguese edition" encerra menos de 20 ocorrências.

Mercado Livre

No site brasileiro de leilões e comércio on-line Mercado Livre, há revendedores oferecendo o Kindle, por valores entre R$ 2.000 e R$ 2.590, mais que o dobro do preço da compra direta pela Amazon.

Mas não há indicações de que sejam a versão internacional do produto. Muitos deles, por exemplo, são identificados como Dx, um modelo com tela maior, mas que só tem cobertura para venda de livros digitais via wireless para os EUA, segundo o site da Amazon.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sindicatos de autores e escritores querem impedir publicação de livros online, pela Google


Além do governo francês e da tecnológica Microsoft, vários grupos e organizações norte-americanas apresentaram terça-feira um último esforço para impedir a Google de disponibilizar online milhões de livros que já não estão disponíveis em bibliotecas. « Classifique este artigo Partilhar:

O editor das aventuras do Batman e do Super-Homem, DC Comics, o sindicato norte-americano de escritores e a coligação de autores juntaram-se ao grande coro de críticas que temem a emergência de um novo "monopólio".

Distinguindo-se pela sua posição positiva, o presidente da Associação Norte-Americana de Informática e Comunicações, Ed Black, saudou a iniciativa que "vai aumentar a concorrência" e "encorajar outros a entrar neste mercado para concorrer com a Google".

Está prevista para o próximo mês uma audição num tribunal federal de Nova Iorque para validar ou não um acordo alcançado em Outubro de 2008 entre a Google e os sindicatos.

O compromisso prevê que a Google receba 37 por cento dos lucros ligados à exploração de títulos postos em rede, recebendo os autores e editores os restantes 63 por cento.

As partes interessadas tiveram até terça-feira para fazer valer os seus argumentos, uma vez que a audição está marcada para 07 de Outubro.

Neste âmbito, o Ministério francês da Cultura considerou que "o projecto de transacção não está de acordo nem com o direito de propriedade intelectual nem com o direito à concorrência e constitui uma ameaça à diversidade cultural".

A Microsoft estima que o acordo de Outubro de 2008 deverá ser "rejeitado", pelo que, caso contrário, a Google vai beneficiar de um novo "monopólio".

O acordo está a ser investigado pelas autoridades da Concorrência dos Estados Unidos, bem como pela Comissão Europeia.