Um novo estudo está aquecendo ainda mais a discussão entre os defensores dos livros impressos e os adeptos dos e-books.
Segundo recente pesquisa de usabilidade do Nielsen Norman Group, leva-se mais tempo para ler livros em um Kindle 2 ou IPad do que um livro impresso. O estudo descobriu que a velocidade de leitura diminuiu 6,2% em um ipad e 10,7% em um Kindle em comparação a livros impressos. Um total de 24 participantes receberam contos de Ernest Hemingway e tiveram 17 minutos para ler em versão impressa e em iPads, Kindles e compuztadores.
Após a leitura, os participantes preencheram um breve questionário de compreensão, para provar que haviam de fato lido os textos e entendido as histórias. Eles classificaram também sua satisfação com cada dispositivo: o Ipad, Kindle e livro impresso receberam uma média de 5,8, 5,7 e 5,6 pontos numa escala de 7, respectivamente, enquanto o PC recebeu uma pontuação média de apenas 3,6.
Apesar das conclusões, o Nielsen Norman Group admitiu que as diferenças na velocidade de leitura entre os dois dispositivos não eram “estatisticamente significativas devido à variabilidade bastante elevada” – em outras palavras, o estudo não prova que seja mais rápido ler em um Ipad do que em um Kindle. Mas os pontos de satisfação podem ser decisivos nos próximos lançamentos de e-readers e tablets.
Fonte: Mashable
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Leva-se mais tempo para ler em e-readers do que em livros impressos
quarta-feira, 24 de março de 2010
Livros ganham tratamento tridimensional na Coreia do Sul
Livros com "pop-ups" que saltam das páginas são ultrapassados: cientistas sul-coreanos desenvolveram uma tecnologia tridimensional para livros que leva os personagens a literalmente saltarem das páginas.
A popularidade do entretenimento 3D vem sendo incentivada por uma leva de filmes recentes, incluindo o blockbuster de ficção científica "Avatar" e "Alice no País das Maravilhas".
Várias empresas estão oferecendo televisores 3D, e um console de videogames em 3D será lançado em breve.
No Instituto Gwangju de Ciência e Tecnologia, na Coreia do Sul, pesquisadores usaram tecnologia 3D para animar dois livros infantis de contos folclóricos coreanos, com dragões que se contorcem e heróis que saltam sobre montanhas.
As imagens nos livros têm dispositivos que desencadeiam a animação em 3D para leitores que estiverem usando óculos especiais de tela de computador. Quando o leitor lê o livro e o movimenta, a animação 3D se movimenta de acordo.
"Levamos mais ou menos três anos para desenvolver o software para isto", disse Kim Sang-cheol, líder da equipe responsável pelo projeto.
Kim disse que a tecnologia poderá ser usada para qualquer tipo de livro. Ele prevê que, com o tempo, ela seja empregada com imagens exibidas por smartphones ou em museus para intensificar a visão dos objetos expostos.
Mas quem estiver esperando para ler livros tridimensionais talvez precise ter paciência.
"Vai levar algum tempo para esta tecnologia ser oferecida ao público em geral", disse Kim. Ele não soube avaliar o preço eventual, mas acha que será algo suficientemente acessível para poder ser oferecido ao mercado.
Fonte: Reuters
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Adolescentes escrevem livros inteiros em comunidade do Orkut
Douglas, 16, está escrevendo o último livro de sua trilogia. Maria Eugênia, 14, acaba de terminar o seu primeiro romance e já começou a redigir o segundo. Nilsen, 18, está revisando o seu livro de estreia e, enquanto não o publica, abastece seus leitores com contos.
Integrantes de uma geração que parecia fadada a trocar a leitura pelo bate-papo no computador, os três adolescentes fazem parte de uma turma que decidiu unir tecnologia e literatura e hoje escreve mais que muito autor profissional.
Enquanto não caem nas graças de uma editora, eles colocam os textos em uma comunidade no Orkut que já tem mais de 3.000 participantes.
Criada há dois anos, a comunidade Nossos Romances Adolescentes tornou-se quase uma incubadora de jovens autores. No site de relacionamentos, eles publicam os livros em capítulos, que são lidos e comentados pelos outros participantes, quase todos escritores.
Estudante de jornalismo, Nilsen Silva é a dona da comunidade e, com a ajuda de outros mediadores, decide o que será publicado. Douglas Marques é um dos escritores mais festejados. Ele afirma que "Nebulosa", o primeiro livro da trilogia, já foi baixado umas 600 vezes.
Leitoras
Maria Eugênia Geve reúne leitores --na maioria garotas-- de nove a 20 anos, que adoram comentar as aventuras da sonhadora Sofia em "Missão Princesa", de mais de 400 páginas. Em seu segundo livro, "Refugo du Soleil", a mocinha é "a mais desiludida das desiludidas", segundo Maria Eugênia.
Em comum, além do gosto pela leitura e do sonho de ganhar a vida escrevendo, os três jovens contam que, escrevendo os textos, melhoraram em gramática, ortografia e estilo.
A evolução foi notada pela professora de português de Maria Eugênia no Pueri Domus. "Ela gosta muito de ler e isso se reflete na escrita dela", diz Regiane Magalhães.
Luciana Ruffo, do NPPI (Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática) da PUC-SP, lembra que uma das funções dos sites de relacionamentos é a educativa, na medida em que as comunidades aproximam pessoas que têm um mesmo interesse, sobre o qual passam informações umas para as outras.
No entanto o uso da redes sociais no ensino formal, nas escolas, ainda não é muito disseminado, segundo especialistas em educação consultados.
Escritas diferentes
"Há um distanciamento entre o que a escola pede [como produção literária] e a escrita real", que é aquela que faz parte do cotidiano dos alunos, seja na internet ou no papel, afirma Ezequiel Theodoro da Silva, professor-colaborador voluntário da Faculdade de Educação da Unicamp e criador do site Leitura Crítica.
Ataliba de Castilho, linguista e consultor do Museu da Língua Portuguesa, completa: "Hoje as crianças escrevem muito mais do que antes, por um estímulo próprio. Isso vai contra quem diz que a internet vai acabar com a escrita."
No caso de Igor Ferreira, 29, a internet se tornou um poderoso meio para divulgar seus poemas e contos. Criado em 2005, o seu e-book de poesias "Palavras-Chave" já teve milhares de downloads.
O técnico de informática e escritor amador também publica seus textos em blogs. "A internet permite que as pessoas quebrem o paradigma das editoras."
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Autores chineses acusam Google de violar direitos autorais
REUTERS
Um grupo que representa escritores da China acusa o Google de violar direitos autorais com a sua biblioteca digital, algo que o serviço de buscas nega, afirmando respeitar os tratados internacionais.
Muitos escritores e editoras já moveram ações contra o Google por digitalizar suas obras e supostamente violar direitos autorais. O Google já digitalizou 10 milhões de livros.
Num caso que tem ampla repercussão na imprensa local, a Sociedade dos Direitos Autorais de Obras Escritas da China acredita que o Google tenha scaneado milhares de livros, de mais de 500 autores chineses, para incluí-los na sua biblioteca digital, sem que obter permissão ou oferecer compensação, segundo Chen Qirong, porta-voz da entidade.
"Seja você uma pequena companhia ou uma grande companhia, é preciso respeitar os direitos dos autores", disse Chen.
O Google alega que recebeu autorização de mais de 50 editoras chinesas para digitalizar mais de 30 mil livros, que podem ser parcialmente acessados pela Internet. "Acreditamos que a busca de livros cumpra a lei internacional de copyright", disse Courtyney Hohne, assessora de imprensa do Google.
A biblioteca digital do Google é elogiada por alguns por facilitar o acesso aos livros, mas recebe críticas por questões de formação de cartéis, direitos autorais e privacidade.
O Google tem enfrentado inúmeros problemas na China, um mercado onde ainda está atrás do gigante local de buscas Baidu. Em junho, uma autoridade chinesa acusou o Google de difundir conteúdo obsceno, e na véspera disso vários serviços do Google, inclusive o mecanismo de buscas e o Gmail, ficaram inacessíveis a muitos usuários do país.
A pirataria de produtos intelectuais é disseminada no país, onde a mídia costuma sofrer censura na divulgação de conteúdos eróticos ou políticos, entre outros.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Kindle chega ao Brasil custando 34 best-sellers
Kindle chega ao Brasil custando 34 best-sellers
*Folha Online
O dinheiro para comprar um Kindle, o leitor de livros digitais da Amazon que começa a ser enviado ao Brasil nesta segunda-feira (19), poderia ser usado para adquirir 34 dos livros de papel mais vendidos no país.
O preço final do Kindle para o consumidor brasileiro é de R$ 963,32 --sem contabilizar a remessa do e-reader.
Para comprar todos os 20 livros da lista da Folha de dez mais vendidos de ficção, junto com os dez mais vendidos de não ficção, o leitor desembolsaria quase metade: R$ 569,00.
Assim, considerando uma média de R$ 28,45 por best-seller, com o dinheiro do Kindle daria para comprar todos os 20 mais vendidos e ainda mais quase 14 deles de novo.
A versão internacional do Kindle custa US$ 279. Mas atenção: há também a taxa de importação, de US$ 285,34. Maior que o próprio preço do aparelho, ela só é informada ao comprador no site da Amazon na última hora, antes do clique final para confirmar o pedido.
A taxa é um motivo importante para o leitor eletrônico ficar caro no Brasil, ainda mais em comparação com os livros. Afinal, o artigo 150 da Constituição Federal do país proíbe os impostos para livros.
Assim, o preço total do Kindle fica em US$ 564,34, o que equivale a R$ 963,32 --considerando o valor do dólar de sexta-feira (16), a R$ 1,707.
Repare que o custo em reais é até relativamente baixo, porque o valor atual do dólar, que cai cada vez mais, é o menor dos últimos 12 meses. No pico de valorização da moeda americana, em 8 de dezembro do ano passado, o brinquedinho sairia por R$ 1.410,80 (para dólar a R$ 2,50).
Não foram considerados na comparação os custos de remessa dos produtos. O custo para envio do Kindle pela Amazon fica em US$ 21 (R$ 35,85) para São Paulo, na modalidade Priority Courier, que promete a chegada do produto entre 2 e 6 dias após o envio. Para o Kindle, não há opções para as modalidades de envio mais baratas da Amazon, que chegam a demorar até 32 dias.
No Brasil, mesmo para os livros maiores, como "A Rainha do Castelo de Ar" (688 p.), do escritor Stieg Larsson, ou "Amanhecer" (576 p.), o envio pelo site Submarino costuma ficar em cerca de R$ 2,50 para a mesma cidade.
Livros digitais
Não basta comprar apenas o Kindle. É preciso encomendar os livros digitais para serem lidos no equipamento. O problema, no entanto, é que a maioria dos livros disponíveis na Amazon estão em inglês, pois são direcionados para o mercado internacional em geral, não especificamente para o Brasil.
Ao se pesquisar na loja da Amazon de títulos para o Kindle, não se encontra sequer traduções de "Crepúsculo", por exemplo, o primeiro da saga de Stephenie Meyer.
Há apenas a versão digital do livro em inglês, "Twilight", que fica em US$ 10,84 (R$ 18,50). O valor é pouco mais da metade do preço do impresso em português em lojas brasileiras: R$ 31,90. Mas se o objetivo era ler mesmo no original, aí pode valer a pena, pois no Brasil o preço do impresso importado chega a R$ 54,90.
Uma procura por "portuguese edition" encerra menos de 20 ocorrências.
Mercado Livre
No site brasileiro de leilões e comércio on-line Mercado Livre, há revendedores oferecendo o Kindle, por valores entre R$ 2.000 e R$ 2.590, mais que o dobro do preço da compra direta pela Amazon.
Mas não há indicações de que sejam a versão internacional do produto. Muitos deles, por exemplo, são identificados como Dx, um modelo com tela maior, mas que só tem cobertura para venda de livros digitais via wireless para os EUA, segundo o site da Amazon.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Em seu novo livro, o guru digital Chris Anderson diz que a tecnologia vai levar os preços inevitavelmente a zero. Será?
*Revista EXAME | Por Sérgio Teixeira Jr.
"Grátis pode significar muitas coisas, e esse significado tem mudado ao longo dos anos. Grátis levanta suspeitas, mas não há quase nada que chame tanto a atenção. Quase nunca é tão simples quanto parece, mas é a transação mais natural de todas. Se agora estamos construindo uma economia em torno do Grátis, deveríamos começar entendendo o que ele é e como funciona." Essas são as palavras que abrem o segundo capítulo de um livro lançado nesta semana nos Estados Unidos. O título é Free – The Future of a Radical Price ("Grátis – o futuro de um preço radical", numa tradução livre). A editora Campus-Elsevier deve lançá-lo no Brasil no final deste mês. É preciso reconhecer que o autor não falta com a verdade. "Grátis" pode realmente significar muitas coisas, entre elas cobrar por um livro cuja ideia central é uma defesa apaixonada de tudo o que é gratuito. O preço ainda não está definido, mas já se sabe que não, Grátis não será distribuído de graça. (A edição americana custa 17,81 dólares na Amazon.com.)
O autor desse ato de prestidigitação é Chris Anderson, jornalista anglo-americano que edita a revista Wired, a publicação-símbolo do espírito inovador e libertário do Vale do Silício, e que lançou A Cauda Longa, três anos atrás.
A favor de Anderson, é necessário avisar de saída: em nenhum momento ele escreve que tudo será de graça. Sua tese central é que certos produtos e serviços podem, sim, ser gratuitos – e mesmo assim dá para ganhar dinheiro. Anderson constrói seu argumento sobre as diferenças fundamentais entre o mundo das coisas materiais, ou o mundo dos átomos, e a internet, ou o mundo dos bits. Eis a ideia central: todos os custos dos insumos básicos do mundo digital caem vertiginosamente. A capacidade dos processadores dobra a cada 18 meses, mais ou menos, e os preços caem pela metade. Fenômenos semelhantes acontecem com as redes de telecomunicações e com os discos de armazenamento. Essa constatação é verdadeira. Anderson também escreve que nunca na história houve tantos produtos e serviços gratuitos. O melhor exemplo é o Google. Das buscas ao e-mail, dos vídeos do YouTube ao processador de texto online, a imensa maioria dos quase 100 produtos oferecidos pela empresa é gratuita para o usuário final. O custo de manter essa enorme oferta cai dia após dia, escreve Anderson.
Mas quem paga a conta de erguer e manter funcionando o meio milhão de servidores que mantém o Google no ar? Os anunciantes. E aí se abre o primeiro flanco na tese defendida por Anderson. Ele gasta páginas tentando descrever um mundo novo, baseado na publicidade. No entanto, não há nada de novo aí. O sistema de venda de anúncios do Google é aperfeiçoado automaticamente, a cada instante, sempre com o objetivo de melhorar as receitas. Mas no fundo o Google opera com a mesma lógica das emissoras de rádio e TV. É um negócio mais lucrativo e de alcance global, sem dúvida, mas ainda assim apoiado em uma ideia que tem mais de sete décadas de vida – e ninguém precisa de um guru digital para perceber isso.
Anderson também faz uma defesa pouco convincente da pirataria. O custo de copiar um disco ou um filme é virtualmente zero, como bem sabem as gravadoras e os estúdios de cinema. Talvez esses sejam os dois melhores exemplos de negócios que tenham sido obrigados a repensar seus modelos por causa da avalanche digital. Existem vários exemplos de artistas que não se importam em ver suas músicas circulando livremente pela internet, entre eles a banda brasileira Calypso, cuja história é relatada no livro. O negócio, para os músicos paraenses, está em fazer apresentações ao vivo. Os modelos de distribuição de música gratuita para quem compra telefones celulares ou tocadores de MP3 também se multiplicam. Mas isso não quer dizer que a Apple não esteja construindo um belo negócio com sua loja iTunes. Em janeiro deste ano, a empresa já havia contabilizado mais de 6 bilhões de músicas vendidas. Anderson deixa de mencionar que o atrativo da pirataria não reside somente no preço zero: a comodidade de encontrar o que se busca é igualmente importante.
É por isso que fica difícil acreditar na afirmação grandiosa de que "o Grátis (Anderson escreve assim mesmo, com G maiúsculo) deste século é um modelo econômico inteiramente diferente". Ele estima que essa economia do grátis movimente cerca de 300 bilhões de dólares em todo o mundo. Mas metade desse valor vem justamente daquilo que é baseado em publicidade. Os argumentos que ele usou para defender a tese da cauda longa sempre foram sustentados em dados colhidos de empresas reais. Em Grátis, as histórias que ele conta parecem ser versões atualizadas das promoções que fazem parte do marketing das empresas desde sempre: compre um, leve outro de graça. De todos os modelos descritos no livro, talvez o mais interessante seja o que Anderson chama de freemium, uma mistura de free com premium. Algumas empresas de internet oferecem um serviço gratuito com a intenção de alcançar a maior base de usuários possível. Não se trata de uma amostra grátis. Todas as principais funções são verdadeiramente gratuitas. O objetivo é tentar vender uma versão mais sofisticada a um pequeno grupo de usuários. É assim que operam o site de fotos Flickr, o serviço de telefonia pela internet Skype e as versões online dos jornais The Wall Street Journal e Financial Times.
O livro de Anderson foi recebido com críticas ácidas. A que ganhou mais destaque foi a de outro autor popular, o também anglo-americano Malcolm Gladwell (O Ponto de Desequilíbrio, Fora de Série – Outliers). Numa resenha publicada no site da revista New Yorker, para a qual escreve, Gladwell classifica as ideias de Grátis de utopia tecnológica. Ele lembra que a Wired, de Anderson, foi uma das primeiras publicações a decretar, nos tempos do boom da internet, o nascimento de uma nova economia – que, diga-se, nunca veio. Gladwell menciona o exemplo de uma empresa farmacêutica que criou um remédio para tratar uma doença raríssima. O maior valor de um remédio, como se sabe, é a propriedade intelectual que ele representa. Mas o medicamento de que Gladwell fala não vai ser grátis tão cedo, muito pelo contrário: o tratamento custa 300 000 dólares por ano.
Lidar com críticas faz parte do ofício de um escritor como Anderson. Mas o plágio, não. Uma semana antes da publicação de Grátis, um blogueiro levantou a lebre: trechos inteiros do livro foram copiados da enciclopédia online Wikipédia. Anderson rapidamente se pronunciou. Disse que, por uma confusão causada nos dias finais da edição, os trechos que foram copiados do site acabaram saindo sem a devida atribuição de crédito. Sua editora se disse satisfeita com a explicação. Na blogosfera, porém, muita gente ficou pouco convencida com essa história. Como o autor de A Cauda Longa, um livro apurado com rigor acadêmico (Anderson é físico), seria capaz de copiar informações justamente da Wikipédia, um site que muda de forma a cada segundo? Apesar disso tudo, é pouco provável que Anderson deixe de ser requisitado como palestrante. Com seu primeiro livro, ele entrou definitivamente para o time de estrelas do circuito global de palestrantes – e passou a cobrar caro por suas aparições. Afinal de contas, a verdade é que hoje em dia nem injeção na testa é de graça. Ou você conhece alguém que aplique botox sem cobrar nada?
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Editora aposta na 'twitteratura'
(BR Press) - A idéia partiu de dois estudantes americanos: levar literatura para as massas por meio do Twitter. Como assim, literatura em 140 caracteres? Exato. Quem já comprou a idéia foi a Penguin Books dos EUA, que vai lançar uma coletânea com frases de gênios da literatura, de Dante a JK Rolling.
Alex Aciman e Emmet Rensin acreditam que começaram uma revolução cultural, segundo afirmaram ao jornal britânico The Guardian, ao unir clássicos da literatura ao contemporâneo e instantâneo Twitter. O livro Twitterature deve sair em novembro.
O duro será 'twittar' as 512 páginas de A Divina Comédia em 20 frases curtas ou mesmo resumir o novo Harry Potter e O Enigma do Príncipe, que JK Rolling escreveu em 784 páginas, em 2.800 caracteres - cerca de uma página.
(*) Com informações do The Guardian.
