Vestibular de Inverno UEM 2014 - Obras Literárias Indicadas
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A seguir, apresentamos a lista das obras indicadas para leitura.
A lista de autores e de obras, constante do programa a título de sugestão, não impede que outros autores e obras significativas sejam solicitados na prova.
DATAS:
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segunda-feira, 10 de março de 2014
Vestibular de Inverno UEM: Saiba datas e livros exigidos
Lista de livros UEL 2015
*do site da COPESE/UEL
LISTA DE LIVROS DO VESTIBULAR 2015-2016 DA UEL
A Universidade Estadual de Londrina, representada pela COPS – Coordenadoria de
Processos Seletivos – e pela COPESE – Comissão Permanente de Seleção, divulga as 10
(dez) obras literárias do próximo biênio (2015-2016). A nova lista mantém 3 (três) obras do
biênio passado. A permanência de parte das obras justifica-se pela necessidade da leitura
efetiva, o que, sabemos, demanda tempo. Acreditamos que, assim, estamos criando
melhores condições para os candidatos terem tranquilidade e sucesso nessa atividade.
Eis a nova lista para Processo Seletivo Vestibular UEL de 2015 e de 2016:
1. Papéis avulsos – Machado de Assis
2. O Planalto e a Estepe – Pepetela
3. Bagagem – Adélia Prado
4. O pagador de promessas – Dias Gomes
5. A moça tecelã – Marina Colasanti
6. A máquina de madeira – Miguel Sanches Neto
7. Toda Poesia – Paulo Leminski
8. Eurico, o Presbítero – Alexandre Herculano
9. A traição das elegantes – Rubem Braga
10. O cabeleira – Franklin Távora
Livros UFPR 2014/2015
Segue anexada a lista de leituras obrigatórias UFPR 2015:
Obra Literária
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Autor
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| • A Última Quimera | Ana Miranda |
| • Claro Enigma | Carlos Drummond de Andrade |
| • Eles Não Usam Black-Tie | Gianfrancesco Guarnieri |
| • Fogo Morto | José Lins do Rego |
| • Lavoura Arcaica | Raduan Nassar |
| • Lucíola | José de Alencar |
| • O Bom Crioulo | Adolfo Caminha |
| • Os Dois ou o Inglês Maquinista | Luís Carlos Martins Pena |
| • Poemas Escolhidos | Gregório de Matos (organização de José Miguel Wisnik) |
| • Várias Histórias | Machado de Assis |
Livros UFSC 2015: Cronistas do Descobrimento - Texto 1: Carta de achamento do Brasil
Cronologicamente, o primeiro livro a ser estudado no roteiro UFSC 2015 é "Cronistas do Descobrimento". Trata-se de uma antologia de escritos do Quinhentismo, que inclui diversos autores das literaturas de informação e de catequese. Dentre esses textos, começaremos pelo mais conhecido: a Carta de Caminha, texto fundador da identidade brasileira sob o prisma do colonizador.
Link para o texto:
Carta de achamento do Brasil (trechos)
Link para a análise:
Análise da Carta de Caminha
Nos próximos dias, teremos testes (ENEM e vestibulares).
Boa leitura a todos!
Link para o texto:
Carta de achamento do Brasil (trechos)
Link para a análise:
Análise da Carta de Caminha
Nos próximos dias, teremos testes (ENEM e vestibulares).
Boa leitura a todos!
sábado, 1 de março de 2014
Livros Vestibular de Inverno ACAFE 2014 / Livros ACAFE 2015
| Obras | Autor | Editora |
| Agosto | Rubem Fonseca | Saraiva de Bolso |
| Juiz de paz na roça | Martins Pena | http://www.dominiopublico.gov.br |
| Melhores poemas | João Cabral de Melo Neto | Global Editora |
| O fantástico na ilha de Santa Catarina | Franklin Cascaes | UFSC (Coleção Repertório 2012 ou edição antiga volumes 1 e 2) |
| Várias histórias | Machado de Assis | www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=136498 |
Abaixo, o cronograma para o vestibular de Inverno:
VESTIBULAR INVERNO 2014
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ETAPAS
|
ACAFE
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UDESC
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| INSCRIÇÕES |
07/04 a 11/05/2014
| |
| APLICAÇÃO DA PROVA |
08/06/2014
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| HORÁRIO DA PROVA |
Das 13h às 18h
| |
| RESULTADO |
ATÉ 20/06/2014
| |
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Leituras Obrigatórias UFSC 2015
A UFSC acaba de divulgar a lista de leituras obrigatórias para o vestibular 2015. São oito obras literárias, como nos concursos anteriores. Em relação aos livros exigidos no ano passado, a lista está totalmente renovada. Confira:
| 1 - Franklin Cascaes | O fantástico na ilha de Santa Catarina | UFSC (Coleção Repertório 2012 ou edição antiga volumes 1 e 2) |
| 2 - Machado de Assis | Várias histórias | www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?id=136498 |
| 3 - Rubem Fonseca | Agosto | Saraiva de Bolso |
| 4 - Milton Hatoun | Relato de um certo oriente | Cia das Letras |
| 5 - João Cabral de Melo Neto | Melhores poemas | Global Editora |
| 6 - Antônio Olivieri e Marco A. Villa (Org.) | Cronistas do descobrimento | Ática |
| 7 - Martins Pena | Juiz de paz na roça | www.dominiopublico.gov.br |
| 8- Fernando Gabeira | O que é isso, companheiro? | Cia das Letras |
a) A literatura catarinense continua sendo representada na lista, desta vez com Franklin Cascaes.
b) Machado de Assis segue presente como obrigatório (em minha opinião deveria ser sempre), desta vez com os contos de Várias Histórias. Diferente de Helena (exigido em 2014), da fase imatura do autor, temos aqui o Machado Realista.
c) Tradicionalmente temos na lista um livro de poemas e um texto teatral. Esses gêneros estão representados no atual programa por Melhores Poemas e Juiz de Paz na Roça, respectivamente.
d) A identidade, já abordada em anos anteriores com Amar, Verbo Intransitivo (brasilidade x eurocentrismo, imigração), pode ser explorada com Cronistas do Descobrimento, O Fantástico na Ilha de Santa Catarina (a cultura popular catarinense) e, sob um ponto de vista mais individual, com Relato de um Certo Oriente (formação da identidade da protagonista a partir de fragmentos do passado).
e) No ano passado, a maior parte das leituras era protagonizada por mulheres, sugerindo a abordagem do universo feminino além da própria prova de Língua Portuguesa e Literatura, como ocorreu em História e Redação. No atual programa, a preocupação histórica parece constituir um interessante elo entre as leituras, como se evidencia em Agosto (Era Vargas), Cronistas do Descobrimento, Juiz de Paz na Roça (há referência a Guerra dos Farrapos), e, especialmente, O Que É Isso, Companheiro? (que aborda o golpe de 1964 e seus desdobramentos), no ano em que lembramos os 50 anos do golpe militar.
E aí... o que achou das mudanças? Nas próximas postagens farei comentários sobre cada uma das leituras selecionadas.
Boas leituras a todos!
Udesc muda datas de provas do vestibular de inverno de 2014 e verão de 2015
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) mudou as datas do vestibular de inverno e verão deste ano.
O vestibular de inverno vai ocorrer no dia 8 de junho e não mais no dia 15. A mudança ocorre devido a proximidade da data com a da abertura da Copa do Mundo — cujo primeiro jogo ocorre no dia 12 de junho, além da Festa do Pinhão, em Lages e de um feriado em Laguna.
O vestibular de verão vai ocorrer no dia 16 de novembro e não mais no dia 9 de novembro. Nesse caso a data foi alterada para que as provas não ocorressem no mesmo dia da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
As mudanças foram decididas em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Udesc na terça-feira.
Fonte: Hora de Santa Catarina
domingo, 2 de junho de 2013
Testes Cláudio Manuel da Costa
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Seja embora prazer; que ao meu ouvido
Soe melhor a voz do desengano
Que da torpe lisonja o infame ruído.
Sobre esse soneto de Cláudio Manuel da costa, podemos dizer que:
I ) Apresenta características árcades, tais como o ideal de simplicidade e naturalidade.
II) É um poema de características barrocas, cujo tema é a crítica à vaidade humana.
III) O eu-lírico opta por uma vida de isolamento junto à natureza, em detrimento de uma vida de fortuna, cheia de lisonjas, mas de possíveis traições.
IV) O eu-lírico expressa a dúvida, pois tem a opção de trocar a vida sossegada no campo, por uma vida agitada na cidade.
Estão corretas apenas as afirmações:
a) I e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I e III.
e) Nenhuma afirmação está correta.
TESTES
CLÁUDIO MANUEL DA COSTA PROF. EDIR
1- (UFRGS 2002) Leia o soneto a
seguir, de Cláudio Manuel da Costa.
01. "Destes penhascos fez a natureza
02. O berço em que nasci: oh! quem cuidara
03. Que entre penhas tão duras se criara
04. Um alma terna, um peito sem dureza!
05. Amor, que vence os tigres, por empresa
06. Tomou logo render-me; ele declara
07. Contra o meu coração guerra tão rara,
08. Que não me foi bastante a fortaleza.
09. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano,
10. A que dava ocasião minha brandura,
11. Nunca pude fugir ao cego engano:
12. Vós, que ostentais a condição mais dura,
13. Temei, penhas, teme!, que Amor tirano.
14. Onde há mais resistência, mais se
apura."
Assinale
com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre o soneto.
( ) Através da imagem do
"berço" (v. 02), o poeta celebra a sua terra natal, que é
representada em sintonia com os seus próprios sentimentos.
( ) O emprego das palavras "alma"
(v. 04) "peito" (v. 04) e "coração" (v. 07) funciona como
disfarce para o artificialismo e a frieza dos sentimentos do poeta árcade.
( ) Nos versos 05 a 08, o amor, que vence o
poeta, é apresentado através de metáforas que simbolizam ações de guerra.
( ) No final dos versos 09, 11 e 13, o
emprego das palavras rimadas "dano", engano" e
"tirano" reforça o sofrimento e a incerteza inerentes à experiência
do amor.
( ) Nos versos 1 a 14, o poeta humaniza a
natureza e dirige-se às penhas, alertando-as em relação à força irresistível do
amor.
A
seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) F-V-V-V-F d) V-F-V-F-V
b)
V-F-F-V-V e) F-V-V-F-V
c)
F-F-V-V-V
(MACK) Texto para as questões de 2 e 3
Faz a imaginação de um bem amado,
Que nele se transforme o peito amante;
Daqui vem que a minha alma delirante
Se não distingue já do meu cuidado.
Obs. : do meu cuidado = da pessoa amada
2- Depreende-se
corretamente do texto que
a) a pessoa amada, por meio da imaginação, transforma o
peito amante em alma delirante.
b) a distância entre amante e pessoa amada é tão grande, que
faz do amor algo irremediavelmente perdido.
c) nem nos sonhos é possível realizar plenamente o desejo
amoroso.
d) o amante, no plano do imaginário, transfigura-se no ser
amado.
e) o bem amado atrai para si o peito amante, graças ao delírio
amoroso.
3- Assinale
a alternativa que apresenta comentário crítico adequado à obra de Cláudio
Manuel da Costa, poeta do Arcadismo brasileiro.
a) ... sua poesia prolonga uma atmosfera lírica e moral que
descortinamos na poesia camoniana, evidente no emprego constante da antítese,
do paradoxo e do
racionalismo ...
b) ... a essência doutrinária revela um homem primitivo, apegado
ainda à Idade Média: os poemas respiram uma fé inabalável, intocada pelos
ventos críticos da Renascença.
c) ... o sentimento amoroso se espraia livremente; notase
que o poeta infringe os princípios clássicos da contenção e manifesta a emoção
dum modo tal que
seus versos acabam adquirindo foros de crônica amorosa.
d) ...é preciso ver na força desse poeta o ponto exato em
que o mito do bom selvagem, constante desde os árcades, acabou por fazer-se
verdade artística.
e) ... os seus versos agradaram, e creio que ainda possam
agradar aos que pedem pouco à literatura: uma expressão fácil, uma sintaxe
linear, uma linguagem coloquial e brejeira...
4- (UPF
2012) Na poesia de Cláudio Manuel da Costa verifica-se um conflito entre as
solicitações da poética neoclássica ou árcade, que o levam a conceber
artificialmente uma paisagem
_________________, e o sentimento nativista do escritor, que o impele a
aproveitar artisticamente a paisagem ______________ de sua pátria.
A alternativa que completa corretamente as lacunas do texto
anterior é:
a) amena - bucólica
b) rústica - bucólica
c) bucólica - rústica
d) rústica - amena
e) bucólica - amena
5-
Se sou pobre pastor, se não governo
Reinos, nações, províncias, mundo e gentes;
Se em frio, calma e chuvas inclementes
Passo o verão, outono, estio, inverno;
Reinos, nações, províncias, mundo e gentes;
Se em frio, calma e chuvas inclementes
Passo o verão, outono, estio, inverno;
Nem por isso trocara o abrigo terno
Dessa choça, em que vivo, co’as enchentes
Dessa grande fortuna: assaz presentes
Tenho as paixões desse tormento eterno,
Dessa choça, em que vivo, co’as enchentes
Dessa grande fortuna: assaz presentes
Tenho as paixões desse tormento eterno,
Adorar as traições, amor e engano,
Ouvir dos lastimosos o gemido,
Passar aflito o dia, mês e o ano.
Ouvir dos lastimosos o gemido,
Passar aflito o dia, mês e o ano.
Seja embora prazer; que ao meu ouvido
Soe melhor a voz do desengano
Que da torpe lisonja o infame ruído.
Sobre esse soneto de Cláudio Manuel da costa, podemos dizer que:
I ) Apresenta características árcades, tais como o ideal de simplicidade e naturalidade.
II) É um poema de características barrocas, cujo tema é a crítica à vaidade humana.
III) O eu-lírico opta por uma vida de isolamento junto à natureza, em detrimento de uma vida de fortuna, cheia de lisonjas, mas de possíveis traições.
IV) O eu-lírico expressa a dúvida, pois tem a opção de trocar a vida sossegada no campo, por uma vida agitada na cidade.
Estão corretas apenas as afirmações:
a) I e IV.
b) II e III.
c) II e IV.
d) I e III.
e) Nenhuma afirmação está correta.
6- (UPF
2012 INVERNO)
Neste álamo sombrio, aonde a escura
Noite produz a imagem do segredo;
Em que apenas distingue o próprio medo
Do feio assombro a hórrida figura;
Aqui, onde não geme, nem murmura
Zéfiro brando em fúnebre arvoredo,
Sentado sobre o tosco de um penedo
Chorava Fido a sua desventura.
Às lágrimas a penha enternecida
Um rio fecundou, donde manava
D'ânsia mortal a cópia derretida:
A natureza em ambos se mudava;
Abalava-se a penha comovida;
Fido, estátua da dor, se congelava.
Leia as seguintes afirmações sobre o soneto XXII, de Cláudio
Manuel da Costa, transcrito acima:
I. O pastor lamenta a sua desventura amorosa e, na sua dor,
transforma-se em uma estátua.
II. A referência a elementos da natureza mostra que esse
soneto é um exemplo da poesia épica produzida pelo autor.
III. A natureza amena presente no poema corresponde
integralmente às normas da poesia arcádica.
Está correto apenas o que se afirma em:
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) II e III
7- Assinale
a alternativa INCORRETA a respeito de Cláudio Manuel da Costa.
a) Além da produção lírica, escreveu um poema de caráter épico que se intitula "Vila Rica".
b) Sob o pseudônimo árcade de Glauceste Satúrnio, compôs uma poesia em que é marcante a imagem da pedra.
c) Compôs poemas marcados pela condição do pastor que procura a natureza como refúgio.
d) Cultiva a forma do soneto em que explora temas como a infelicidade amorosa.
e) Sua produção poética costuma ser dividida pela crítica em lírica, satírica e religiosa.
a) Além da produção lírica, escreveu um poema de caráter épico que se intitula "Vila Rica".
b) Sob o pseudônimo árcade de Glauceste Satúrnio, compôs uma poesia em que é marcante a imagem da pedra.
c) Compôs poemas marcados pela condição do pastor que procura a natureza como refúgio.
d) Cultiva a forma do soneto em que explora temas como a infelicidade amorosa.
e) Sua produção poética costuma ser dividida pela crítica em lírica, satírica e religiosa.
Texto para as questões de 8 a 10
01 Já rompe, Nise, a matutina Aurora
02 O negro manto, com que a noite escura,
03 Sufocando do Sol a face pura,
04 Tinha escondido a chama brilhadora.
8- Nessa
estrofe, o poeta
a) dirige-se a Nise, com intuito de expressar tristeza pelo
fato de o manto negro da noite corromper a beleza do dia, representada pela
deusa Aurora.
b) dirige-se à amada para lamentar o fim de uma noite de
amor pela chegada de novo dia, fato comprovado pelo uso das expressões a
matutina Aurora e chama brilhadora.
c) dirige-se a Nise e lhe descreve um quadro da natureza por
meio de metáforas como, por exemplo, negro manto e Sufocando do Sol a face
pura.
d) declara seu amor a Nise com uma linguagem emotiva (rompe,
negro manto etc), estabelecendo uma analogia entre a natureza grandiosa e a
beleza da amada.
e) declara seu amor à Musa e lamenta o fato de não ser
correspondido, já que a face pura do Sol foi apagada pelo negro manto da noite
escura.
9- Considerando
suas imagens e sua forma, é correto dizer que o texto se vincula à
a) tradição clássica, que orientou a produção literária no
Brasil colonial.
b) estética romântica, que caracterizou a literatura
brasileira pós-independência política.
c) tradição literária medieval, recuperada pelos poetas
brasileiros do século XIX.
d) estética simbolista, que explorou a musicalidade da
palavra, em detrimento do conteúdo.
e) estética parnasiana, acentuadamente subjetiva e
idealizadora.
10-
(ENEM 2008)
Torno a ver-vos, ó montes; o
destino
Aqui me torna a pôr nestes
outeiros,
Onde um tempo os gabões deixei
grosseiros
Pelo traje da Corte, rico e
fino.
Aqui estou entre Almendro, entre
Corino,
Os meus fiéis, meus doces
companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros
Atrás de seu cansado desatino.
Se o bem desta choupana pode
tanto,
Que chega a ter mais preço, e
mais valia
Que, da Cidade, o lisonjeiro
encanto,
Aqui descanse a louca fantasia,
E o que até agora se tornava em
pranto
Se converta em afetos de
alegria.
Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho.
A poesia
dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
2002, p. 78-9.
Considerando o soneto de Cláudio
Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale
a opção correta acerca da relação entre o poema e o momento histórico de sua
produção.
a) Os “montes” e “outeiros”,
mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja,
ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.
b) A oposição entre a Colônia e
a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo
poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade
da terra da Colônia.
c) O bucolismo presente nas
imagens do poema éelemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do
poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional.
d) A relação de vantagem da
“choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que
reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a
Metrópole.
e) A realidade de atraso social,
político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema
pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria.
GABARITO
1-
C
2-
D
3-
A
4-
C
5-
D
6-
A
7-
E
8-
C
9-
A
10- B
Testes Padre Antônio Vieira
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TESTES
PADRE ANTÔNIO VIEIRA PROF. EDIR
1- (UFRGS) Assinale V
(verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do
barroco brasileiro.
( ) A obra poética de Gregório de Matos
oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos, exemplificando
as tensões do seu tempo.
( ) O sermões do Padre Vieira caracterizam-se
por uma construção de imagens dobradas em numerosos exemplos que visam a
enfatizar o conteúdo da pregação.
( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira, em
seus poemas e sermões, mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em
linguagem barroca.
( ) A produção satírica de Gregório de Matos
e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no
Brasil.
( ) O poeta e o pregador alertam os
contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia.
A seqüência correta de preenchimento
dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) V-F-F-F-F c) V-V-F-V-F e) F-F-F-V-V
b) V-V-V-V-F d) F-F-V-V-V
2- (UFSM 2000) Leia o trecho de um
sermão, do Padre Antônio Vieira:
Será porventura o estilo que hoje se
usa nos púlpitos um estilo tão empeçado, um estilo tão dificultoso, um estilo
tão afetado, um estilo tão encontrado a toda parte e a toda a natureza? O
estilo há de ser muito fácil e muito natural. Compara Cristo o pregar e o
semear, porque o semear é uma parte que tem mais de natureza que de arte.
O
objetivo do autor é
a)
destacar que a naturalidade - propriedade da natureza - pode tornar mais claro
o estilo das pregações religiosas.
b)
salientar que o estilo usado na igreja, naquela época, não era afetado em
dificultoso.
c) argumentar que o estilo usado na igreja,
naquela época, não era afetado nem dificultoso.
d) argumentar que a lição de Cristo é desnecessária para os
objetivos da pregação religiosa.
e)
mostrar que, segundo o exemplo de Cristo, pregar e semear afetam o estilo,
porque são prática inconciliáveis.
3- (PEIES-2002) "Os dolorosos
são os que vos pertencem a vós, como os gozosos aos que devendo-vos tratar como
irmãos, se chamam vossos senhores. Eles andam, e vós servis; eles dormem, e vós
velais; eles descansam, e vós trabalhais; eles gozam o fruto de vossos
trabalhos, e o que vós colheis deles é um trabalho sobre outro."
VIEIRA, Pe. A. Sermões. Porto:
Lello, 1959. p. 135
No trecho do sermão de Vieira, a
____________ entre os mistérios dolorosos e gozosos serve como ponto de partida
para a construção em _________, recurso básico da estruturação do texto, por
meio do qual o autor destaca a perversidade do sistema __________.
Assinale a alternativa que completa,
corretamente, as lacunas:
a)
metonímia - metonímias - escravagista
b)
comparação - comparações - indianista
c)
comparação - antíteses - escravagista
d)
assonância - assonâncias - judaico
e)
gradação - gradações - indianista
4- (UFSM 2006) Leia o seguinte
fragmento extraído do Sermão de Santo Antônio, de Pe. Vieira.
"(...) o pão é comer de todos
dos dias, que sempre e continuamente se come: isto é o que padecem os pequenos.
São o pão cotidiano dos grandes; e assim como o pão se come com tudo, assim com
tudo e tudo são comidos os miseráveis pequenos, não tendo, nem fazendo ofício
em que os não carreguem, em que os não multem, em que os não defraudem, em que
os não comam, traguem e devorem (...)"
No
trecho, observa-se que Vieira
I.
constrói a argumentação por meio da analogia, o que constitui um traço
característico da prosa vieiriana.
II.
finaliza com uma gradação crescente a fim de dar ênfase à voracidade da
exploração sofrida pelos pequenos.
III.
afirmar, ao estabelecer uma comparação entre os humildes e o pão, alimento de
consumo diário, que a exploração dos pequenos é aceitável porque cotidiana.
Está(ão)
correta(s) apenas
a) I.
b) I e III. c) III. d) II e III. e) I, II e III.
5-
(UFSM
2007) Leia o trecho a seguir.
Por isto são maus ouvintes os de
entendimentos agudos. Mas os de vontades endurecidas ainda são piores, porque um
entendimento agudo pode-se ferir pelos
mesmos fios e vencer-se uma agudeza com
outra maior; mas contra vontades endurecidas nenhuma coisa aproveita a agudeza, antes dana mais, porque quando as
setas são mais agudas, tanto mais facilmente
se despontam na pedra. Oh! Deus nos livre de
vontades endurecidas, que ainda são piores que as pedras.
(Sermão da Sexagésima, de Pe. Antônio Vieira.)
Pelo trecho reproduzido, pode-se concluir que o Sermão da
Sexagésima trata da
a) problemática da pregação religiosa, considerando as figuras
dos pregadores e dos fiéis.
b) necessidade do engajamento dos fiéis nas batalhas contra os
holandeses.
c) perseguição sofrida pelo pregador em função do apoio que
emprestava a índios e negros.
d) exortação que o pregador fazia em favor de seu projeto de
criar a Campanha das Índias Ocidentais.
e) condenação aos governantes locais que desobedeciam os
princípios do mercantilismo seiscentista.
6-
(UNIFRA 2007)
...
os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a
quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou
a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e
despojam os povos. — Os outros ladrões roubam
um
homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco:
estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam
e enforcam.
Sobre esse fragmento
do Sermão do bom ladrão, de Padre Antônio Vieira, pode-se reconhecer
a)
a presença do cultismo, tendo em vista a sofisticação e extravagância dos
termos utilizados.
b)
a ausência de cuidado com a linguagem, com a utilização de repetições indevidas
que apenas tornam cansativo o texto.
c)
o conceptismo que, por meio do predomínio da lógica das idéias, é praticado
como recurso à crítica contra as injustiças.
d)
o uso fantasioso de antíteses e paradoxos que, tornando complexo o pensamento,
filiam-se ao estilo de gôngora.
e)
a subjetividade que marca o estilo barroco do autor, preocupado em defender os
poderosos.
É
verdade que Portugal era um cantinho, ou um canteirinho da Europa, mas neste
cantinho de terra pura e mimosa de Deus: Fide purum, et pietate dilectum, nesse
cantinho quis o céu depositar a fé que dali se havia de derivar a todas estas
vastíssimas terras, introduzida com tanto valor, cultivada com tanto trabalho,
regada com tanto sangue, recolhida com tantos suores, e metida finalmente nos
seleiros da Igreja, debaixo das chaves de Pedro, com tanta glória. Medindo-se
Portugal consigo mesmo, e, reconhecendo-se tão pequeno à vista de uma empresa
tão imensa, poderá dizer o que disse Jeremias, quando Deus o escolheu para
profeta das gentes: Et prophetam in gentibus dedi te. E que disse Jeremias?
Et dixit: A, A, A, Domine Deus, quia puer ego sum (Jer. 1,6): Ah! Ah!
Ah! Deus meu, onde me mandais, que sou muito pequeno para tamanha empresa. — O
mesmo pudera dizer Portugal. Mas tirando-lhe Deus da boca estes três AAA, ao
primeiro A, escreveu África, ao segundo A escreveu Ásia, ao terceiro A escreveu
América, sujeitando todas três a seu império, como Senhor, e à sua doutrina,
como luz: Vos estis lux mundi.
(UFRGS 2011) As questões 7 e 8 estão relacionadas ao trecho
extraído do Sermão de Santo Antônio de Padre Antônio Vieira.
7.
Considere
as seguintes afirmações, sobre o trecho.
I
- Vieira transforma os três AAA que manifestaram a dúvida de Jeremias nas
iniciais dos três continentes (África, Ásia e América), onde se desenvolvia a
missão dvilizadora e catequética dos portugueses.
II
- É possível identificar a índole militante e nacionalista do padre e uma
enfática defesa da ação violenta de Portugal e de seus aliados.
III
- O sermonista justifica eventos históricos, como a grandeza do Império português
no período da expansão ultramarina, a partir de casos exemplares extraídos da Bíblia,
como a escolha que Deus fez de Jeremias para a difícil missão de profetizar.
Quais
estão corretas?
a)
Apenas I. d) Apenas I e
III.
b)
Apenas II. e) I, II e III.
c)
Apenas III.
8
Considere
as seguintes afirmações, sobre o mesmo trecho.
I
- Ao referir-se a elementos como "cantinho de terra pura e mimosa de
Deus" e "celeiros da Igreja", Vieira celebra a capacidade de
Portugal de suprir a carência europeia de alimentos.
II
- Jeremias, por sentir-se frágil, questiona sua capacidade de empreender com
sucesso a ação profética.
III
- A intenção do sermão é exaltar a conquista de três continentes por um reino
tão pequeno como o português.
Quais
estão corretas?
a)
Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III. e) I, II e III.
9-
O sermão de Santo Antônio ou dos Peixes é um dois mais significativos da arte
oratória do Padre Antônio Vieira. O pregador em São Luís do Maranhão, no
ano de 1654. Com relação a esse sermão, analise as afirmativas abaixo:
I.
O pregador o fez com o objetivo de encontrar solução para o problema dos
índios, barbaramente escravizados pelos colonos;
II.
O jesuíta finge dirigir-se aos peixes e não aos homens para recriminar a má
vida dos espectadores, que se recusavam ao seguir os ensinamentos cristãos;
III.
O orador critica os pregadores que distorcem a palavra de Deus, utilizando-a
com o simples propósito de agradar aos ouvintes do sermão.
É
correto o que se afirma em:
a)
II
e III
b)
I
e III
c)
Todas
d)
I
e II
e)
I
10-
(UFBA)
“Vós,
diz Cristo Senhor nosso, falando com os Pregadores, sois o sal da terra: e
chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra, o que faz o sal. O
efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como
está a nossa, havendo tantos nela,
que
têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é
porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal
não salga, e os Pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra
se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina, que lhes dão,
a não querem receber; ou é porque
o
sal não salga, e os Pregadores dizem uma cousa, e fazem outra, ou porque a terra
se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que
fazer o que dizem: ou é porque o sal não salga, e os Pregadores se pregam a si,
e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes em vez de
servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal.”
O
autor aponta como causa da corrupção na terra:
a)
a doutrina pregada é fraca ou os homens não lhe são receptivos.
b)
os pregadores pregam uma falsa doutrina ou a doutrina é ineficiente.
c)
os homens não são receptivos à doutrina, porque ela é verdadeira.
d)
a ação dos pregadores não testemunha o que eles pregam.
e)
os homens tentam imitar os pregadores, seguindo-lhes a doutrina
GABARITO
1- C
2- A
3- C
4- A
5- A
6- C
7- D
8- D
9- C
10- D
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